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ah isto dos blogs!

por M.J., em 29.04.16

escrever num blog, por detrás de uma máscara, personagem ou o que se quiser chamar, e achar que isso é sinónimo de anonimato absoluto, dando-nos o poder de dizer tudo sobre tudo, da forma que quisermos, quando e sobre quem quisermos é uma ideia tão ingénua como os "anónimos" que, por comentarem anónimo, se esquecem que são facilmente identificados porque escrevem sempre o mesmo, da mesma forma e com o mesmo discurso.

é ingénuo.

falo por mim. a ideia inicial de que eu não sou eu mas uma personagem é muito bonita mas não é totalmente real. a M.J. não é quem a escreve mas tem traços dela facilmente reconhecidos por uma das cinco ou seis pessoas que com ela convivem diariamente. a pessoa que escreve a M.J. não é a M.J. mas imprime-lhe traços da sua vida, do que faz e do que pensa.

é inevitável. criar uma personagem totalmente diferente do que somos exige maturidade, trabalho e uma capacidade inventiva que eu não tenho. arrisco-me mesmo a dizer que nenhum de nós, que aqui escreve todos os dias, tem. somos todos também quem escrevemos e sendo isso não podemos, jamais, achar que estamos completamente à parte do que escrevemos.

durante muito tempo, sobretudo em outros blogs, esqueci-me disso e usei-os como escapes ao que sentia, do que sentia. e não estava minimamente preparada para que aqueles que conviviam comigo se vissem escarrapachados na net, com mais ou menos exageros.

que nem sempre o que escrevemos pode ser a realidade. podemos aprimorar um ponto ali, uma característica acolá. pegar no que vemos e fantasiar. sem medos porque somos anónimos e não fazemos mal a ninguém. até ao momento em que quem se viu retratado o lê e fica ofendido. como quando alguém se vê numa caricatura e se odeia, por ser muito mais do que os traços dominantes. 

é fácil caricaturarmos os outros, e a nós próprios, achando que não faz mal porque os outros e quem somos são mais do aqueles traços, esquecendo-nos que quem lê só assume esses mesmos traços.

uma consumição. 

achar que pelo facto de termos um boneco em vez de fotografia somos portadores do poder de relatar de tudo o que vivemos é uma falácia, a não ser que estejamos amplamente preparados para que isso seja lido mesmo com quem vivemos.

escrevermos a coberto de uma máscara que sentimos qualquer coisa por outra pessoa que não o nosso namorado, sem lhe dizer primeiro, é o quê? 

escrever o quanto odiamos a mãe da pessoa com quem partilhamos a vida sem lhe expressarmos isso antes é o quê? e mesmo expressando? 

escrever que a amiga é ridícula nos medos que nos confessou é o quê? mesmo a amiga não tendo nome?

descrever detalhadamente os defeitos da nossa avó pode ser o quê? mesmo em forma de desabafo?

escrever o quanto se odeia o marido enquanto se dorme com ele na mesma cama é o quê? 

se fossem vós o namorado, o filho da sogra, a amiga que confiou, o marido e por um acaso se reconhecessem caricaturados em textos na net sentir-se-iam como?

ah pois. aprendi isso à minha custa e apesar de nem sempre o respeitar juro que mudei amplamente sobre o que escrevo. 

escrever num blog não é o mesmo que escrever num diário onde não é suposto ninguém ler.

escrever num blog é pegar nas palavras e dá-las ao mundo. qualquer pessoa pode ler, identificar, avaliar, julgar. passei anos até o perceber. e se o que escrevo continua, na maioria das vezes, a ser genuíno é também mais ponderado acerca de quem me rodeia e por quem tenho sentimentos. 

se vejo mal em quem o faz?

não sei.

se os visados de que falam se lessem nas vossas palavras sentir-se-iam bem convosco?

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Não meus senhores. O melhor do mundo é dormir até às dez e passar o resto do dia a comer chocolates no sofá, com uma boa garrafa de vinho. Ah se eu fosse dona do mundo!

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Não posso!

por M.J., em 28.04.16

Está a dar "Os Andrades" na RTP memória. Oh as saudades.

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publicado às 18:47

nunca vos aconteceu

por M.J., em 28.04.16

assim que compram uma peça de roupa nova querer usá-la logo?

a mim aconteceu-me hoje mas com a máquina de lavar roupa.

andei que nem louca pela casa toda à procura de pecinhas de roupa para ver como lava a desgraçada que cá veio parar. e até agora cinco pares de meias, duas toalhas, umas calças e três camisas estão a ser centrifugadas como se não houvesse amanhã.

pensava o meu vizinho que era o único a pôr o prédio a vibrar? era o eras!

 

(acho que a máquina está estragada.

mas como? como é que posso dar cabo de um eletrodoméstico novo numa só lavagem?)

 

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oh vai ver ali:

para onde me mandou para eu ficar toda comovida e lembrar-me de quanto gosto de vocês todos. até dos anónimos que fazem vir cá os outros.

 

 

caramba pessoal, peguem lá dois beijinhos.

 

 

agora não vale a pena ficarem chagados que enquanto o casório não passar não falo sobre outra coisa!

 

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boa tarde

por M.J., em 28.04.16

 

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acho que ainda não vos disse

por M.J., em 28.04.16

para onde vou de lua de mel.

 

ou já?

 

ando tão confundida!

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queria muito mas não encontro

por M.J., em 28.04.16

uma legenda para isto.

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meditem e talvez a encontrem.

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e é isto

por M.J., em 28.04.16

tenho gloriosos sonhos em que me vejo a abrir ao meio o cão-rato do vizinho, que ladra como se estivesse a ser capado só porque sim. ter um cão daqueles é mais ou menos como imagino o inferno e juro que não entendo, por mais que disseque o assunto (dissecava era mesmo o cão)quem é que pode querer ter um rato mascarado de cão, cheio de complexos de superioridade, a ladrar porque vê uma mosca e a atirar-se às pernas de toda a gente com ar de mau quando com uma calcadela era possível esborrachá-lo.

às vezes com instintos assassinos desejo muito que os donos o deixem à solta só para eu lhe poder mandar a patada que me anda entalada na garganta.

é sobretudo agradável ouvir aqueles latidos logo de manhãzinha, de forma ininterrupta, quando uma pessoa ainda nem acordou e sua excelência, dom rato fuinhas, se põe a ladrar com tamanha garra que todo o prédio é obrigado a ouvi-lo enquanto os papás dele (quase que juro que são pais biológicos. vejo ali certas parecenças nos traços do focinho) o levam à rua.

puta que pariu.

ontem ligaram-me a dizer que não iam ao casamento. começo a encolher os ombros a tudo ainda que aquilo me tenha apanhado a seco, enquanto mastigava um frango com laranja, uma vez que aquelas presenças estavam mais do que confirmadíssimas. tenho quase a certeza que os meus piores pesadelos se vão concretizar e no dia apareço só eu (até do noivo começo a ter dúvidas) e a mamã numa quinta preparada para cento e tal pessoas.

juro que se isso acontecer não saio de lá sem comer tudo. nem que para isso seja preciso barricar-me na casa de banho durante o resto da vida.

entendo que as pessoas não queiram ir. toda a gente sabe que sou uma bicho ruim e enfim, as coisas são como são. mas ficava muito mais contente se mo tivessem dito logo e não esperassem para dar-me a noticia duas semanas antes, enquanto rilho uma asa de frango.

podia ter ali morrido com um ossinho espetado na garganta. 

e se eu morresse como é que ia comer toda a comida para os cento e tal faltosos?

 

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oh vai ver ali:

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