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2017

por M.J., em 14.12.17

2017 foi um bom ano.

não foi daquela continuidade de tempo que nos revoltam as entranhas de ansiedade por coisas boas, nos fazem andar loucos pelas horas ardentes em paixão e vontade de viver.

mas foi um ano de serenidade. de aprendizagem. de evolução. de atingir objectivos. de voltar a ganhar confiança nas minhas capacidades enquanto profissional. de (re)acreditar que ainda há casos em que o esforço e o mérito compensa.

 

2017 foram dias de cafés e pão com manteiga.

de filmes em mantas de sofás e sensações de eternidade.

foram meses de viagem sem turbulência, numa espécie de certezas de paz.

 

em 2017 mudei de trabalho e reaprendi a confiar em mim, num orgulho que tinha perdido.

em 2017 percebi que podia alargar as minhas competências e que o mais importante não é o resultado final mas o caminho feito até ele.

em 2017 aceitei parte de quem sou, como sou e isso ajudou a poder mudar o que não gosto.

 

em 2017 fiz trinta anos.

senti aquele formigueiro de que o tempo passa e as coisas para que estava destinada - as grandes coisas - eram afinal fruto de quem eu já não sou.

e que as maiores coisas são o viver comigo e com o outro, amando e respeitando.

 

em 2017 viajei e constatei a grandeza de transformação de cada viagem, mesmo que seja ali à aldeia mais próxima.

percebi a carga de perspectiva que cada dia fora do sítio onde vivemos e nascemos nos traz.

dei conta que a vida é mais do que vejo da minha janela mas pode ser só o que nela vejo, quando a imensidão dos dias me atordoa a alma.

 

chorei pouco em 2017.

não tive crises de ansiedade ou pânico.

percebi as minhas limitações e moldei-as.

tive apoio.

tive amor. 

 

2017 foi um ano de uma serenidade absoluta.

e neste ano em que fiz 30 dei conta que o mais importante são todas as pequenitas coisas que nos confortam a alma em dias de sol abrasador ou nevoeiro cinzento.

é o cheiro da roupa acabada de lavar, o aterrar numa nova cidade pela primeira vez, a mão dada quando há um medo da vida, o sentir o corpo de alguém ao nosso lado em noites de insónia, o som da água a ferver numa chaleira, o odor de um bolo no forno, o ver crescer duas ou três plantas.

 

2017 foi absolutamente o ano em que me tornei mulher deixando para trás uma adolescência tardia, uma juventude turbulenta e o desrespeito pelo privilégio que é estar vivo.

 

é um privilégio estar vivo.

é mesmo. 

 

 

e em retrospectiva deixo-vos ficar as trinta lições que aprendi aos 30, já publicadas neste blog:

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publicado às 11:05


5 comentários

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De Magda L Pais a 14.12.2017 às 11:35

orgulho por ti e em ti. E muita alegria por fazeres parte de mim
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De Just_Smile a 14.12.2017 às 11:36

Pareceu-me que tiveste um ano de reencontro contigo mesma e acho que esses são os melhores anos, aqueles que nos fazem sentir bem com quem somos :)
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De Olívia a 14.12.2017 às 11:56

Gostei do teu 2017!
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De Sandra Dias a 16.12.2017 às 23:13

Gostei das 30 lições que partilhaste muito engraçadas, e de dizeres que é um privilégio estares viva que para mim também é fundamental e também aceitares-te com és é a base principal para continuarmos a caminhada da vida e gostarmos de nós termos auto estima e muita força positiva para enfrentar a caminhada difícil da vida, Beijinhos.
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De Novembro a 29.12.2017 às 20:58

Fico feliz pelo percurso! Continuação de um bom 2018!

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