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banalidades

por M.J., em 19.01.15

estive sentada uns dez minutos na esplanada.

o empregado, que eu conheço por ser cromo, não aparecia e não me apeteceu levantar-me.

um dos idosos do canto, farto de esperar bateu na montra de vidro. o empregado veio arrastando os pés.

calma. vocês até enervam uma pessoa. ninguém morre por esperar dez minutos.

vem ter comigo, segurando-me no braço, numa intimidade que não temos.

e o que vai ser?

ao meu lado, quatro adolescentes de espinhas na cara queixam-se da professora de matemática. não aprendem metade do que poderiam aprender porque a professora não puxa por eles.

no meu tempo eu queixava-me da matemática mas era porque o professor não faltava.

nessa altura também não tinha intimidade com os empregados de café.

 

meu deus.

que fiz eu da minha vida?

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publicado às 13:57



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