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bom fim de semana

por M.J., em 29.07.16

 

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publicado às 14:00

o mundo é um lugar estranho

por M.J., em 29.07.16

parece que usar a palavra cocó é repreensível.

cocó = aquilo que produzimos nos nossos intestinos.

 

já usar a palavra cornudo é bem.

cornudo = acto de gozar com alguém por ser traído.

 

deus!

tinha-me mesmo esquecido da maravilha das virgens ofendidas dos blogs.

depois lembrei-me que de facto, tendo em conta do que se trata, cocó deve ser algo que lhe diz muito e não deve ser usado só porque sim.

apenas na intimidade. 

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publicado às 12:55

tal como já esteve o "do" nos títulos, o "rumo ao sul", "dúvidas", entre outras. 

sugiro esta a ver se pega:

cocó!

cocózito!

cocózinhos!

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gordices*

por M.J., em 29.07.16

das aulas de ginástica pré casamento não ficou grande coisa. no stress e na desculpa do enlace, deixei de aparecer e estive quase dois meses sem fazer exercício.

em cabo verde comi como uma lontra ainda que a comida não fosse o forte do hotel. lá quantidade havia mas a qualidade deixava a desejar. ainda assim, um gordo mesmo que em recuperação nunca perde oportunidade de dar ao dente, sobretudo se já pagou para o efeito.

depois, um dia destes, quando retomei a balança que me chamava em lamentos do seu canto, percebi que tinha engordado dois quilos. dois! um gordo engordar dois quilos é como uma vaca ficar prenha: mal se nota ao início, a roupa cabe toda sem grandes diferenças e nem se assemelha a algo muito grave.

a não ser que conheçamos a história de ginjeira, como conheço, ao longo destes anos de vida em iô-iô e percebamos que, a continuar desta forma, sem exercício físico e a enfardar gelados ao fim de semana e às quartas à tarde vamos voltar a parecer o fernando mendes sem suspensórios.

um dos meus problemas é que posso inserir-me numa data de dietas e ir usando as mesmas a meu favor. por exemplo, nesta demanda de um ano e meio de "re-educação alimentar" comecei por contar calorias diárias e registar as ditas num site. houve dias que ingeri pouco mais de mil calorias e tudo ia bem no reino da banha até que percebi que nem todas as calorias são absorvidas da mesma forma e aquilo era um pouco idiota.

procurei portanto, outra coisa, e li algo que me deixava comer proteína na quantidade média, alguns legumes à fartazana e ainda pão de manhã. foi um ver se te avias. cortei nos hidratos (não todos, não sou louca e não há nem um rei que me obrigue a deixar a fruta) e dei-lhe nos vegetais folhudos e proteínas com direito a um dia de asneira. foi o meu momento fit, com grupos de meninas e enfardar mais proteína numa tarde do que eu numa semana.

depois de emagrecer uns dez quilos dei de caras com a dieta do paleolítico. gordura com força, carne com força e frutos secos (vá, a coisa é muito mais mas eu estou numa de resumos). ora então, pensei eu, posso comer bacon e banha de porco? porque é que ninguém me disse antes? mas isso é o paraíso do gordo!

acabei por nunca seguir esse regime, começando antes por adequar a proteína com hidratos e vegetais. adaptei-me a comer de tudo um pouco (excepto açúcar mais refinado) e os resultados continuaram até ao início do nosso post: o casório e o descambar de tudo.

pois bem, depois disso, como todo um bom gordo que se preze, comecei a entrar em medidas desesperadas e enganos a mim própria:

* não tem mal comer esta tira de chocolate porque de manhã bebi água com limão (?);

* posso comer este gelado porque hoje é dia de asneira. mesmo que ontem também tenha sido porque ontem acabou uma semana e hoje começa outra (?);

* posso comer pão com fiambre ao pequeno almoço porque se enquadra na dieta dos trinta e um dias, bacon com carne ao almoço porque entra na dieta do paleolítico e frango com quark ao jantar porque é fit (?).

