Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Banalidades

por M.J., em 25.05.18

Às vezes quando sentimos que estamos em casa, na vida, sendo casa a metáfora de lar que apenas alguns sortudos conseguem ter, constatamos, num empurrão seco e sem som, que afinal estamos no lado oposto do que acharámos estar.

 

Não escrevo porque já não sou eu. Não falo porque as palavras já não são minhas. Perdi irremediavelmente quem fui, no momento em que finalmente era. 

 

A  todos os que passaram por aqui à minha procura; a todos os que mandaram e-mails querendo saber de mim; a todos os que perderam minutos a perguntar onde estou; a todos os que se lembraram... Obrigada. Mas já não há MJ. 

 

Vamos ler-nos por aí, quem sabe, um dia destes.

Um bem haja. E que a vida seja para vós muito mais do que as banalidades que é para mim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

é spam para todos menos pró sapo

por M.J., em 18.04.18

tenho contas de e-mails que passam pelo gmail, hotmail, zoho e outros que não recordo.

mas só no sapo consigo ter um filtro spam que passa tudo o que me faz rir.

desde promessas de dinheiro a rodos num português manhoso;

a contas de ebay que vão ser desactivadas todos os dias (quando nunca me registei);

a gente que descobriu que vai morrer e me quer deixar a herança;

a... pasmemo-nos... fotos de uma traição qualquer num espanhol estranho:

 

¡Conseguí las fotos de los dos juntos!
Me puede considerar una amiga porque he pagado a un detective y te estoy mandando por buena voluntad.. También me traicionó y estoy muy triste. Tiene fotos en el motel, en su casa.. no se asuste, yo no esperaba menos!!

 

filha, se contrataste um detective pede-lhe para tentar encontrar aqueles vinte euros que perdi na queima das fitas, em dois mil e nove, e que nunca mais encontrei.

parece que não mas sempre iam dar jeito. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

casos de sucesso

por M.J., em 11.04.18

há uns tempos fui convidada para falar num workshop, de um instituto público, sobre o meu testemunho enquanto caso de sucesso a nível de empreendedorismo.

fico sempre de pé atrás com a denominação caso de sucesso.

nos dias de hoje, em que palavras e expressões como startup, inovação, disrupção, tecnologia, empresarial, vinte vinte,  incubadoras e... enfim, essas coisas, estão na moda, acho que se perde um pouco do foco daquilo que é realmente sucesso e daquilo que poderá vir a ser, um dia, quem sabe, depois de muito trabalho árduo e capacidade de resiliência.

 

fui convidada, como dizia, para dar o meu testemunho.

falar um pouco do meu percurso desde que bati com a porta e decidi mudar de vida.

falei, portanto.

expliquei os termos da moda que referi acima, incluindo incubadoras e tudo (e não, não se relaciona com os tratamentos de fertilidade e putos prematuros) e continuei pela minha aprendizagem. que, verdade seja dita, aprendi muito desde que decidi fazer-me à vida de uma forma diferente para que fora formatada. passei pelos clichés todos: vontade de sucesso rápido, desânimo nos primeiros falhanços, incapacidade de tomar decisões estruturais, vaidade nas primeiras conquistas, horários desregulados de trabalho, vontade de desistir, orgulho na capacidade própria, certeza de que, voltar a trabalhar para outrem e ver o meu tempo moldado em função de um salário igual, independentemente do meu muito ou pouco trabalho, jamais.

(ah, e a aprendizagem de que jamais digas, ou escrevas, jamais).

 

enfim, fui falar então.

contei da desistência, do primeiro passo, das portas a que bati, dos apoios que tive e concluí referindo a aprendizagem maior que obtive destes últimos anos:

o resultado não é o mais importante. o que interessa é o caminho percorrido e o que dele retiramos.

é verdade.

podem acreditar.

