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e não é que alguma coisa já me espante muito, mas enfim, assim seja.

 

1. as queixas nas redes sociais sobre a chuva atingiram o auge nos últimos dias. que na altura dos incêndios foi um deus me livre até se entende, na novidade da coisa (quéquefoi? foi uma novidade). que o pessoal se abespinhe com queixas doloridas de bradar aos céus porque chove em março quando estamos em seca é coisa, realmente, que não se entende.

a menina molha o pezinho, molha? pode sempre aproveitar, juntar-lhe um sabonete e lavar os cascos que com esse medo de água, enfim...

santa paciência.

 

2. o moço com o nome suis géneris de piçarra (quéquefoi? parece cigarra e não deixa de ter piada) abandonou o festival cansado do drama que foi a acusação de ter plagiado uma música da iurd que, afinal, não era da iurd. as redes sociais incendiaram-se. meio mundo a atacar meio mundo. pois que era, pois que não era. o mais engraçado foi:

  •  o senhor piçarra admitir que a música era tão simplória que qualquer pessoa podia fazer aquilo (abona muito a favor da qualidade da coisa).
  • continuarmos a ser um país tão religioso que passamos à mesma final um moço que canta como o frei hermano da câmara e outro moço que canta uma música da iurd. pelo amor de deus, não me falem que somos intolerantes religiosos. mais. se houvesse uma terceira semi final com o padre borga a cantar "guiado pela mão" ganhava aquilo como quem limpa o rabinho a meninos. 

 

pronto, tinha mais 3 ou 4 coisas mas vou ali queixar-me do frio enquanto como um gelado e passeio de sandálias ao som do "abre os meus olhos" de um pastor da iurd.

amén.

ou amem!

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publicado às 11:40


1 comentário

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De Violinista a 02.03.2018 às 04:22

Precisamos de água, é um facto, mas tenho de admitir que houve um dia (quarta, se não me engano) que foi quase um dilúvio. O tecto do quarto deixou passar algumas pingas (é coisa que, se chover muito, acontece), e o tecto de um certo fórum cá na terra caíu (ao fim de quatro meses de construção... espectáculo).
Mas se é para encher as barragens e para a terra, venha ela.

Quanto à música, percebendo da coisa e não tendo toda a verdade, estão iguais ou ela por ela. De facto, aquilo é muito simples (como todas as músicas pop e todas as que por lá passaram), soa muito familiar, e é muito fácil chegar à mesma sucessão de intervalos que definem uma melodia. Não imagino ninguém a plagiar conscientemente uma música da IURD e a levá-la à Eurovisão como se nada fosse. Mas é fácil ficar com uma vaga ideia na cabeça e lembrar-se mais tarde dela como música. Acontece.

Fátima, Fados e Futebol. O país faz-se disso. Só ninguém se lembrou de lá aparecer a cantar um hino à bola...

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