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e todos os dias houvesse um post sobre o casório?

 

(é que não dá mesmo para mais, acreditem, tendo em conta o direccionamento de energias).

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acabo de sair da conservatória

por M.J., em 31.03.16

cento e vinte euros mais leve. façam as vossas orações por mim que vou passar às alianças. também, quer dizer, ninguém precisa de comer, não é? e um mês sem comer pode ser muito útil na dieta.

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oh vai ver ali:

ninguém acertou

por M.J., em 31.03.16

nisto.

 

o que me faz crescer as unhas para os cantos, ouvir o giz no quadro a guinchar, sentir parasitas debaixo da pele ou um cheiro nauseabundo, como quando vamos a uma casa de banho pública, num bar de estudantes, às cinco da manhã, numa noite de queima é...

 

aquele tipo de gente que constrói uma personagem (somos todos) que desprezo na vida real: ai que sou tão fofa, tão cutxi, tão doce, tão querida, tão bem com a vida, com tanta coisa a ensinar, com sol e unicórnios e arco-íris e algodão doce e deixai o amor entrar e motivação e respira fundo e ergue a cabeça e as pedras do caminho com os castelos e um sorriso vale milhões e não se brinca com coisas sérias e rir é do fernando mendes.

está ali, taco-a-taco com as citações do cifras. 

 

ou não tivesse eu criado uma personagem no exacto oposto!

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telefone riscado.

por M.J., em 30.03.16

quando era miúda jogávamos a um jogo chamado telefone riscado. era mais ou menos como sentarmo-nos num círculo, dizermos palavras ao ouvido do colega do lado, que fazia o mesmo até chegar ao lado do que havia começado. a piada estava em não inventar mas reproduzir exactamente o que se ouvira. no meio dos hã? e o quê? chegava-se ao fim invariavelmente com uma palavra diferente do que se havia dito e era uma risada pegada.

evidentemente que fazíamos de propósito para o engano e o escandalizar. havia sempre quem começasse com a palavra ténis que acabava em pénis, em gargalhadas sonantes. ou a palavra fintar que acabava em pinar. todos muito corados, felizes por dizer asneiras em contexto permitido, alguns recusando-se a repetir o que haviam acabado de ouvir ou julgado ouvir.

momentos bem passados.

e acontece o mesmo na blogosfera.

o pessoal escreve um texto a dizer o que pensa de uma coisa e quem lê percebe que a coisa é exactamente para ele. escreve-se que ler apenas para aumentar números é um bocado triste e lê-se que "eu que leio muito sou triste". escreve-se que quem vive unicamente para os filhos é um pouco limitado e lê-se "sou limitada porque gosto dos meus filhos". escreve-se que quem diz palavrões constantemente é mal-educado e sem princípios" e lê-se "sou mal-educada porque de vez em quando escrevo palavrões".

na verdade, isto é mais do que um telefone riscado.

é aquela coisa do ver nas palavras dos outros o próprio julgamento, que se pensa e se assume mas não se pensa nem se assume que mais ninguém possa pensar ou assumir.

como aquilo do "dos meus eu posso falar mal mas atreva-se outro qualquer a fazê-lo".

 

não é engraçado?

 

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oh vai ver ali:

eu explico

por M.J., em 30.03.16

este post era para saber da maioria.

quem ganhasse ganhava e seria assim pronunciado, por decreto em lei, o nome.

agora continuo como o tolo no meio da ponte. caramba meus senhores! eme jay ou eme jota? 

qual ganha?

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ajudai-me pá!

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Gente parai de me identificar

por M.J., em 30.03.16

Como escrevendo sobre essa coisa dos filmes que nunca me voluntariei para tal. Nem os livros acabei... ou querem ver que ando sonâmbula nesta coisa da escrita e disse em algum lado que sim? Aí a minha vida!

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vai haver casório #20

por M.J., em 30.03.16

parece que tudo o que faça agora já está atrasado. tudo meus senhores e quando digo tudo é tudo. 

casar é uma canseira e eu devia ter previsto o facto. andei ai a escrever merdas e tim-tim, ai que eu sou diferente e vai-se a ver, cometi a mesma coisa, igualzinha, com uma velocidade estonteante. nem quero imaginar quando expelir uma criança. há tanta palavra que tenho de engolir que aí... ai aí é que vai ser um engordanço que nem zumba mata. 

enfim, dizia eu, que tudo o que faço neste momento vai com atraso. e se há coisas para fazer, meus senhores! tirei a semana para o assunto e de uma assentada só ocupei os fins de semana todos até à data. não é bem?

a maquilhadora cismou porque cismou que precisa de três encontros comigo, incluindo a data. fosse um homem e pensava que se andava a fazer a mim! uma conversa inicial para saber o que quero (não ter duplo queixo, esconder as primeiras rugas e parecer bastante melhor do que sou na realidade, se faz favor), a prova da maquilhagem e a dita no próprio dia. foi um trinta e um para a encaixar (salvo seja) na agenda. depois, a cabeleireira exige o mesmo. tivemos já a conversa inicial, falta a prova do cabelo e o dia. 

(pausa para pensamento mórbido: deus! e se morrerem as duas, tipo sei lá, numa viagem a ver a família, antes do casório? quer dizer, conhecem a pele e as melenas aqui desta pessoa e depois tenho de arranjar outras à pressão?)

na conservatória a que liguei para marcar o processo civil responderam-me como se fosse louca. que era só aparecer, marcar para quê?! ide para o caralho, apeteceu-me dizer! só fiz divórcios, nunca casei, e nessa coisa dos divórcios a gente marca que tempo é dinheiro e dinheiro é caro.

