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detesto tourada.

a primeira vez que me lembro de ter chorado, com algo visto na televisão, foi em casa dos meus avós, num serão que por lá dormi, e o avô decidiu que a grande corrida de touros que passava na rtp1 era o programa adequado para a família. não sei quantos anos teria à data. só sei que nunca tinha visto uma coisa daquelas.

nós tínhamos uma vaca que nos dava leite todos os dias e puxava uma carroça de madeira transportando coisas (e a mim). a avó gostava da vaca. mesmo muito. tinha horas certas de refeições, falava com ela e estimava-a. eu também. por isso quando vi aquilo que me parecia uma vaca espetada, com o sangue a escorrer pelo dorso, desatei a chorar.

a tv foi apagada e o avô foi dormir, amuado, porque tinha uma neta fraca.

não te preocupes que depois o touro desforra-se, disse-me a avó, tentando apaziguar o pranto e acalmar a minha sensibilidade com os forcados a serem levados na cabeça do animal.

não resultou e nunca mais voltei a ver touradas a não ser, claro, em imagens soltas aqui e ali.

 

gosto muito de animais.

tenho uma posição definida quanto aos direitos deles e agrada-me pensar que não sou maluquinha por.

que assumo as suas funções e o seu local na sociedade. e acredito, até, que tratar um cão como uma criança é um desrespeito para o animal. vestir um pastor alemão ou um serra da estrela com uma capa do donald e chamá-lo de cutchi é um desrespeito para um cão com um determinado porte e imponência. 

mas enfim. 

adiante, que não é de cães que se trata.

 

dizia eu que assumo os direitos dos animais.

sou completamente contra crueldade por crueldade. uma vez discuti com um colega que disse, num jantar de amigos, ter-se divertido em criança a maltratar gatos e galinhas. discuti tão feio que nunca mais voltamos a falar. não foi o ato em si que me fez perder as estribeiras mas ele estar a contá-lo agora, numa noite de copos, com um sorriso rasgado de orgulho no rosto. chamei-lhe uns quantos nomes e ainda hoje, passados alguns anos, mantenho o número de telemóvel dele gravado como parvalhão

paciência.

 

não suporto crueldade só porque sim, apenas para divertimento.

não me choca a morte de um animal para alimentação. seja uma galinha aqui, seja um cão no outro lado do mundo. faz parte da cadeia alimentar e nem vou estar a esgrimir argumentos acerca de. mas chocam-me, de uma forma inigualável, as touradas. não entendo sequer as motivações! que prazer pode alguém sentir por ver a tortura de um pobre animal?

é que nem sequer há motivo cultural que o justifique:

a cultura tem de morrer perante a tortura e sermos civilizados é isso mesmo. 

 

pronto, posto isto, juro que também não entendo a glória daqueles que dizem, entre sorrisos, que foi bem feita a morte de um forcado.

juro que não.

gosto tanto deles como se pode gostar de um carrasco. mas não fico contente por morrerem. e muito menos teria o desplante de vir para as redes sociais atacar a família daqueles que morrem, numa espécie de vitória ridícula em que não ganha ninguém.

não faz sentido.

não faz.

 

apontar o dedo a uma pessoa que morre em função dos seus hobbies (mesmo que estes sejam deploráveis) é o mesmo que ficar contente por um piloto de alta velocidade morrer num despiste, um alpinista morrer numa escalada, um jogador de futebol morrer em campo. e se é certo que nestes três últimos não há tortura (pelo menos evidente) de outro ser, há o colocar da vida em risco para entretenimento do outro. a premissa é (quase) a mesma.

 

por outro lado, todos eles têm família. mesmo os forcados.

quantos de vós controlam o que os vossos filhos vão fazer no futuro? 

têm arrogância suficiente para achar que dominam de tal modo uma criança, adolescente, adulto que ele não vai fazer as suas próprias escolhas?

e se ele decidir ser forcado gostarão de ver foguetes pela sua morte? gostarão menos dele? então e aquela coisa do amor incondicional?

ah M.J, é uma questão de educação. os meus filhos foram educados para amar animais.

pode até ser. mas e os que não foram? têm um direito à vida menor? mesmo que sejam bons cidadãos, bons pais, bons filhos, bons profissionais, são tão más pessoas que devemos ficar felizes por morrerem?

temos tão pouco respeito pela vida humana, tão pouca empatia pela dor daqueles que perdem vidas, que não somos capazes de distinguir a diferença da morte de uma pessoa e de um animal?

chegamos a um ponto de colocar a balança na mesma posição quando se trata de direitos de uns e de outros? como é que aqui chegamos? como é que defendemos este exagero? deixamos de perceber,imbuídos de uma estranha cortina confusa, o verdadeiro valor da vida humana? e se sim, não é esse o princípio para as piores atrocidades? a ideia de que há vidas menos merecedoras do que outras não foi - e será sempre - a justificação para as maiores calamidades de morte do homem pelo homem?

como se pode defender a vida de um animal, colocando-o em primeira categoria, e ao mesmo tempo defender-se que a vida de um ser humano é menos valiosa?

 

detesto extremismos.

todos eles. de esquerda, de direita, de animais, de crianças, de adultos, de comida e do diabo a quatro.

as coisas não são brancas nem pretas mas têm sempre uma nebulosidade cinzenta.

a não ser, na maior parte das vezes, a vida humana.

a vida humana é preciosa.

tem um valor imenso.

ficarmos felizes quando uma se perde, numa tourada, faz de nós irracionais e desmerecedores dessa mesma vida.

desrespeitadores, sobretudo.

não nos torna mais compreensivos, não nos ajuda a mudar mentalidades e muito menos traz algum tipo de alegria aos animais torturados.

 

e esta ausência de meio termo, de conseguir ver para além dos sentimentos mais irracionais (vá lá, quando leio essas noticias - já não vejo tv - há sempre uma luzinha que se acende em mim e diz muito alto bem-feita!) de conseguir analisar para além da falta de empatia, é isso que nos traz onde estamos: à insensibilidade total pelo outro.

mesmo que juremos que não, que somos capazes de amar incondicionalmente e não há nada mais importante que a vida. 

 

não somos.

só achamos que sim, para não parecer mal.

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publicado às 10:20


24 comentários

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De Charneca em flor a 21.09.2017 às 10:31

Excelente texto. Eu fui criada no Ribatejo e habituei-me a ver touradas, garraiadas e todas essas actividades. Conheço forcados no activo e ex-forcados. São pessoas normais como as outras, com qualidades e defeitos. No entanto, têm, praticamente todos, grandes qualidades relacionais. São muito unidos e têm um grande espírito de entre-ajuda, mais do que na sociedade em geral, arrisco-me a dizer. Fui deixando de estar ligada a esse mundo mas não lhe sou indiferente. Estou como tu, abomino tudo o que é fundamentalismo. Compreendo, e respeito, quem fica chocado com estas actividades taurinas. Eu também fiquei muito, muito chocada com as pessoas que ficaram satisfeitas com a morte dos forcados. É meio caminho andado para justificar outras atrocidades, realmente.
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De M.J. a 21.09.2017 às 10:33

repara que não defendo - jamais - as touradas. assumo-as como torturas e assumo os forcados como carrascos.

mas são pessoas.
e nunca vou perceber a felicidade pela morte dos que morrem.
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De Charneca em flor a 21.09.2017 às 14:47

Compreendi perfeitamente a tua posição. Como te digo, eu estou habituada às touradas e não consigo ver exactamente da maneira que tu descreves porque as touradas fazem parte do meu ambiente. A pessoa que sou hoje já não é capaz de se sentar a assistir a uma tourada mas ainda não vejo como tortura e carrascos. Gostei de ler que, apesar dos teus sentimentos em relação às touradas, colocas a vida humana como o valor máximo a ser preservado.
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De Teresa Almeida a 21.09.2017 às 10:55

Belíssimo texto, M.J. Tudo quanto eu gostaria de saber escrever a respeito e não tenho habilidade...
Como não sou, nem nunca fui extremista, acabei por me afastar de pessoas, quer fisicamente, quer nas redes ditas sociais.
Detesto também touradas, mas gosto da vida humana, qualquer uma que se perca faz sofrer alguém (e diga-se em abono da verdade, que os forcados são quem menos - na minha opinião, que não vale um chavo - faz sofrer o touro).
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De M.J. a 21.09.2017 às 11:57

afasto-me também, cada vez mais fisicamente.
mas forço-me a ir tendo contato nas redes sociais.
e é incrivel o que se lê.
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De Sofia Black a 21.09.2017 às 10:58

Revejo-me inteiramente no teu texto, muito bem escrito.
Apesar de ser duma zona de tradição de touradas é evento que abomino e não entendo a sua existência - uma luta desigual entre touro e cavaleiro. Eu até dos cavalos tenho pena. Sempre que dá tourada na televisão é motivo de discussão lá em casa.
Também detesto extremismos e sou a favor do meio termo. É mesmo com essa ideia que identifico o meu blog "Black & Gray". Porque na vida também há cinzentos.
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De M.J. a 21.09.2017 às 11:57

a vida é quase toda - pelo menos é nisso acredito - feita de cinzentos.
são pouquissimas as coisas ora só pretas, ora só brancas.
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De VeraPinto a 21.09.2017 às 11:54

Estou internamente a aplaudir-te de pé. Às vezes arrepio-me com o facto de sermos tão diferentes, mas às vezes sinto que me estou a ler.
Excelente texto. Isto sim merece destaque, e não é só por aqui dos blogs.
Gosto mil de ti.
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De M.J. a 21.09.2017 às 11:57

somos nada assim tão diferentes.
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De VeraPinto a 21.09.2017 às 12:11

Tu tens uma capacidade única de te conheceres a ti mesma que eu invejo. Dizeres que não te conheces, não sabes quem és, às vezes não te identificas com o que vês ao espelho é a prova do que tens um auto-conhecimento incrível.
Gostava de ser assim. Eu sou cheia de certezas, de sins e de nãos, e às vezes percebo que sou feita de vazios.
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De Alexandra a 21.09.2017 às 13:56

"a cultura tem de morrer perante a tortura e sermos civilizados é isso mesmo", antes de mais, esta frase é tudo.
Adoraria ter o teu discernimento e conseguir ver o humano atrás das bandarilhas e dos barretes, mas não consigo. Não rejubilo com a morte de um forcado, mas se a lamento? não consigo. Tento ser racional e pensar que é uma pessoa, mas considero-o uma má pessoa e não lamento o seu fim, como não lamento o fim de um terrorista, um pedófilo... Se desejo que morra? não, mas quando acontece, o meu primeiro pensamento é: "menos um", e não consigo evitar.
Não é uma questão de equiparar os direitos do touro aos do homem, não tem a ver com direitos, tem a ver com o facto de achar que alguém que tira prazer em ferir um animal é um ser cruel pelo qual não nutro qualquer compaixão. Ao olhar para uma cena de tourada, não consigo por em pé de igualdade o touro e o homem, não estão no mesmo nível da balança, há um que se sobrepõe na minha hierarquia empática, e destacado: é o touro.
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De M.J. a 21.09.2017 às 15:00

uma coisa é o sentimento instintivo, irracional do menos um. ok. todos nós temos sentimentos desses, que vêm de um sítio qualquer nosso de que, espero eu, ninguém se orgulha.
faz parte de nós enquanto nós.
outra coisa é cultivar esse sentimento. é racionalizar e argumentar a favor desse argumento. ao fazer isso demonstramos a nossa pequenez. a nossa... incapacidade de valorizar a vida humana. a nossa falta de empatia pelo outro, mesmo que o outro defenda ideias que não os nossos. sentir é uma coisa. racionalizar e aplaudir esse sentir é algo muito diferente.

