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banalidades

por M.J., em 20.09.17

gosto de amanheceres cinzentos.

lembra-me a manhã a ouvir o vento contar a história do gato malhado e da andorinha sinhá. lembra-me o começo do dia lento e molengão, os dedos nos olhos, a percepção da vida numa névoa ainda de sonho. 

não me sinto tão culpada pela minha pausa forçada no que diz respeito ao viver.

arrasto-me pela casa sem culpa. faço o pequeno almoço de portas abertas e olho as plantas na varanda. não há sol a fazer-me correr, a gritar para me despachar na turbulência, na pressão das próximas horas. 

 

há gente que escolheria o sol como companhia diária. aboliria a chuva e a névoa e faria dos dias correntes vivas de vitamina d, cores fortes e calor a bater na pele. 

eu tenho um dia ganho quando há um casaco sobre os ombros, horas que correm na névoa do cinzento, uma neblina que beija a pele e a sensação de pacatez na passagem de cada minuto.

abro até a janela do escritório, cerrada nos dias de sol, e visto um casaco enquanto começo.

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oh vai ver ali:

publicado às 10:05


3 comentários

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De Sofia Black a 20.09.2017 às 11:11

És cá das minhas. Um dia nublado, cinzento e com aquele cheirinho a terra molhada, é tudo para mim.
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De Quarentona a 20.09.2017 às 12:04

Somos tão diferentes, mas isso não impede que goste de ti como tu gostas das manhãs cinzentas :))))
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De VeraPinto a 20.09.2017 às 19:35

Fizeste me sorrir com a história do gato malhado e a andorinha sinhá. Essa história marcou tanto a minha vida..
Fizeste o meu dia...

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