Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




do pedido

por M.J., em 14.01.14

Doem-me as palmas das mãos sempre que vejo gente a pedinchar amor no facebook.
É tão lamentável e deprimente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:44

Antidepressivo eficaz.
QUERO.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:08

Nota para o futuro

por M.J., em 13.01.14

Se ouço mais alguém chamar "sogrinha" à mãe do namorado com quem está há três meses tenho um vómito de sangue e diarreia.

Custa-me tanto como ouvir a senhora da Sic a dizer que o irmão do marido é seu genro.

Dass.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:59

Vou ver isto amanhã

por M.J., em 10.01.14

Não é que interesse, mas interessa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:26

Agora

por M.J., em 10.01.14

Fiquei confusa quanto ao que cozinhar para o jantar de amanhã

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:20

...

por M.J., em 10.01.14

Para lembrar:

 
Cancro não é mal ruim, mas cancro.
Mamas não são peitos, nem xuxas, mas mamas!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:02

da diana

por M.J., em 10.01.14

A Diana faz anos amanhã. Assim, 27 anos que é para aprender.
Não vejo a Diana há muito tempo, ou o Rafa. Falamos poucas e raras vezes. Uma mensagens no facebook só para relatar as coisas mais importantes, aquelas mesmo muito importantes.
Não digo que a culpa seja de alguém. É da vida, do tempo, das circunstâncias. Mas confesso, enquanto ouço esta música que marca a minha vida, que não sei que foi feito do tempo em que eu julgara que uma vez entrados na minha vida, com aquela densidade, aquelas pessoas seriam para sempre.
E para sempre não é apenas para alguns, poucos, escassos momentos. Para sempre é para um acompanhamento. Para saberem das minhas pequenices do dia a dia. Do meu tédio. Para saberem que tive um cão e não resultou. Para saberem das chatices do trabalho, do sentimento que me queima. Para saberem que todos os dias pensa no passado, no que ficou dele. Das minhas resoluções do futuro que não tenho. Do limite que me sinto sempre que penso.
Não estive com eles nesses momentos. Nem eles comigo.... nem quando recuperei da doença das trevas. Não conheceram o meu namorado. Não entraram nos novos anos comigo. Não jantamos todos os meses. Não falamos sobre as pequenices do dia-a-dia, não partilhamos sequer, pequenos minutos.
Limitamo-nos a saber que existimos e pronto. Na lembrança de um tempo que passou. Assim, só isso.
E cada vez acontece mais. Não com eles, mas com todos aqueles que me rodearam em tempos.
Caralhos fodam esta puta desta vida toda.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:34

pronto, é isto

por M.J., em 08.01.14
Não tenho cão.
Pronto, é isso. A coisa não correu bem. A alergia ao pelo dele aumentou exponencialmente assim como a minha paranóia pelas limpezas. Arranjei-lhe uma família que tem crianças, está habituada a lidar com a raça do bicho e queria muito um. Não sinto remorsos. Ele ficou melhor, com gente com mais tempo para ele, e eu também.
Continuo a adorar animais, e a fazer o que me for possível por eles. Mas não me posso permitir ter um em casa. Ponto.
 
E falando das novidades: bem, nada. Passou o Natal, passou a passagem de ano, passaram os fins de semana, uns a seguir aos outros. Comeu-se, dormiu-se, viu-se coisas. Choveu a picaretos. Em Aveiro, o pessoal saiu à rua para ir ver o fogo de artificio e ficou à espera dele, que afinal mal veio. Havia uma multidão no centro da cidade à espera de um espectáculo que se resumiu a um minuto de fogo traduzido numas coisas pindéricas que estoiravam no ar, sem nada de engraçado. 
2014 começou portanto, assim, com uma desilusão, no meio de mil pessoas, a olhar o céu sem saber se já era 14 ou ainda 13, que nem houve contagem decrescente. E depois dormi. Nada de entusiasmante, de emocionante, apenas e sempre o mesmo.
Achei que a solução para combater o tédio que se instalou talvez passasse por fazer qualquer coisa de novo. Chafurdei em anúncios de escrita criativa, mas são fortunas que não me apetece investir. Corri agendas culturais do Porto e de Aveiro à procura de algo decente. Nada que me fascine. Tenho um telemóvel meio novo e tudo, e uma viagem marcada. Não me sinto mais melhor bem. 
Sinto, na verdade, que vai havendo qualquer coisa que me escapa, que me foge de entre os dedos e que não posso recuperar. Não sei o que seja, o que é, ou o que fazer para o mudar. Apenas o meu corpo me pede qualquer loucura, qualquer acto irresponsável, qualquer coisa que me faça sentir viva, com o sangue a correr nas veias.
Qualquer coisa mais e melhor que esta modorra, que este respirar diário, a lutar com a ansiedade que vai e vem, com o dormir a horas certas, o comer que nem um alarve, o esperar, desalmadamente por algo novo, que me transcenda.
Pronto, é isto.
Nada de novo, portanto.
 
 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:52

do cão

por M.J., em 02.01.14

Pensei que ter um cão fosse mais ou menos igual a ter um filho.
Não é.
Tipo que uma pessoa trouxesse a criatura para casa e gostasse dela.
Não gosto. Creio mesmo que desenvolvi um instinto assassino contra o meu cão. Sim, o meu cão. A culpa é minha. Fui eu que insisti que queria o caralho da criatura. Minutos depois de ele me entrar em casa, patinhar tudo, mijar a fazer outras coisas em tudo o quanto era sitio, comer como um aspirador e reivindicar sítios da sala como dele, percebi que não queria cão nenhum.
Mas nessa altura já estava fodida. O moço apaixonou-se pelo cão. E o cão apaixonou-se pelo moço. Fica a bater com as patas na porta da rua quando ele sai, quer saltar pela janela do carro se ele sai e chora sempre que ele não lhe dá atenção.
Na verdade o moço passa mais tempo com ele, dá-lhe muitos mais mimos e passeia-o todos os dias. Limpa-lhe o mijo e ensina-o.
Eu dou-lhe patadas no focinho (no resto do corpo não funciona que ele pensa que são caricias mais fortes), limpo-lhe as patas para ele não me foder o chão todo quando vem da rua, ponho-lhe o focinho no mijo e corto-lhe o pelo que ele tem emaranhado, de tal forma, que lhe cortei um pouco da orelha.
Sou uma péssima dona. Não tenho paciência para o bicho, não acho piada aos peidos que ele lança quando está deitado na sala nem à agua que ele deixa em todo o lado, que lhe vem nas orelhas gigantes. O pior de tudo é sentir os olhos do mundo postos em mim de "eu bem te avisei".
Sim, bem me avisaram. Mas agora tenho o filho de mil truces de um cão em casa e não sei que lhe fazer porque seria incapaz de o abandonar ou de o devolver.
Talvez o homicide com comprimidos de dormir. Ou ligue o gás do fogão e o mate com dióxido de carbono (e a mim). Ou simplesmente o ignore, como tenho feito até agora. Ainda que tenha gasto fortunas em merdas para ele, e todos os dias limpe a porcaria que ele faz, como a escrava Isaura.
Só eu.

 
Além disso, para cão é amaricado. Tem umas orelhas gigantes que parecem duas tranças de cada lado, não sabe ladrar, não corre e assalta o caixote do lixo.
A sério.
E agora?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor