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vou agora correr

por M.J., em 31.03.15

mas antes lembrei-me que, enfim, ainda na continuação da história da criancinha dos braços (a)levantados e do mundo que de repente se lembrou que há síria no planeta, que o marketing da coisa podia ser aproveitado fazendo-se o mesmo com um catraio de olhos azuis, muito loiro e pestanas repolhudas.

seria, sem dúvida, todo um novo pranto acerca da guerra na ucrânia!

 

pensai nisso senhores dos direitos humanos, pensai!

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não sei porque me lembrei disto

por M.J., em 31.03.15

mas decidi expor na tasca, agora que é hora do lanche:

 

a única vez que vi magia ao vivo foi num espectáculo do luis de matos, no teatro, todos sentadinhos, e adormeci a meio quando ele fazia um truque com umas cartas que deram a todos à entrada.

agora consigo vê-la ao vivo, na carteira, sempre que vou às compras.

 

vamos então lanchar?

 

 

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do estudar

por M.J., em 31.03.15

quando entrei na faculdade decidi que ia trabalhar. sou filha única, ambos os meus pais trabalham, o estado social não podia funcionar no meu caso porque eu não preenchia, de todo, os requisitos.

sou, como sempre fui, uma pessoa orgulhosa, uma arrogante do caralho. depender em absoluto dos meus pais queimava-me como brasas de inverno em pernas frias. pensar que estava absolutamente dependente deles para comprar cerveja (que eu nem bebia), roupa, propinas, livros, entre todas as merdas necessárias era absurdo. quando vinha a casa ao fim de semana, que continuava na serra, ainda que eu me afastasse em passos de gigante, e levava as couves do quintal no autocarro, percebia que não estava talhada para que os meus pais pagassem as minhas bebedeiras ou os meus hobbies. ou as minhas decisões de estudar, ainda que a lei diga que sim.

trabalhei portanto, o curso todo. tive a ajuda deles, na mesma, é certo, mas o grosso das despesas pequenas, aquelas que temos como pequenos luxos eram pagas por mim.

os primeiros dias, quando encontrava gente que ia ao sitio onde eu trabalhava, com quem minutos antes partilhara o mesmo auditório, davam-me cabo do cérebro. pensava em esconder-me, enfiar-me na casa de banho, fingir que não era eu, numa vergonha de pobre orgulhoso. depois deixei-me disso. conheci muita gente na reprografia, do meu ano, que nunca vira nas aulas. mais tarde deixei a reprogafia e dei explicações. ganhava o dobro e estudava ao mesmo tempo. e todas as pessoas a quem eu dava as ditas passaram nas cadeiras. deixou de ser uma luta deles, para ser nossa.

e posso garantir que acabei o curso na mesma, com uma boa média. bem maior que muita gente que nunca mexeu uma palha para além do estudo.

 

é por isso que não acredito em histórias da carochinha de quem quer estudar e não consegue. possivelmente o meu caso poderá ter sido de sorte. poderei ter tido capacidades que nem toda a gente tem. poderei ter arranjado mais facilmente emprego que muita gente. não digo que não. mas não acredito, ainda hoje, que quem queira mesmo aguentar a situação provisória do estudo com um trabalho não consiga. a minha melhor amiga, por exemplo, trabalhou durante o curso na pizzahut. saiu-lhe do corpo, é verdade. toda ela estava num esgotamento de quem se mata até às últimas. o mesmo aconteceu com outra amiga que decidiu fazer o mestrado a trabalhar e ficou, literalmente, sem qualquer dia de descanso em sete dias semanais. mas conseguiu. e se quiserem mais exemplos vejam o blog da vera e as lutas diárias dela para conseguir estudar e trabalhar. não pede ajuda a ninguém. mata-se, esfola-se, num esgotamento de quem leva às últimas consequências as suas decisões. mas é, não raras vezes, a melhor da turma. trabalhando oito horas diárias e estudando de noite. é real. é possível.

 

se é legitimo alguém dizer que quer estudar e não consegue, pedindo ajuda? é! só ajuda quem quer! se é absolutamente real que quem quer trabalhar e estudar não consegue? não sei! são muitos factores a ter em consideração. mas se conheço muita gente que o fez e faz, com distinção, num esforço sobre humano? conheço!

 

e agora... se a minha opinião conta de alguma coisa? é evidente que não! mas isso, quem aqui vem, já sabe!

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do desumor - às terças

por M.J., em 31.03.15

-Por que é que as criancinhas africanas não recebem presentes do Pai Natal?

-Porque criança que não come não recebe presentes!

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merda para isto

por M.J., em 31.03.15

uma pessoa anda toda uma vida a ver doraemon, a rir, a chorar com o gato, vê depois de adulta em espanhol no youtube, é apaixonada pela série e depois, inadvertidamente, sem contar descobre que... que... que... que ele não existe? que tudo era um sonho do nobita, uma criança doente, sem amigos, que quando acorda do coma em que estava, descobre que tudo aquilo era um sonho?

 

oh vão-se catar, tá bem?

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alguém me esclarece se os ciganos não tomam mesmo vacinas ou é um mito igual aquele de que não deves lavar a cabeça quando estás com o período?

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não sei quanto dinheiro dar num casamento. já não vou a casamentos há anos. o último a gaja já se divorciou e voltou a casar tendo dois maravilhosos piquenos, muito sadios.

a noiva não tem lista de presentes. eu não quero comprar faqueiros. mas não sei quanto é razoável dar de dinheiro! e a massa vai dentro de algum envelope especial que se compra para o efeito? ou é contada ali, à frente das gentes todas?

 

que inquietação!

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pelo seguinte facto:

 

não está na moda!

devia ser estátua ao running!

 

estamos sempre um passo atrás das tendências, bolas!

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estou particularmente confusa hoje

por M.J., em 30.03.15

dizer que a guerra é uma coisa má e que quem a faz devia ser morto, cortado em postas e posto no lixo não é... como assim dizer... fico sem palavras... não é... não é como...

esqueçam...

 

perdi a capacidade de encontrar palavras!

 

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experimentai fazer bolachas de manteiga e limão com pepitas de chocolate, tirá-las do forno quentinhas a cheirar bem e não provar uma única só em prol da dieta que impuseram a vós mesmos.

experimentai e depois falemos todos da força de cada um!

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