por outro lado, pessoa e touro nunca estarão em pé de igualdade. nem sequer é preciso uma discussão sobre isso porque é evidente. um é touro, outro é pessoa. só isso. o touro é um animal, a pessoa é um ser humano. o touro é irracional, a pessoa como racional não tem o direito lhe provocar dor por puro sadismo. não é o touro que tem direitos. é a pessoa que não os tem, num caso destes.
mas isso não significa nunca que se possa equiparar um e outro.
não se pode equiparar duas dimensões tão distintas.
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De Cristina M. a 21.09.2017 às 19:50

(mais uma vez) gostei de ler esta tua reflexão.
gosto de "ouvir" o pessoal de trinta que transmite lucidez, convicção e humanidade.

continuação,
C
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De Violinista a 22.09.2017 às 00:20

Comentários desse género, que abundam em redes sociais, são só e apenas baixos. Mesquinhos. Ditos por muita gente que agora apanhou o barco politicamente correcto de dizer mal das touradas.
Declarar-se anti-touradas, a defender que tudo tem direito à vida e a ser livre de tortura, ir falar coisas destas é um grandessíssimo tiro nos pés. Como dizes, não ajuda em nada a mudar mentalidades e a defender a não tortura animal.
Como anti-touradas, não me revejo nessa atitude, muito embora também não me dê grande pena que morra (mais) um forcado. Infelizmente, todos os defensores de touradas e forcados que conheço me soaram como pessoas com as quais não consigo manter uma conversa sem lhes começar a chamar, por dentro, para mim mesma, parvos. E ainda assim, não seria nunca motivo suficiente para desejar parvos mortos.
É lamentável que se perca uma vida humana, é, mas passo-lhe ao lado sem comentários. Se calhar é também um pouco de perda de sensibilidade à morte quando todas as noites o telejornal nos despeja um pouco mais dela em cima de nós.
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De Gaffe a 22.09.2017 às 10:44

Parece-me que nunca ninguém estudou seriamente a psicopatia dos grupos.
Há touradas, há gente que incendeia gatos e chifres de bois, há caçadas às raposas - é tão terrível como uma tourada - e há gente a delirar com estas atrocidades. Gente em grupo. Gente amável, cordial, simpática, tolerante, amiga do seu amigo, colaborante e solidária que se transforma em pulsão primária e grotesca quando se junta para se divertir a torturar animais.
Jamais confiarei uma gota da minha vida a estas criaturas que trazem no interior da alma, escondida, a mais tenebrosa das pulsões. A de torturar e matar em grupo, mascarando o prazer que daí retiram com a venda da "tradição" e com o trajo "de Luces", ou com o académico, por vezes.
Acredito piamente que podem, com alguma facilidade e quando em grupo, violar, torturar e assassinar alguém. Basta que as circunstâncias o proporcionem e a embriaguez do "espírito de grupo" assim o dite.
A impunidade resulta da crença na "tradição".
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De M.J. a 22.09.2017 às 11:11

entendo. e acho que tens razão. mas não sei.
não somos todos um bocado assim? não capazes de matar, torturar ou violar. mas de nos alterarmos em grupo... de perdermos a visão racional.
não é isso que nos diz a história? as maiores atrocidades não são feitas em grupo por homens que perdem a noção na legitimidade do todo?

não defendo touradas. abomino aliás. com todas as forças. mas festejar a morte de um toureiro, forcado ou lá o que é parece-me... desrespeitador da vida.
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De Gaffe a 22.09.2017 às 11:56

Temos um Amigo comum que um dia nos disse, e passo a citar:
"Crescer é educar a violência".
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De Corvo a 22.09.2017 às 19:35