(a título de exemplo: passei toda a minha vida estudantil a pensar nos resultados. notas. médias. passagem de anos. fui formatada, ensinada que o mais importante eram os resultados. a aprendizagem era feita em decorrência do que me iriam perguntar e avaliar. a avaliação servia não para constatar a minha aprendizagem, mas para moldar como devia aprender. tudo errado. anos e anos em que o único foco eram notas, valores finais, médias, resultados. perdi tanto. deixei tanto para trás. ficou tanto no meio que seria de sobremaneira importante para vingar não só enquanto profissional, mas como pessoa. aprendi isso aos 30. pior seria se o tivesse aprendido aos 60. ou nunca: o mais importante é o caminho, não a meta. a vida vive-se pelo caminho, não na meta).

 

no final da sessão, acompanhada de outros potenciais casos de sucesso, foi dada a palavra a quem assistia.

adultos, pessoas mais velhas, mais novas, gente a entrar na reforma, gente a sair da faculdade.

um silêncio abismal, nada que não estivesse à espera e depois surgiram as primeiras perguntas:

apoios.

dinheiro.

massa.

pilim.

como chegar aos resultados.

que se lixe o caminho.

e logo a seguir, perguntas mascaradas de queixas:

de que não havia suporte para pôr ideias em prática, de que era impossível seguir sem salários, de que era muito bonito falar se não houver ajuda, etecetera e tal, amem, que há contas para pagar e enfim.

 

desisti.

ninguém queria saber da minha história, do meu testemunho ou do raio que me parta.

ninguém estava interessado nos meus ensinamentos, na minha experiência ou onde cheguei. o que interessava era que dinheiro eu fizera, como o conseguira, a que portas batera e se, eventualmente, podia dar emprego a um ou dois:

dinheiro. metas. resultados.

 

e percebi depois, de sobrolho franzido e sem saber o que dizer, que talvez aquelas pessoas fossem mais empreendedoras do que eu:

punham na ponta da suma importância o que faz girar o mundo, o que move o destino.

e que talvez eu, com  esta dose ainda de ingenuidade tacanha, esta ideia pequenita que sem dinheiro não faço, mas só com dinheiro também não, estou condenada a ser para sempre raia miúda, micro, insignificante, passando férias na praia da esquina, comendo ovos com arroz e contentando-me com café de cápsula, detergente de marca branca e serões no sofá já velho. estou condenada a não sair disto e à incapacidade de me tornar numa empresária gigante, vestida de saia casaco beije e cabelo com laca. 

 

e ainda assim, mesmo condenada a não atingir o auge, juro, ainda que repleta de hormonas que não são minhas, repleta de trabalho que me impede de ler sem ser aos bocejos e dias que passam a correr... nunca estive tão satisfeita com quem sou, o que faço e para onde vou.

 

(isto, provavelmente, até ao próximo falhanço. ou à próxima injecção de hormonas). 

Autoria e outros dados (tags, etc)

atualidades

por M.J., em 10.04.18
  1. o bruno de carvalho encarnou o trump e deseja ser o hitler (com banhos de gás e tudo) do facebook. apostamos em como será o primeiro banhado?
  2. o lula entra na cadeia e diz que passa o tempo a ler, depois de afirmar categoricamente que não gostava dessas coisas de letras impressas e juntar palavras. o que o tempo a mais faz a uma pessoa!
  3. ninguém dá um chavelho furado pelo jardim que se escolheu para o festival da canção. não estranho! coisinha mais deslavada e enjoadona não havia. alguém que vá buscar a susy de mini saia, que sempre tem mais gosto. (na volta, com tanta chuva, o jardim alagou).
  4. os artistas do país lutam por um por cento de cultura sendo que não vai um por cento da população ao teatro. confesso: a última peça a que assisti era do josé luís peixoto e adormeci. 
  5. há crianças a receber tratamentos de quimioterapia nos corredores de hospitais. por mim, o meu um por cento para a cultura pode ir para aí. 
  6. há quem discuta com letras maiúsculas no facebook por causa da chuva a mais e a menos. a sorte é que a china vai fazer chuva artificial e as discussões vão-se ser evitadas. 
  7. o facebook andou a espalhar dados pessoais. se espalhou os meus é bem provável que andem a circular conversas minhas, de dois mil e doze, em que me mandavam pontapés no cu e eu pedinchava amor. vão à procura. nunca se sabe. será uma comédia, mesmo sem um por cento do orçamento. 

