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banalidades

por M.J., em 25.08.14

é segunda feira. estou de sandálias e tenho os pés frios. sinto uma dor latente, na cabeça, a perseguir-me desde que me levantei de manhã. tenho um problema no cóxis que me dói, desalmadamente, a parecer rebentar. estar sentada é uma tortura. talvez isto expluda e eu possa ficar de baixa em casa, a agonizar lentamente.

dormi mal. pouco. em sobressalto. passei por um carro da polícia, descaracterizado, com radar, a mais de vinte quilómetros da velocidade permitida. se me vem mais uma multa faço uma impugnação de mil páginas, só para a a autoridade ter tanto trabalho a ler aquilo, que desiste.

os senhores da limpeza, do condomínio, andaram a limpar o prédio, quando eu chegava, e há um cheiro a químicos, por todo o escritório, numa tentativa desesperada de imitar rosas, que em entram nariz dentro, até ao cérebro, e quase me provocam uma moca.

 

e o que me custa esta manhã, o que dói, mais que a cabeça, o cóxis, os pés frios, o cheiro a químicos ou a possibilidade latente de uma multa é a certeza, tão bruta, tão certa, tão pura, de solidão. que me encharca alma, mente, corpo até aos ossos e me enjoa, num sentimento físico de tristeza.

um feitio de merda, o meu. e uma alma carente.

o resultado só podia ser este.

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publicado às 10:05


1 comentário

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De bloga-mos a 25.08.2014 às 14:06

Começo a suspeitar que serei forçado a ter uma conversa muito séria contigo e com o teu moço. Vê lá isso...

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