Boa tarde, MJ.
A minha posição quantos às touradas é só uma. Estou sempre do lado do toiro.
Revejo-me a cem por cento na posição da Alexandra, com apenas maior contundência.
Sempre ao lado da vítima inocente e todos que compõem essa inqualificável barbárie, cavaleiros, espadas, bandarilheiro, forcados etc etc, quantos mais morrerem ou ficarem estropiados, melhor.
Não lamento por nenhum e acho que a morte de um desses artistas, de quando em vez, sabe sempre a pouco e o toiro é sempre incomparavelmente mais credor que devedor.
Os exemplos que apresenta sobre a morte de um piloto de alta velocidade, um alpinista, um jogador de futebol e outros quaisquer desportistas, não podem servir como argumento no caso em debate porque simplesmente, não estão a torturar uma vitima inocente cuja ausência de inteligência permita defender-se.
Os desportistas acima são seres inteligentes que competem contra outros seres inteligentes o que os coloca no mesmo escalão.
E quem diz, como já li aqui que os forcados são os que menos mal fazem, está ae são precisamente os mais cruéis e sanguinários carrascos.
Depois de o toiro estar todo trespassado por farpas que lhe atingem a coluna, a esvair-se em sangue e em sofrimento extremo, caem todos sobre ele e agitam e remexem sem piedade as lanças que o trespassam.
Uma questão cultural? Também era cultura dar menus de pessoas vivas aos leões no circo, era ainda cultura assar as mulheres solitárias que tinham um gato, continuava a ser cultura os autos-de-fé, continuava cultura as mulheres apanharem dos maridos.
Afinal, qual o significado de evolução?
Todos os que morram ou fiquem estropiados pelos cornos de um toiro nas arenas, sabe sempre a pouco.
Desejo-lhe um excelente fim de semana
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De Cristina a 23.09.2017 às 12:29

isto é o quê?
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De Corvo a 23.09.2017 às 16:10

O que leu.
Lucidez, convicção e humanidade, que, obviamente, não são as mesmas no seu conceito.
Humanidade para quem merece, precisa e que lhe é negada.
Adivinhe quem.
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De Cristina M. a 23.09.2017 às 17:34

ah.
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De M.J. a 23.09.2017 às 17:02

Corvo,

com o respeito que tenho por si, que espero que saiba que é muito, recuso-me a trocar argumentos com os que apresenta. a não ser por obrigação de profissão tomei para mim a decisão, na vida, de não trocar argumentos com extremismo. por dois motivos: i) os meus argumentos nunca vão ser ouvidos/lidos por quem é extremo em certos assuntos; ii) os meus argumentos vão servir para reformar o extremismo do outro, que bate o pé e arranja ainda mais argumentos. a prova disso é o meu texto e a sua resposta. sou abominvalmente contra a tourada. e sou a favor da vida. o corvo concorda comigo na primeira afirmação, discorda na segunda. a partir daí nada do que eu diga vai alterar aquilo que pensa. e aquilo que diz só me entristece.

concordemos portanto, em discordar.

(não há humanidade de primeira nem humanidade de segunda. há humanidade. há valores. uns mais certos do que outros. mas a vida está acima. e enquanto a discussão estiver centrada no qual vale mais (se a do touro, se a do homem) não há discussão alguma porque nada muda, nada se altera, as posições extremam-se e as vítimas permanecem).
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De Corvo a 23.09.2017 às 17:34

MJ: antes de mais o meu comentário não foi uma resposta para si.
Depois, concordemos então, uma vez que reconhece que a vida está acima.
A vida, MJ. Mas a vida de todos.
A nossa podemos desfrutar dela mais saborosamente apenas porque somos mais inteligentes.
Mas não devemos sacrificar à nossa inata crueldade quem por ela, inteligência, não foi favorecido.
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De Corvo a 23.09.2017 às 17:36

Ah,Agradeço o respeito que tem por mim que, acredite, nunca será maior do que tenho por si.
Um excelente fim de semana

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