Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




disto do desporto

por M.J., em 13.07.16

a equipa que representa o país em futebol (pelo amor de deus não digam que a mesma é portugal porque da última vez que reparei ainda não vivia num mamilo do ronaldo nem o marcelo era presidente da pila do fernando) ganha uma competição europeia.

parece-me bem sobretudo pela parte dos não sei quantos milhões que origina de impacto no país. 

dá jeito que tantas bolas saltitantes e lágrimas de terror puro por um joelho partido encham assim os bolsos da nação ainda que, sejamos sinceros, haja quem afirme que em dois mil e quatro entrou uma dinheiraça da grande acabada por se perder nas cuecas metálicas que albergaram tanta bola e que agora estão a apodrecer ao vento (o desgraçado do estádio de aveiro, por exemplo, teve dias em que trocou a glória brilhante pela escuridão derivado de  não ter uns cêntimos para a electricidade).

é tudo muito subjetivo, diz-se.

juro que não me aqueceu nem arrefeceu a vitória. sou assim, uma espécie de pedante idiota que não consegue vibrar com a histeria de uma bola (se não soubesse que me iam fazer uma espera quase que confessava que num dos jogos queria que os heróis nacionais perdessem, só para eu poder escandalizar os vizinhos com golo alheio). irrita-me sobremaneira os gritinhos, as lágrimas e os cabelos suados em forma de arte de quem preferia perder as duas orelhas do que um jogo. não entendo e bem se vê que a culpa é minha porque tanta gente não pode estar errada. é como aquela coisa da religião. camandro! se os pastorinhos viram uma virgem em cima de uma árvore e se se construiu um império numa aldeola rural à conta disso, com milhares de pessoas a fazer calos nos pés a caminhar para lá, como podem todos estar enganados e eu certa?

está claro que a idiota sou eu!

o engraçado da coisa é que sendo o futebol um desporto deveria estar ali taco a taco com os outros, mesmo aqueles que não dão milhões a ganhar, no que diz respeito aos nossos representantes políticos. não me indigna nadinha que o marcelo salte com as duas bolitas e dê às mãos para apertar as ditas (mãos, vá) do herói nacional, esse portento de de salvação do país. mas já me irrita um tanto que o mesmo presidente, sempre com faladura, sempre tão disponível para estar e ser visualizado por aí, desde o camilo que morre à ágata de biquini, não dê um saltito aos sapatos para ir assistir ao ouro do triplo salto e da  meia maratona de atletismo ou o bronze da meia maratona e do lançamento de pesos.

não dizem os papás que os filhos são todos iguais, mesmo aqueles que lhes enchem os bolsos e os outros que, pobrezitos, só conseguem dar dedicação?

neste caso parece que não.

até no orgulho desportivo uns são filhos da mulher legitimada pelo santo matrimónio, deitadinha quietinha a fazer o amor e os outros da concubina, uma louca na cama com quem se pina e sem maneiras à mesa.

valha-me santa eufémia!

ou outra santa qualquer!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

oh vai ver ali:

publicado às 11:30


6 comentários

Imagem de perfil

De Gaffe a 13.07.2016 às 11:58

Nossa Senhora de Fatimamente, tenho de assumir que também desejei que a equipa portuguesa perdesse um joguito, quando ouvia o gritedo descomunal. Sou uma empata, mas passava a vida a saltar com os sustos que apanhava inutilmente.

Somos duas "desencarnadas". Só verde invejoso e amarelo sarcasmo.
Imagem de perfil

De M.J. a 13.07.2016 às 11:59

estás a esquecer-te do vermelho ironia, meu amor.

acho que não temos as portas do céu abertas o que, bem vistas as coisas, é compreensível.
Imagem de perfil

De Gaffe a 13.07.2016 às 12:03

Não!
Não me esqueci, mas somos duas "desencarnadas". O vermelho fica com as "nerbosas".
Imagem de perfil

De M.J. a 13.07.2016 às 12:05

não li bem.
credo.
li descarnadas. pensei que fosse elogio visto que estou bem provida de carnes.
Imagem de perfil

De Magda L Pais a 13.07.2016 às 12:34

onde é que assino por baixo?
Imagem de perfil

De M.J. a 13.07.2016 às 12:43

aí mesmo.
mas não recebes direitos de autor :D

Comentar post



foto do autor