 

ai!

e tanta, mas tanta coisa para dissecar e... eu sem tempo.

valha-me nossa senhora do futebol!

não é o bruno de carvalho que vai entrar em burnout. 

sou eu!

(talvez pudesse contratar o lula).

Autoria e outros dados (tags, etc)

que cheguei a uma fase em que a vida é regrada a litradas de café.

se o café acabasse no mundo era menina para ficar mais perturbada que o bruno de carvalho. 

juro. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

banalidades

por M.J., em 06.04.18

estive em lisboa nos últimos dias.

aproveitei o hotel pago do rapaz devido às mil reuniões dele, colei-me que nem uma lapa à possibilidade de ir também e passei o tempo em que ele trabalhava entre almoços (no singular) com a magda, passeatas junto ao tejo, horas de sono numa cama gigante, banhos longos com muita espuma (nunca tinha entendido o objectivo da coisa até decidir apostar num. ou dois. ou três) e jantares em tascas.

foi bom numa pausa mais do que merecida para respirar, depois de uns dias azedos de auto-comiseração, hormonas infernais e sensação de falhanço total. 

 

lisboa, no entanto, não consegue deixar-me com vontade de lá passar mais do que dois dias.

lisboa provoca-me sensação de claustrofobia, por muito grande que seja, em prédios, pessoas, calçada à portuguesa e um trânsito infernal, de apitadelas constantes quebradas pelo barulho de sirenes e aviões. 

não consigo sentir-me em casa ou achar que poderia ser ali minimamente feliz.

mesmo num bairro do bem, com betos que tocassem piano e dançassem balé, calçados com sapatos de vela e cabelo ao lado. 

em lado nenhum, na verdade.

 

olho para a maioria das casas, umas em cima das outras, muito alinhadas, todas juntas, numa espécie de gaiola que não termina e penso quantas vidas ali estão alinhavadas, ao monte, numa privacidade que não existe, numa corrida qualquer de gente e vidas e constante atropelo.

entro no metro, num empurra e foge em hora de ponta, um cheiro que não termina a gente e odores maus, a necessidade de me agarrar a mil bactérias de mil mãos que ali se agarraram e tenho tremeliques, soltando na minha voz serrana interior um muito alto e histérico:

deus me livre e guarde, pelas alminhas!

 

e de todas as vezes que ali vou, ou a outras capitais europeias, sinto na pele todos aqueles ditos que me foram inculcados quando crescia:

quem nasce lagartixa não chega a jacaré;

não chegarei, jamais.

 

o meu corpo grita por casas perdidas em curvas apertadas.

por longos silêncios, por gente parca em conversas e bons dias a todos.

por fruta colhida no quintal, batatas e cebolas vindas da terra do lado e uns quantos frangos ao fundo a fazer companhia a um porco.

quem sou espera por gatos à dormir à sombra de árvores que são minhas e não de todos, em parques de cidades povoados de cocós de cão, agora mais na moda que a própria moda. 

a minha alma grita pelo sino da igreja a marcar o compasso das horas, pelo som dos grilos a avisar que é verão e pelas rolas na cerejeira do vizinho a lembrar-me que estou viva.

mesmo que não haja teatros, turistas, metros, centros comerciais e mil hospitais. 

mesmo que demore horas para ter acesso ao que se poderia aceder em segundos.

