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5 dicas para um casamento de sonho

por M.J., em 03.02.17

a just vai casar. a vera casou. a mula também.

os casamentos na blogosfera têm sido inúmeros e lembrei-me de falar sobre isso, sobretudo depois de ter dado uma visão muito real dos preparativos (podem dar uma vista de olhos por aqui, caso vos tenha faltado).

agora, passado tanto tempo, deixo-vos algumas dicas daquilo que, na minha experiência, é de valorizar.

vamos a isso?

 

1. o vestido.

apesar de ter tremido como um vimeiro em dias de vento - estava frio, as costas estavam ao léu e os braços também - o vestido foi o vestido. 

ah M.J. que pindérica. a primeira coisa da lista é o vestido? o que interessa não é o amor?

é pois! o amor de duas pessoas em que uma delas tem o vestido dos seus sonhos.

acreditem. se estão dispostas a um dia destes não querem ir enfrentá-lo - com todas as coisas que a coisa exige - envergando um saia-casaco mimoso e sapatos que já usaram na comunhão de um primo afastado.

façam uma pesquisa, vistam vários, não desanimem aos primeiros mil euros e não se contentem com menos do que era suposto. 

(eu usei um com renda - já por aí partilhado - mas se fosse hoje, este era uma opção - até porque a designer estaria disposta a aumentar a saia).

 

2. a música

é pois, é isso mesmo. 

a música escolhida é tão ou mais importante do que o padre (é nada, sobretudo se o padre disser que o amor se faz com a língua - como disse o meu). é dependendo dela que - também - as emoções vão fluindo. que os minutos se transformam em pedaços de eternidade.

eu escolhi fado de coimbra, pelo significado que representa na minha vida, e posso dizer que entrar na igreja ao som dos verdes anos teve mais significado do que apanhar com pétalas na cabeça.

e ter uma serenata no fim, sem arroz, mas com "o teu regresso" foi é um dos pontos mais marcantes do dia.

 

 

3. as flores.

exactamente, não estou tola. as flores e/ou a decoração.

eu que ligava tanto a isso como a uma caixa de fósforos usados, juro-vos  que a decoração da igreja, da quinta, do restaurante, do jardim da cidade onde reúnem a multidão, é essencial.

(tanto mais que se não fosse, meus amigos, pegavam nos convidados todos e juntavam-nos na cozinha lá de casa, certo?)

ninguém quer sentir que festeja num sitio "lindinho", com decoração "razoável", e um ar "mimosito".

e aqui nem é sinónimo de preço mas de bom gosto.

se vão gastar dinheiro num dia importante, por que hão-de espalhar purpurinas nas mesas e pôr flores dos chineses no altar? 

acreditem: as pessoas vão lembrar-se mais depressa da decoração em si do que dos penduricalhos que vão receber como lembranças e que guardam numa gaveta para nunca mais.

 

 

#detalhes #girassois #vaihavercasório

A photo posted by Maria João (@emedjay) on

 

4. as fotografias.

os nossos fotógrafos foram essenciais ao longo do dia.

primeiro porque nos acompanharam, aos dois, durante todo o tempo. depois porque eram acessíveis e fizeram exactamente o que lhes pedimos. por fim, porque não roubaram tempo ao que era essencial. não puseram os convidados a olhar para as paredes para nos tirar fotos de perfil ou a dar beijos tremidos. foram captando os momentos na medida em que iam surgindo. mantiveram-se discretos, simpáticos e de sorriso em riste.

as fotografias, além da memória, são o que resta de um dia que vos vai passando, muitas das vezes, sem perceberem. dêem mais primazia à qualidade do trabalho do que aos álbuns em forma de bíblia e às promessas de fotos antes e depois no meio da praia.