fui, num rol de desculpas interiores - sabendo perfeitamente que eram desculpas mas acalmando os cavalos ao ego - entrando numa espiral de desleixo. é evidente que não comecei a comer doces todos dias, snifando açúcar, ou a aumentar as quantidades de massa integral, mas todo o desleixo tem consequências e o meu foram dois quilos!

ontem, portanto, fui caminhar depois de traçar um plano de ataque que envolve comer decentemente, sem dietas associadas, sem manias de exagero mas com aquilo que sei ser saudável.

caminhei um sete quilómetros em conversa com uma das meninas que ficou da ginástica, talvez a única, e cheguei a casa a transpirar em todo o lado, num calor que se prolongou durante a noite.

hoje estou aqui como uma entrevadinha gorda que usou pela primeira vez as próprias pernas, toda partidinha.

e mal humorada.

 

às vezes penso como gostaria de nascer no tempo futuro em que, sendo permitido comer tudo o que quisermos, um aparelhómetro no estômago remove instantaneamente para pó, todo o excesso (é uma ideia de milhões, eu sei).

há quem debique comida, com ar de nojo, apregoando comer para viver, sem necessidade de mais. 

eu sou uma pequenina debulhadora, que usa a comida como consolo em dias mais negros. só não preencho os requisitos daqueles gordos que se sentam no sofá a chorar em cima das batatas fritas e do litro de gelado porque há um ano e meio que não como batata frita de pacote e os gelados estão proibidos de entrar cá em casa. 

deus!

 

*acho que agora, que a palavra caiu em desuso, já posso usar. 

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xauzinho e até amanhã

por M.J., em 28.07.16

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desejem-me sorte

por M.J., em 28.07.16

vou tomar café.

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livro secreto

por M.J., em 28.07.16

a ideia não é original.

deve haver por essa internet fora dezenas de iniciativas iguais a estas e, ainda assim, estalo de orgulho por termos reunido tanta gente e haver pelo país treze livros a circular, felizes e contentes de casa em casa.

já disse várias vezes que não gosto de escrever sobre livros. os livros falam por si mesmos, na glória ou no desprezo. na maioria das vezes escrever sobre eles é apenas uma tentativa de espelhar a migalha que se sentiu na genialidade do que foi escrito e, sejamos francos, quem quer migalhas quando pode comer o queque todo?*

lembro-me que pensei na coisa quando percebi que havia alguém que ainda não tinha lido eça. na minha cabeça não se ler eça, lendo-se outros mil autores, mesmo aqueles muita fraquitos, é mais ou menos como adorar porco, comer-se até os tintins do dito em cebolada, mas nunca se ter provado leitão à bairrada.

não se entende.

percebi por isso que seria extremamente interessante "obrigar" a que eça fosse lido por mais gente e mais gente obrigar-me a ler algo semelhante ao que eça significa para mim. a iniciativa assentou nesses moldes: um livro querido, de que se gostasse, que tivesse algo de especial, que marcasse por algum motivo, a circular durante um ano de casa em casa. sendo lido, vivido, espelhado pela alma de quem o lê e depois, maior e mais completo, regressasse à sua casa para o descanso do herói.

mais gente aderiu do que estava à espera. pensei que a seita do arroz quisesse (se bem que com essas já há trocas quase mensais de biblioteca) e pouco mais. no entanto, numa espécie de presente de natal houveram mais interessados.

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no início foi extremamente complicado fazer o sorteio:

treze livros a passar de mão em mão, sem serem repetidos e evitando que as pessoas que os enviam replicassem entre si. depois, com ajuda do rapaz e dos seus dotes de qualquer-cena-computadores-variáveis-e-não-percebi-nada a coisa deu-se e os livros começaram a ver a luz.

outra coisa que me pôs com o rabito a bater palmas foi tentar gerir a a iniciativa. somos treze catraias com gostos, feitios e maneiras de ver a vida diferentes. as preferências são tão distintas que há eça e paulo coelho, carlos ruiz zafón e elizabeth adler, steinbeck e rita ferro (entre outros) todos misturados. há quem se pele por livros que outras olham com desdém. há gente que tem mais do que fazer do que ir aos CTTs todos os meses (incluindo eu). há quem se atrase e quem se adiante.