(nova pausa: por falar em dinheiro, se me virassem agora do avesso, não saía nem uma moedinha, posso já dizer. acho que nem cotão. estou lisa. explorada. roubada. estuprada na carteira. uma valente caganeira, bem vos digo).

falta ainda a lua de mel. na agência de viagens só faltou comerem-nos com os olhos. o quê? ainda não está marcado? ai que os noivinhos querem pagar o dobro! quero, então não quero?! saltamos de ideias como quem salta de meias. passamos da europa para o méxico e do méxico para a europa outra vez. agora pondero uma coisa mais barata que foda-se, o dinheiro é caro e não me apetece ficar de tal forma depenada que caso tenha uma doença daquelas graves precise de andar a ir à fatinha pedir cinco euros por telespectador justificando que gastei o dinheiro todo numa boda das boas, sabe, com leitão e assim, e ósdepois até fui ao méxico lavar a xaroca nas águas quentes e vai-se haver agora tenho todo um cancro a comer-me o cérebro e preciso de ir à suiça para me abrirem a cabeça e num tenho guito. é que ninguém se compadece com esta história, não venham cá com merdas.

ir aos açores ou madeira é muita piroso, não é? e se for à caparica? 

a prova do vestido (a penúltima, santo deus, que aquilo já enjoa) é sábado, outra vez. tenho a certeza que desta vez é que é e uma das minhas mamas não vai caber. as amêndoas não perdoam e eu comi-as, como gente grande, na páscoa.

tão bom!

falei com o padre por causa do coro. diz que não quer cá fado nenhum, que na igreja são músicas litúrgicas. muito bonito tanto mais que o coro está pago e os fados de coimbra falam de amor. não encontro tema mais adequado a um casamento que esse mesmo. posso encaixar-lhe para lá uma aleluia mas no mais adequo os fados e acabou-se. 

uma canseira.

ando mais parva que o habitual e fiz rir a dentista à gargalhada quando lhe disse que é certo e sabido que no caminho do altar vou tropeçar nas velas (ideia da decoradora, não tenho nada a ver com isso), incendiar o vestido e casar-me semi-nua, com cheiro a fumo nos girassóis.

a mulher riu tanto que acho que me espetou sem querer aqui num dente.

agora vou casar com um dente à camões.

lindo serviço.

 

preparem-se que vai haver muito post destes nos próximos tempos. 

cada um só escreve do que consegue e eu não dou mais do que isto!

 

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oh vai ver ali:

paparazzi de meia tigela

por M.J., em 29.03.16

mas eis aqui a foto com a das palavras no império do vento:

m.j. e maria das palavras 1.jpg

 

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se eu tivesse tempo

por M.J., em 29.03.16

tinha uma dezena de posts para escrever só sobre o casamento.

assim, como não tenho, posso mostrar-vos os sapatos.

 

estão interessados?

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Mimi fala sobre paternidade

por M.J., em 29.03.16

e diz Mimi:

babysitter.jpg!Blog.jpgMimi tem pai, que teve um pai, que teve uma porcaria de um pai.

Mimi conheceu vários rapazes jeitosos, mas um chegou onde outros não chegaram: ao querer muito ter um filho com.

Algumas amigas de Mimi gabam com sorriso as ajudas dos maridos/pais dos filhos. Outras queixam-se por se sentirem tão sozinhas na, nem sempre fácil, missão de acompanhar um filho.

A Mimi encontrou um pai de filhos que percebeu que a paternidade não se resume a uns chutos na bola, uns passeios de bicicleta, umas mudanças de fralda e roupa de vez em quando. Ou quantias chorudas que compram os brinquedos mais recentes que calam pirralhos mal mimados.

Ser Pai é mesmo ser (o) mais alto! É ser o maior dos homens. (pobre Flor Bela que não teve um pai assim)

O pai de Mimi é homem para ter mostrado a lágrima que desce se conta alguma tristeza ou alegria desmedida, se vê, na televisão, algo que mexe com o sentir. É homem para ter ensinado o gosto pela música, mas ter mostrado que conhecer as letras e poder chamar as músicas dos outros de canções, porque são um todo, dá sentido maior aos minutos ou horas gastos na companhia dos sons. É homem para ter mostrado que o que fazemos acarreta consequências. É homem para, ainda hoje, me saber doente e tratar de mim com zelo de quem me vê pequenita. A menina do seu papá.

O pai de Mimi teve um pai criado por um imbecil. Como é possível que um parvo foi capaz de fazer despertar tanta doçura no avô da Mimi?

O pai dos filhos da Mimi é um rapaz nascido noutras paragens. Tem uma calma que me faz falta. (Mimi, a stressada) Cresceu com o corpo salgado, os cabelos que se tingiam de queimados por sal e sol. Adolesceu entre tantas e por isso tem uma bagagem maior de experiências. A simplicidade que sabe sofisticar.

Tudo isto faz dele um Pai. Não há cá ausentes ou presentes (é como católicos não praticantes ou desportistas malandros). Ou se é, ou não se é.

Sei que a Vida é pródiga na ginástica. Pinos, cambalhotas, saltos e quedas trazem alegrias, picos de adrenalina e algumas lesões.

Mesmo em pleno sarau gímnico acredito que, por muitos cabelos brancos que apresente, o meu pai me guarda em modo doce e pequeno no sentir e que o pai dos meus filhos terá sempre a preocupação se Ser Mais e Melhor! (agora venham daí os urubus do costume dizer que “sei lá eu como vai ser o futuro e ainda virei para aqui cheia de Mimimimimis escrever sobre as lavagens de roupa em tribunal” Venham todos que eu sei onde se desliga o estupidrometro*)

*Havia avisado que gosto de inventar palavras. Ok?!

 

 

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publicado às 13:30

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