 

não sou, não fui, não serei de cidade.

e anseio pelo dia em que regressarei a casa.

mesmo que, durante anos, tenha achado que aquela nunca poderia ser a minha casa. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

banalidades

por M.J., em 28.03.18

não foi uma ausência decidida.

as coisas foram passando, os dias rolando e a vontade de esvaziar sentimentos diminuiu.

ou talvez não tenha diminuído mas deixou de haver vontade de o fazer em palavras veladas, dizendo sem dizer, na vontade de explicar não explicando. 

não leio blogues, talvez, desde o início do ano. ou pelo menos, não estes blogues, de gente que desabafa e fala da vida.

fui deixando passar.

os dias correram e correm e não sei onde se metem nas tantas coisas que tenho de fazer.

a minha vida profissional deu dois saltos e de repente estou cada vez mais atolada em coisas que cada vez gosto mais de fazer.

perdi a vontade de aqui vir, foi o que foi, ainda que esta noite tenha sonhado que aqui escrevia, um texto simples cheio do tempo em que eu comandava o tempo.

 

os tratamentos prosseguem.

há o sentimento entranhado de uma culpa cega, colada aos ossos, ainda que eu saiba que não há uma culpa evidente. 

no dia em que percebi que tínhamos de voltar ao mesmo, noutro ciclo, arrastei-me até à cama carpindo sem carpir, que não tenho tempo para o efeito, e senti o peso da culpa entranhado em cada centímetro de mim.

e se eu tenho centímetros!

é então assim, a vida, isto, eu, nós, as decisões.

e não há como sentir que não sou culpada.

sou, penso.

culpada de todas as vezes que jurei que não o faria. de todas as  vezes que pensei que comigo não. culpada de não poder decidir e não ver isto como é, mas antes uma tarefa.

o meu cérebro diz-me: não consegues. és apenas metade. és incompleta mesmo que, neste momento já não o seja.

a médica diz: um ano. casais que tentam dois anos. normal. nova. sem medos.

e eu sei mas o meu cérebro, sempre a lutar contra mim diz-me: é uma tarefa que não consegues. bem feita, não consegues. e ri-se muito alto, apontando-me os dedos que são meus.

e isso faz-me querer ainda mais, numa espécie de contrariedade. não quero aquilo que os outros querem nisto.

quero apenas saber que consigo. que não há um divino castigo. 

ou isso, ou esquecer. 

sei da pequenice deste sentimento. sei que estamos há tão pouco tempo nisto e é a minha ânsia da contrariedade que obriga a que saltemos dois passos. ou é ou não é. não há metades, ir vendo, um dia de cada vez e essas baboseiras a que nos habituamos para lidar com as merdinhas da vida.

 

vem aí a páscoa.

sonhei uma noite destas com procissões, gente antiga, pessoas que não vejo.

sonhei com velas na mão, o padre a apertar-me as bochechas, roupa nova, missas longas, flores cor de rosa, camélias no chão. 

 

o futuro é agora e eu só penso no que foi.

Autoria e outros dados (tags, etc)

banalidades

por M.J., em 16.03.18

quando a vida me bate com muita força e o meu cérebro se alia a essas circunstâncias para me deixar num estado de auto-comiseração e lástima, troco meios serões por meias manhãs.

ou meias manhãs por meios serões.

não é difícil quando temos a possibilidade de fazer os nossos próprios horários, conseguimos marcar reuniões - seja presenciais, seja online - para horas menos matutinas, organizar prazos e comunicações e continuar a trabalhar depois do jantar, noite dentro.

não digo que seja melhor.

em boa verdade, não é.

essa troca de ritmos e horários deixa-me mais molenga e exausta, confunde as horas e os momentos. mas, conhecendo-me vai fazer trinta e um anos descobri quais as estratégias que funcionam comigo e o que posso e devo fazer para enfrentar os dias.

 

sou dotada de um traço depressivo (ou personalidade. ou feitio. ou maneira de ser. ou defeito. ou o que se quiser chamar) que me faz sempre ver o copo meio vazio e, em alguns dias, sem água alguma mesmo que chova a potes.

 

é nesses dias, sobretudo, que levantar de manhã é uma tortura.

e nem sequer está relacionado com o sono, a vontade de ficar no quente dos lençóis ou a preguiça.

