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do roto a sentir-se nu

por M.J., em 27.03.15

é incrível como, por mais anos que passem, não consigo tornar-me uma adulta funcional e completa no que diz respeito a lidar com um ambiente novo.

esteja mais magra ou mais gorda, com roupa formal ou de sapatilhas, de pérolas ou correias velhas, de cabelo arranjado ou descabelada, no tribunal ou num bar alternativo fico sempre com a ideia de que toda a gente se une em grupinhos para, numa maldade justificada, se rirem de mim. como naquele dia longínquo em que, com nove anos, fui buscar pão com as calças rotas no rabo, caminhando toda a rua com as cuecas à mostra, perante risos do padeiro e da filha, que eu retribuía porque pensava que estavam a ser queridos comigo.

tristeza.

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publicado às 10:26


2 comentários

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De marrocoseodestino a 27.03.2015 às 11:12

caramba, fizeste-me lembrar o dia em que sai de casa calçada com uma bota de camurça, com salto fininho e arredondada na frente e no outro pé uma bota de pele, com salto mais largo e bem bicuda.
Imaginas a vergonha que senti ao chegar a casa e ver-me naquele reparo?
Ainda sinto o calo na cara.
Ah e há pouco tempo sai com meias de cor diferente em cada pé. Este post irá ser feito um dia destes.
às vezes parece que ando na lua.
Bom fim de semana
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De M.J. a 27.03.2015 às 14:35

Ahahahahahahahahaha essa nunca me aconteceu. .. mas já não é a primeira vez que saio com dois brincos diferentes... ou a braguilha aberta.

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