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banalidades

por M.J., em 19.01.15

era aquela tristeza, a amargura que me matava até aos ossos que me tornava especial.

o inconformismo, a certeza de que nada era feito à minha medida, a transversalidade da ideia de que eu era muito para além do que os outros seriam, pela dor, pela angústia, pelo pé a bater num ritmo ininterrupto que comandava a minha miséria enquanto eu.

era aquela certeza de solidão, ausência e dor que me tornavam especial.

agora, aqui, contigo que me levaste até ti e me tiraste a dor e a ausência e a angústia, sou, na banalidade dos dias, mais um pássaro a voar, a pairar num céu azul liquido de constância.

ao salvar-me de mim mesma mataste o que me fazia em especial.

sou agora nada mais que vulgar.

 

 

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publicado às 22:39



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