é somente a total incapacidade de passar de um estado de pausa na vida para o pleno do dia.

para tomar decisões.

para prosseguir com os minutos.

para encarar quem sou, onde estou e para onde vou.

essa necessidade que nos faz quem somos, esse imperativo que é sacudir os lençóis, tomar um banho e pôr a máquina a funcionar de maneira a levar as coisas em frente não é - em alguns dias - algo que consiga fazer como o comum dos mortais.

 

nesses momentos a única solução é adiar o óbvio, ficar muito quieta olhando o tecto, contar muitas vezes até dez e dizer a mim própria, numa espécie de lista mental, todas as tarefas mais básicas que farei, nos dez minutos seguintes a estar levantada.

resulta porque começo a transformar o turbilhão de pensamentos soltos no meu cérebro em planos concretos, que posso assinalar à medida que vou cumprindo, como se cada tarefa tão básica que uma criança de dois anos faz sozinha, fosse uma conquista maior do que algo que tenha conseguido na vida.

 

normalmente a sensação de absoluta inércia e angústia e inutilidade e ansiedade - e todas essas coisas que os sortudos da vida não sentem - acaba por acalmar depois do pequeno almoço.

o cheiro do café e das torradas tem propriedades calmantes e a capacidade de suavizar pensamentos e emoções que, juro, não têm qualquer razão de ser que não o facto de habitarem mim. 

beberico café aos golinhos, como um alcoólico cura a ressaca com álcool.

vou à varanda, olho o dia e digo a mim própria que é menos um.

rego uma planta, mesmo que esteja já inundada e, se houver roupa no varal, encosto-me na procura do cheiro a amaciador e a flores. 

 

depois disso, a corrente lastimosa é quebrada e torno-me meia normal.

dou seguimento a coisas, bato com força no teclado, atendo telefonemas, resolvo problemas, cumpro prazos e objectivos.

às vezes paro para olhar pela varnada do escritório onde as árvores, em frente, dançam a mesma dança rotineira desde que para cá vim.

em dias de vento, como estes últimos, gosto de sair para me sentir viva, mesmo que saiba, muito por dentro, que provavelmente sou daquelas pessoas que nasceu já morta e que, se me descuidar, consigo trazer para isto quem me rodeia.

não o digo a ninguém, no receio que a vida me trouxe de concretizar em palavras os medos obscuros. 

 

e à noite, quando me deito, esgotada de uma luta mental que domino, finjo que não sei já tudo o que terei de fazer, no dia a seguir, para poder prosseguir com os minutos. 

é que juro, tenho a certeza, alguns deles colam-se em mim e param o tempo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

faço queixa a quem?

por M.J., em 15.03.18

apesar de já ter dito por mais do que uma vez à DECO para não me ligar, que não estou interessada nas magníficas ofertas deles, que tirem o meu número da base de dados, já ter bloqueado um dos números... até agora não deu resultado.

desde aquele malfadado dia em que pedi um guia gratuito (nunca mais! mais valia ter partido uma das unhas rentes quando peguei no telemóvel) ligaram-me entre 20 a 30 vezes.

primeiro em número fixo e, depois de bloqueado, em número privado. 

já fui bem educada.

já fui mal educada.

já desliguei telefonemas.

já rejeitei.

já atendi para desligar automaticamente.

já falei eu.

já pedi.

já falou o rapaz.

 

NADA. 

 

portanto a questão é: visto que em assuntos idênticos uma pessoa ameaça queixar-se à DECO... será razóavel queixar-me à DECO dos comportamentos abusivos da própria DECO?

é que não há pachorra!

Autoria e outros dados (tags, etc)

só para ver se eu entendo

por M.J., em 09.03.18

que ando especialmente lerda:

 

aquelas pessoas que dizem coisas como "é incrivel o estado criminalizar maus tratos a animais e não criminalizar o abandono de idosos" estão a comparar os avós e os tios a cães?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor