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M.J. inspira #3

por M.J., em 02.12.15

momentos.jpg

 "... e de repente, como aos momentos algumas vezes acontece, tornou-se eterno." 

Saramago.

 

descreve um desses momentos.

 

quando nasceu o mais novo?

quando a máquina de lavar avariou?

quando disseste sim?

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publicado às 10:00


18 comentários

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De Ana Rita 🌼 a 02.12.2015 às 10:24

O momento mais marcante e aquele que me fez chorar de verdadeira alegria pela primeira vez na minha vida foi no momento em que ouvi pela primeira vez o coração do meu bebé de 8 semanas a bater dentro da minha barriga.
É um sentimento que não se expressa por palavras, é... surreal!
Porque, quando fazes o teste dá positivo é a euforia mas, quando ouvi o coração pela primeira vez é que teve consciência e certeza que dentro de mim batiam dois corações.
É maravilhoso!!
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De M.J. a 02.12.2015 às 17:17

podes aderir à inspiração :)
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De Teresa Almeida a 02.12.2015 às 11:21

Difícil descrever um...Tenho três 'momentos' que considero os verdadeiramente felizes da minha vida e outros tantos que são os piores, até agora.Qualquer um deles se tornou 'eterno'.
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De M.J. a 02.12.2015 às 17:17

e esses, na verdade, são literalmente os que ficam.
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De Sarabudja a 02.12.2015 às 12:17

Queres saber quão pirosa consigo ser?


Pouco tempo depois de regressar a Portugal, com a convicção de que cá proporcionaria mais oportunidades de conhecer o "mundo" no todo ao meu mais velho, ele apreentou-se em palco numa dessas pueris festas de escola.
Cantou, dançou, sorriu para alguns meninos que sorriram para ele, foi alvo de atenções por ter os olhos enormes e lindos (como quem consegue ver todo o mundo de uma só vez com uma candura que não sei "apalavrar").
Chorei muito. Chorei e solucei. Quem ao meu lado estava pensou que eu era doida (não foge da verdade).

Em todas as festas da escola choro, choro mesmo muito. Sinto que lavo um bocadinho da minha alma.
Troquei a "morabeza" e o infinito tempo de quem trabalhava das 8h às 13h para ganhar o dobro do que ganho hoje em dia, troquei a "sabura" dos dias sempre quentes por invernos frios e chuvosos pela certeza de melhor escola, a proximidade com os avós de cá (que têm sempre o Amor Maior para fazer sentir). Regressei porque não quis arriscar voltar a precisar do medicamento que atenua sintomas e trata pequenas maleitas e só o encontrar cá, a quatro horas de avião e a muitas de um coração que vê quem gosta muito a mirrar com coisas faceis de tratar.

10/06/2007 - Dia De Camões, de Portugal. O dia do regresso.
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De M.J. a 02.12.2015 às 17:20

esta é tua parte, mais pueril, com a qual não me consigo identificar. custa-me porque me sinto à margem, como que desprovida de um braço ou de um olho que não me permite ser como o resto do mundo e sentir num ser que se fez vontade de chorar. creio que me falta e faltará sempre esse instinto mais nobre de altruísmo.
consigo apenas classificar como bonitas as tuas palavras.
sou uma perfeita anormal.
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De Sarabudja a 03.12.2015 às 10:29

Não és nada anormal, nem este é o meu lado pueril.
Este é o meu lado maternal. E como mãe que cuida. NAsceu comigo. Sim, sou uma Susanina do Quino, com o cabelo da Mafalda e o gosto por sopa do Gui.
Desde pequena que fugia para o lado da creche para ver e brincar com os mais pequenitos.
Em adulta percebi que havia espaço para um ou mais filhos na minha vida. Tenho porque gosto, porque há espaço, vontade e um pai que o É como eu acho que os pais devem ser.

Por ser como sou, fico um bocadinho irritada com quem tem filhos porque sim, porque a sociedade espera que os tenham, porque fica bonito no retrato da família feliz, porque as amigas têm uns miúdos girissimos, que andam sempre bem vestidos e cheios de pinta e estudam nos melhores colégios e tocam violino.

Não me choca nada, mesmo nada, quem não encontra espaço e vontade para a maternidade. Quem acha que a felicidade não passa por aí. Quem diz a felicidade, diz a realização. (o que me arrepia a frase de que uma mulher só se realiza quando tem filhos!) O mundo, a vida é tão maior, é tão mais do que nos indicam as convenções e preconceitos.

Os meus filhos são importantes, tão importantes que não se descreve.
O dia do regresso ficou marcado porque decidi recomeçar, depois de ter começado, recomeçado e alcançado algumas coisas. Fi-lo por mim, como mulher e como mãe. Quando os percebo ser felizes e terem oportunidades que lá não teriam, comovo-me. É o lado de mãe que descansa e me lembra que as decisões dificeis vão dando frutos.

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De M.J. a 04.12.2015 às 11:35

gosto muito desse teu lado.
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De marta a 02.12.2015 às 12:49

Inspiraste-me. Não resisti a este.
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De M.J. a 02.12.2015 às 17:20

bora lá :)
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De Maria Araújo a 02.12.2015 às 18:54


Tenho vários.
Vou pensar.
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De Maria Araújo a 02.12.2015 às 19:55


Já está, sem inspiração.
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De M.J. a 04.12.2015 às 11:35

já vi :)
merci.
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De oBomIdiota a 03.12.2015 às 14:19

Acho que vou passar este :/
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De M.J. a 04.12.2015 às 11:35

ohhhhhhh

nem aquele dia que descobriste que tinhas as calças rotas nas virilhas?

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