Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




a M.J. também completa a frase

por M.J., em 23.09.15

sou muito obcecada com favas.

não suporto favas.

eu nunca comi favas.

já me zanguei com a minha mãe quando me tentou obrigar a comer favas.

quando era criança descascava favas.

neste exacto momento estou a sentir o estômago a revolver-se com a ideia das favas.

morro de medo de ocorrer um cataclismo mundial e a única coisa que sobre para eu comer sejam favas.

sempre gostei de gente que compreendia que eu não gostava de favas.

se eu pudesse eliminava as favas do mundo.

adoro entrecosto sem favas. 

fico feliz quando alguém compartilha o meu asco por favas. 

se pudesse voltar no tempo ia ao dia em que fiquei a odiar favas. 

quero viajar para um país onde o cultivo das favas seja proibido

eu preciso de parar de falar em favas.

não gosto de ver cãezinhos vestidos (o quê, pensavam que ia falar em favas?)

 

(obrigada a quem tão gentilmente se lembrou de mim :) )

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:00


86 comentários

Imagem de perfil

De Me, myself and I a 23.09.2015 às 11:21

Não o considero um ataque! Respeito as decisões que cada um toma como te explicava no post referente as mães e as crianças!
Podes falar comigo à vontade sobre este assunto.
Quando dizes " olhando para todas as responsabilidades, toda a enormidade que temos de abdicar para ter um filho não entendo, juro que não quais as vantagens do mesmo. porque sejamos sinceros: se não há vantagens porquê ter?" o que achas que terias tu de abdicar se tivesses um filho?
Imagem de perfil

De M.J. a 23.09.2015 às 14:55

tanta coisa. liberdade sobretudo. nas grandes e pequenas coisas. liberdade de desistir quando me apetecesse. liberdade de deixar para trás. liberdade de recomeçar. liberdade de não fazer o jantar ou dormir o fim de semana todo. liberdade de ir sozinha ao parque ou jantar cereais. liberdade de gastar todo o meu dinheiro em livros e brincos. liberdade de optar por me arrepender de ter posto no mundo aquele ser.
ninguém diz que se arrepende. ninguém o diz mas há quem o sinta. tem de haver. só parece mal dizê-lo. senti-lo.
Imagem de perfil

De Me, myself and I a 24.09.2015 às 12:03

Sim, a nossa vida muda quando somos mães. Deixamos de ter aquela liberdade de fazer o que nos bem nos apetece, dormir até tarde, de não fazer o jantar ou o almoço, sair onde queremos, chegar a casa à hora que queremos.
(apesar de eu conseguir fazer quase tudo isso pois o meu filho adora ir dormir a casa da avó ou da tia!)
Mas se pensares bem, já hoje, sem filhos, não fazes o que te dá na real veneta.
Tens compromissos, dependes e dependem de ti outras pessoas!
Mesmo analisando friamente a situação, quantas mães não há por esse mundo fora que se arrependem de ter posto ao mundo os seus filhos e os abandonam? Quantas mulheres há por esse mundo fora que nunca tiveram aquele desejo de ser mãe e quando o são redescobrem-se!
Não há uma fórmula matemática cujo resultado seja sempre o mesmo, exato, sem erros!
Nem eu vou conseguir que tu percebas, porque realmente me parece que estás agarrada a esta ideia de que “não entendes”! Eu nunca precisei que ninguém me explicasse o porquê desse desejo de ser mãe. É interior, pessoal.
Para além das “hormonas ou dos impulsos biológicos que levam à continuação da espécie e que portanto entram dentro das cabeças das pessoas mascaradas de sentimentos”, esse argumento não será também válido para explicar o porquê de nos apaixonar-nos por determinada pessoa? As hormonas e os impulsos biológicos que nos levam a procurar um companheiro, pois nós mulheres, tadinhas de nós, precisamos de quem nos defenda. Tiveste a necessidade que alguém te explicasses o que te levou a apaixonar pelo teu noivo? É que esses sentimentos que achas que sentes por ele servem apenas de mascara a impulsos biológicos que sentes!
Todas nós fazemos opções, umas com melhores consequências do que outras, e a opção (quando ela existe) de ter um filho parece-me que está intrinsecamente ligada a um desejo pessoal de conceber um ser com a pessoa que amamos. Sim, como te explicava o teu colega, conceber uma extensão desse amor, ou como gostas de analisar tecnicamente este assunto, conceber uma continuação da espécie!
Cara M.J. quando deixares de querer analisar racionalmente este assunto talvez consigas “entender” o que leva uma mulher a querer ter um filho! Ou então não!
Beijinhos
Imagem de perfil

De M.J. a 24.09.2015 às 15:19

vamos então concordar em discordar com duas ou três notinhas de resposta:
1.º - decidi namorar por razões de amor, evidentemente, porque já disse várias vezes que tenho capacidades de amar uma pessoa que apareceu na minha vida (e não que eu fiz aparecer) e por questões práticas: i)porque ele existia. ii)porque não gosto de estar sozinha. iii) porque me entendia. iv)porque tinhamos imensos pontos de vista em comum. v)por questões libidinosas que não vêm ao caso. ou seja: eu apaixonei-me por uma pessoa real, concreta, com todos os aspectos que referi atrás. eu não decidi criar, formar, gerar uma pessoa e apaixonar-me por ela. está aqui a grande diferença.

2.º depois, mais uma vez eu não estou a atacar as decisões de ninguém. pedi apenas razões racionais para me explicarem uma decisão. quando não sabemos apontar nenhuma das duas três: ou não existem; ou existem mais não queremos admiti-las; ou ainda existem mas não são explanáveis por palavras.

3. ficando claro que não estou a dizer relativamente a ti ou a qualquer outra pessoa que tenha comentado o texto, parece-me que é pelo facto de as pessoas não pensarem em razões, assumirem como uma decisão que não tem racionalidade e quererem que o amor que sentem por outro se materialize em algo, que vemos gente a parir indiscriminadamente, sem pensar, sem analisar, pondo putos ao mundo como quem põe cães. mas este já é outro assunto.

ainda assim, mais uma vez: entendo perfeitamente o que dizes.
Imagem de perfil

De Me, myself and I a 24.09.2015 às 15:34

M.J. apresentas os teus argumentos de uma forma sagaz e competente, algo que nunca vou conseguir bater! E em momento nenhum o considerei um ataque.

Há muito que o deixei de esgrimir pontos de vista, primeiro por preguiça mental, depois por achar que quando uma pessoa tem uma ideia pré-concebida dificilmente muda de ideias! Não há argumentos válidos e capazes que fizessem tal! Então perguntava-me porque havia de gastar o meu latim! Aliás, é típico do meu signo, peixes, by the way, não entrar em conflito!

Por isso esta nossa troca de ideias, pode não ter sido proveitosa para ti, mas para mim foi, de certeza absoluta! Fez-me pensar, equacionar argumentos, dar ordem às minhas ideias e coloca-las por escrito!

Beijinhos e espero continuar concordar discordando contigo!
Imagem de perfil

De M.J. a 24.09.2015 às 15:38

é sempre proveitoso. e eu também penso como tu quanto às ideias pré-concebidas mas, mesmo assim, acho que nada mata um bom debate (dentro dos respeitos todos, claro está).

concordando discordando meu amor.

Comentar post



foto do autor