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a morte saiu à rua

por M.J., em 23.08.17

esta casa tem estado um pouco ao abandono.

deixei de fazer títulos catitas, ler outros blogs, pesquisar temas da moda, ter um cuidado com os temas de escrita ou respeitar, escrupulosamente, as horas de publicação.

 

fiz isso porque não consigo ver neste espaço as regras habituais da vida e vou levando isto, nos últimos tempos, como diário de anotar a vida, episódios, interacção e o correr das horas.

é engraçado. 

 

não tinha percebido que a caixa dos comentários mudou.

não tinha dado conta do regresso de outras pessoas, da criação de novos blogs por gente que já leio há tanto tempo.

mas sobretudo, neste deixa andar blogosférico, o calor infernal que me mói nas horas, as férias, as variações de humor pela medicação tomada, as alterações da vida, a praia e a passeata, as plantas em colecção na cozinha, o café na varanda, as noites fora de hora, o seguir pelo caminho em vontade de prosseguir e desistir, no meio disso tudo não tinha percebido a morte de alguém de um outro alguém que tanto gosto. que tanto admiro. que tanto quero que seja - não tenho a pretensão de achar que já é - minha amiga.

 

percebi assim, num momento brutal, por uma mensagem de facebook. 

a morte saiu à rua e no momento seguinte eu não sabia estar contigo.

 

 

desculpa.

lamento.

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publicado às 10:25


1 comentário

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De Quarentona a 23.08.2017 às 11:13

Ó minha querida... podes ter toda a pretensão, sim! És minha amiga, pois! E eu sou tua também. E isso da admiração é mútua, está bem? Muito embora, não ache que haja grande coisa para admirar em mim, só a minha enorme parvoíce é que é capaz de causar espanto.
Obrigada pelo teu carinho, eu sei que estás sempre por perto, abraço imenso. ❤️

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