 

5. não alterem o que idealizaram.

se sempre quiseram um casamento com quinze pessoas, num bar com vista para o mar, vão até ao fim.

eu comecei com uma ideia que se foi alterando ao longo dos preparativos - devido a inúmeros factores, entre eles "o não estou para me chatear" - e acabei no meio de algo que não fora o que idealizara.

foram convidados a mais, momentos clichés a mais e coisas em que me senti como um peixe em fora de água.

o que mantive, apesar dos conselhos para o não fazer, foram o que realmente me fez sentir bem, ou seja, o vestido, a música, os girassóis e os fotógrafos.

se tivesse seguido o instinto quanto à animação, à quantidade de convidados e à dinâmica do dia em si, teria sido ainda mais especial.

 

 

Amor sem filtro. Já está. Parabéns aos noivos. #vaihavercasório

A photo posted by Maria João (@emedjay) on

 

 

e por fim lembrem-se:

é só um dia. o dia do casamento é só - realmente - um dia.

para alguns noivos passa demasiado rápido, para outros arrasta-se.

para uns fica na memória como O dia (devido a toda a animação, gente, festa) para outros permanece como um dia bom mas que não se compara à união que simboliza.

 

o dia do casamento é só um dia.

o casamento em si são milhares deles.

e esses são os que realmente contam.

 

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publicado às 11:10


7 comentários

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De Gaffe a 03.02.2017 às 11:28

Pronto!

Esqueceste o perfume!!!
(Não me ligas nadinha, mas um nadinha, nadinha, nadinha, assim beliscado do Nada absoluto)
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De M.J. a 03.02.2017 às 11:30

(não, não esqueci. de todo. mas há coisas que são SÓ nossas. essa é uma delas. assim como um certo brinde.

btw: quem é o gui?)
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De Gaffe a 03.02.2017 às 11:50

Eu sei.

O Gui é uma personagem que decidi que tinha de ser minha. Acho que vais gostar do Gui, até porque é parecido com a MJ da foto do teu perfil. Só é mais pequenito.
:)
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De Just_Smile a 03.02.2017 às 12:29

E estou para aqui a pensar e ainda não pensei nada disso! Nem vestido, nem flores, nem música. Se fosse a fazer o que idealizava ia-me ficar por um piquenique, se calhar uma versão mais moderna, mas Ele esfola-me...
Mas vou guardar todos estes conselhos, para quando tiver de ser pensar em todos os pormenores que tornam este dia especial :D
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De M.J. a 06.02.2017 às 10:31

boa. depois conta.
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De Mula a 06.02.2017 às 16:17

"o dia do casamento é só um dia.
o casamento em si são milhares deles.
e esses são os que realmente contam."

É por estas e por outras que sou a favor de que se deve viver em pecado até se decidir realmente gastar balúrdios e viver em stress tantos meses... É que para muitos é realmente só um dia e não passa disso.

No entanto, e porque acho que 13 anos foi tempo suficiente para ver o que queria para a minha vida, foi sem dúvida o momento mais belo da minha vida! Pela primeira vez fui o centro das atenções e gostei disso! Ele que odeia exposição, também adorou!

E... boas dicas, sim senhora. E dessas todas o que eu considero mais marcante são os fotógrafos e as músicas, que são essas que nos vão permitir recordar e eternizar o dia.
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De VeraPinto a 09.02.2017 às 17:41

Não podia estar mais de acordo.
Vivi em pecado antes, namorei 9 anos, estávamos juntos há muito tempo. Já era unidos antes do dia, mas aquele dia, não sei, mas foi especial.
Como se precisássemos daquele dia para alguma coisa, que efectivamente não precisamos para viver o amor, mas que representou de forma tão simbólica o que nos une há anos. O que importa são os outros dias todos, os que vêm a seguir, os que vieram antes. Mas é o dia.
E sim, tudo o que disseste faz todo o sentido. Nunca desistir daquilo que idealizamos. Eu bati o pé a tudo o que queriam impor e eu não queria.
Arrisquei a não ter muita gente no casório por não ter casar pela igreja, mas levei a minha vontade até o fim, e a verdade é que foram os que me odiaram por isso, que no fim me vieram dizer que foi a cerimónia mais bonita que já tinham ido.
Sejam ou não clichés, ter um casamento que se identifiquem é o a chave para um dia de sonho. O resto, o resto é paisagem.

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