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da participação

por M.J., em 30.01.15

e pronto, como o prometido é devido, eis que fica aqui o poema, na tentativa de que se enquadre em poesia contemporânea, com que vou tentar fazer parte dos mil poetas portugueses que falei atrás:

 

ode ao sono e ao sonho

 

são três e meia da manhã

e não consigo dormir

ouço o vizinho a mijar

e só me apetece fugir

 

dei mil voltas na cama,

mudei o pijama.

tirei as meias,

contei as teias.

chove lá fora,

quero-me ir embora.

ele puxou-me os lençóis,

isto não chega para nós dois.

se não pára de roncar,

asfixio-o até se calar.

 

é por isso que desisto,

da tentativa de dormir.

vou tomar alprazolan,

e a seguir conduzir.

 

e se fores como eu

e o sono para ti é tudo

toma este medicamento

desde que não tenhas glaucoma de ângulo estreito agudo.

 

 

 

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publicado às 11:00


6 comentários

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De diana a 30.01.2015 às 14:31

lol...
e só para rimar
tenho a dizer que está espectacular.

ahahahaha
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De M.J. a 30.01.2015 às 16:50

(Vénia, vénia)
obrigado!
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De Mia a 05.02.2015 às 16:21

Ahahahaah, adoro! Tens um dom pah! :D
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De M.J. a 05.02.2015 às 16:33

subaproveitada, é o que é! estou subaproveitada.
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De Mia a 05.02.2015 às 16:36

Vais ver agora, PALETES de editoras aqui a baterem-te à porta!
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De M.J. a 05.02.2015 às 16:38

lololololol

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