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banalidades

por M.J., em 07.09.16

há uma chuva miudinha, que se confunde com névoa, chata, persistente, constante, fria, molhada. não é chuva mas também não é não chuva. não posso ainda beber chá quente, mas não posso usar meia e sapato.

uma chatice.

adormeci entre mil pensamentos. torna-se incrível como consigo pensar e não pensar, planear o que não pode ser planeado, perceber dores que não existem, dúvidas que não passam de inseguranças.

sinto-me, na maior parte dos dias, um pedaço pequenito de lixo fétido, sem importância alguma, muito escuro, muito negro, muito esquecido, muito feio, uma alma desalojada de cor e aromas, quase insipida de tão pobre. percebo a ausência de qualquer importância no que sou. outros dias regozijo-me num ego forte a estalar de cor e orgulho.

não sou bipolar. sou só ridícula, pequenita, obtusa e plenamente consciente do que sou.

mesmo sem ser.

 

e chove.

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publicado às 10:14


2 comentários

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De sarabudja a 07.09.2016 às 10:49

Destituídas de tanta "razão" e de algum auto conhecimento a vida ser-nos-ia mais leve. (sou ousada nas comparações, eu sei. Cada um carrega o seu fardo, os calos doem com diferentes intensidades, mas o ser humano também sabe repetir sentires)
A roda dentada que os pensamentos teimam em fazer rodar faz um barulho ensurdecedor que me atormenta o sossego e até o sono leva.



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De M.J. a 07.09.2016 às 14:59

por mais que entenda que conhecimento pode ser dor prefiro-o sempre à ignorância.
a qualquer que seja,

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