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banalidades

por M.J., em 28.03.16

começa praticamente sempre da mesma forma. devagarinho, numa espécie de névoa sem nome. uma apatia sem definição, uma fraca vontade de dormir, uma ausência de gosto pelo comum, uma preocupação sem sentido. começa pelos dedos das mãos, num formigamento que se identifica na primeira oportunidade. torna-as inúteis, obsoletas, abertas na procura de algo que faça desaparecer o nevoeiro. vem aos poucos num redemoinho sem nome e às vezes leva-me no meio, em rodopios de melancolia, obrigando-me a adormecer na prece dos dias negros, queira o acaso que eu não acorde.

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publicado às 14:40