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da diana

por M.J., em 10.01.14

A Diana faz anos amanhã. Assim, 27 anos que é para aprender.
Não vejo a Diana há muito tempo, ou o Rafa. Falamos poucas e raras vezes. Uma mensagens no facebook só para relatar as coisas mais importantes, aquelas mesmo muito importantes.
Não digo que a culpa seja de alguém. É da vida, do tempo, das circunstâncias. Mas confesso, enquanto ouço esta música que marca a minha vida, que não sei que foi feito do tempo em que eu julgara que uma vez entrados na minha vida, com aquela densidade, aquelas pessoas seriam para sempre.
E para sempre não é apenas para alguns, poucos, escassos momentos. Para sempre é para um acompanhamento. Para saberem das minhas pequenices do dia a dia. Do meu tédio. Para saberem que tive um cão e não resultou. Para saberem das chatices do trabalho, do sentimento que me queima. Para saberem que todos os dias pensa no passado, no que ficou dele. Das minhas resoluções do futuro que não tenho. Do limite que me sinto sempre que penso.
Não estive com eles nesses momentos. Nem eles comigo.... nem quando recuperei da doença das trevas. Não conheceram o meu namorado. Não entraram nos novos anos comigo. Não jantamos todos os meses. Não falamos sobre as pequenices do dia-a-dia, não partilhamos sequer, pequenos minutos.
Limitamo-nos a saber que existimos e pronto. Na lembrança de um tempo que passou. Assim, só isso.
E cada vez acontece mais. Não com eles, mas com todos aqueles que me rodearam em tempos.
Caralhos fodam esta puta desta vida toda.

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publicado às 14:34



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