(além disso, tenho de deixar cair a personagem e transformar-me numa espécie de pessoa para lidar com tanta gente: para mim é quase uma multidão).

mas ainda assim, há livros novos a entrar casa dentro todos os meses e isso não tem preço.

o mais engraçado é que eu própria me surpreendi quando percebi que ia ler coisas que tinha decidido não voltar a ler. eu, que sou a única que sei quem vai receber o quê, deixo-me ser arrebanhada por sentimentos contraditórios quando abro as páginas do rei king (sim, foi o meu favorito) e percebo que afasto aquela fase de estou-farta-de-ler-não-há-nada-que-goste no livro escolhido por alguém que nunca vi.

ou quando constato, de uma vez por todas, que paulo coelho não é para mim e que isto dos gostos literários é como os pipis: todos diferentes, todos mais ou menos bonitos.

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na foto: carlos ruiz zafón com "a sombra do vento" - o meu livro do mês - e uma das maiores surpresas do desafio. comecei por achar uma perda de tempo e fiquei rendida à genialidade da escrita. quando for muito grande vou escrever assim. ou pelo menos tentar. 

 

(*mas juro que ficava toda tolita quando escreviam sobre o meu)

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é por isso que não sou rica

por M.J., em 28.07.16

de vez em quando um conhecido, um vizinho, um antigo colega que não falava há anos, bate-me à porta, ao telemóvel, à vida pedindo conselhos, opiniões, pequenos favores, encaminhamentos, cartas e recados.

mais ou menos como uma chávena de chá, açúcar ou um raminho de salsa.

encaro com simpatia e raramente recuso. dou conselhos (que devia vender), opiniões (que devia vender), calmaria aos mais bravios, que julgam que um tribunal faz milagres e dá um pote de ouro por cada sentimento de ofensa, cartas, mails, telefonemas e pombos correio, se ainda os houvesse.

nunca cobro nada.

levo a coisa como uma espécie de madre teresa de calcutá em reconhecimento de causa. defesas de contra-ordenações, cartas de despedimentos, cartas de dívidas e enfins. perco tempo, horas de vida que corto dos meus hobbies e entrego com um sorrisito ao canto do lábio.

quando o rapaz me olha com descrença justifico sempre com um favor antigo que me foi feito pela pessoa em causa. aquele dia em que me convidaram para tomar café, quando me sentia em baixo, aquela gargalhada que me provocaram, ou até o bom dia nas escadas.

é ridículo, bem sei. ninguém pede um favor a um taxista sem lhe pagar no fim. ninguém pede um favor ao senhor do hotel, sem lhe dar pelo menos ajuda para as despesas da cama. ninguém pede favor ao amigo do restaurante sem perguntar quanto é. a maioria assume que o conhecimento é um dado adquirido, que fazer certas coisas demora pouco tempo e até mesmo há quem acredite, às vezes, que não faço mais do que a minha obrigação.

é mentira e sabemos isso. sei disso todas as vezes que percebo que podia exigir dinheiro ou canalizar o tempo para esse mesmo dinheiro. depois percebo que esta é uma tentativa de agradar, de venda de mim própria, na esperança de ter amigalhaços ainda que, nalgumas pessoas, não as quisesse nem como colegas.

uma contradição.

juro que nem me chateia não receber nada. muitas das vezes nem aceitaria. o que me dá uma revoltazita no calcanhar é não haver sequer o cuidado da pergunta. o cuidado em questionar se a pessoa que trabalhou vai cobrar por isso. o sentimento de "ela faz, pois claro". 

como aquelas pessoas que, vindo jantar a nossa casa, não se dão sequer ao trabalho de perguntar se é preciso trazer alguma coisa, seja uma garrafa de auga da torneira, seja três maçãs com canela para a sobremesa. 

possivelmente, sou só eu que sou uma coninhas cheia de hormonas a levar a peito coisitas sem sentido: era só recusar, não é?

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até amanhã

por M.J., em 27.07.16

 

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publicado às 17:31

fazer férias sim senhor

por M.J., em 27.07.16

já pedir dinheiro para fazer férias está ali no mesmo patamar dos empréstimos para casar.

alguém dá o nome ao patamar?

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