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dos diálogos #1

por M.J., em 29.03.15

como tereis reparado ando aqui num frenesim de diálogos convosco, clientes estranhos desta tasca, que por aqui passam na meio das moscas. confesso (tal como estou careca de dizer) não perceber a vossa motivação de frequentar uma taberna tão brejeira como esta, onde o fado se canta sempre desafinado, as sardinhas são recessas, o pão tem bolor e a gerência, que nem sempre por aqui anda, fala mal e porcamente. ainda assim, aos que aqui vêm, um muito obrigado.

mas dizia eu que vos tenho feito perguntas. torna-se interessante porque desenvolve as minhas aptidões sociais (oh pá, pronto, estava a ser um nadinha irónica) e deixo de me comportar como uma tipa zangada com a vida, a ser do contra apenas porque sim, passando a ouvir (neste caso ler) com gosto as vossas opiniões.

 

assim sendo, nesta coisa das modas das rubricas, que vão e vêm ao sabor do cheiro a fritos do fogão mal lavado, aos domingos é dia das minhas respostas, feitas também elas às perguntas que vos deixo durante a semana. tudo muito pertinente (daqui a nada rebolo no chão nesta minha tentativa - falhada - de ser engraçada) e acerca do qual vós, supostamente, também quereis saber o que penso. porque tudo o que vos coloco é por demais discutido comigo mesma, numa conclusão a que nem sempre chego.

 

deliciai-vos por isso. e mais uma vez muito obrigado por aqui passardes.

 

- se pudesse ressuscitar alguém, assim para uma tarde de converseta, traria até mim o grande eça. temos umas grandes contas a ajustar quanto a algumas opções tomadas por aquele senhor. porque vejamos, ninguém tem o direito de se tornar no escritor favorito de alguém e depois matar personagens como quem mata moscas. e achar que as mulheres, esses seres malvados, são todos para matar bem matadinhos. além disso nunca percebi aquela ideia do carlos correr atrás de um paio com ervilhas. quer dizer, está tudo muito lindo e não me mexo nem um passo e de repente vamos lá bambolear-nos para ver se ainda apanhamos o americano para ir comer paio com ervilhas? com ervilhas? pelo amor da santa! se fosse um leitão à bairrada ou sei lá... uma pizza de queijo e atum ou um sushi... agora paio com ervilhas? vá lá eça... neste tens de admitir que falhaste como as notas de mil.

pensei também em ressuscitar o dumbledore e termos os dois uma conversinha, aí num cafezinho de muggles, acerca dos feijões de todos os sabores... mas cabe na cabeça de alguém que o maior feiticeiro do mundo não consiga saber que vai comer um feijão com sabor a cera de orelha ou vomitado? vá lá homem, deixa-te de falsas modéstias!

 

ainda assim, houve alguém que claramente, tem ideias muito melhores que as minhas. o autor do carroça de ouro avançou a seguinte opinião, fantástica:

Se ele algum dia existiu, ressuscitava Cristo.
Ponto 1, para ele perceber que não é o único a fazer dessas coisas.
Ponto 2, para saber se afinal isto da bíblia, religião, etc., é coisa real, ou é apenas um best-seller.

 

ressuscitar o pioneiro da ressurreição, em plena páscoa, para lhe dar a provar do próprio veneno é muito bom.

 

 

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publicado às 22:50


5 comentários

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De M.J. a 30.03.2015 às 12:17

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH.

(e já agora, só por curiosidade, queria que ele me respondesse que ideia foi aquela de aparecer ao rapaz numa estação de comboios...)

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