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na preocupação do país acerca de uma votação (essa coisa desnecessária) num dia de jogo de futebol (essa coisa absolutamente indispensável aos desígnios do país) que, em dia de eleição seja proibido:

a. os almoços de família de domingo.

demoram muito tempo e retiram a tónica do dever cívico;

 

b. a catequese.

a pessoa pensa em Deus em vez de pensar em ir votar.

 

c. a missa e, por consequência, casamentos, baptizados, funerais e/ou outro ajuntamento em função d'Ele.

ajuntamentos só à porta das urnas.

 

d. compras.

a ideia de democracia fica toldada pelo capitalismo de aquisição de cebolas e arroz para a semana.

 

e. aniversários.

soprar as velas, ficar mais velho, fazer festinhas leva ao esquecimento de ir botar a cruz. 

 

f. dormir até depois das sete e meia.

é preciso estar desperto para a tarefa.

 

entre tantas outras.

 

não se pode dizer que faça muita falta à escolha democrática a opinião daquele que não vai votar porque quer ir ao futebol, à praia, ao aniversário do irmão da amiga que é prima do cunhado, porque está a chover, porque está muito sol, porque vive a vinte minutos, porque tinha muita fila quando por lá passou. pois não?

pois não?

 

agora... só gostava de saber se serão os mesmos que enchem as caixas de comentários das cmtvs da vida a falar da podridão do mundo político que os governa!

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publicado às 11:01


7 comentários

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De Cristina a 14.09.2017 às 13:45

há mais razões para a abstenção.
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De M.J. a 14.09.2017 às 13:52

pois há.
e algumas - efetivamente - devem ser combatidas, como o desacreditar no sistema democrático é a primeira. é preciso incentivar deveres cívicos e demonstrar que o voto é um direito conquistado a ferros.
já combater a abstenção proibindo jogos de futebol no dia das eleições é atirar areia para os olhos dos verdadeiros motivos.

mas os verdadeiros motivos dão muito trabalho, não é?
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De Cristina M. a 14.09.2017 às 13:56

aquilo que dizes dever fazer-se, dever incentivar-se, teria, quanto a mim, como alvo primeiro a classe política e respetivos satélites não assumidos.
e claro que sim, são coisas que dão mesmo muito trabalho, ainda por cima sem retorno imediato.
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De Anónimo a 14.09.2017 às 17:16

O problema não é só esse, havendo jogos todas as equipas e respectivos funcionários e técnicos estão fora do local de voto, e além disso é por questões de segurança, de não existência de concentrações de pessoas, e de não existirem mais desacatos com o futebol e com a politica do que os que já existem. Além disso as forças de segurança nesse dia já tem mais que fazer do que ainda controlar os adeptos do futebol. O dia de eleições é o dia de maior democracia no país por isso há que ser respeitado.
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De Happy a 14.09.2017 às 22:32

Eu entendo o teu ponto de vista, mas vou dar-te um exemplo.
A minha modalidade que não é o futebol, mas outra bem mais pequena, a exemplo do futebol, também realiza eventos nos dias das eleições. Ora as equipas fazem por vezes 700 km para participar. E com eles, quando se trata de jovens, vem toda a família atrás. É um dia todo para as viagens e o evento. Multiplica isso pelas imensas modalidades, escalões e eventos regionais/nacionais que há no país e verás se é ou não significativo... pode ser. Até eu, quando vou para mais longe, se torna impossível ir votar. Porque não sendo acompanhante, depois do evento tenho relatórios, classificações etc para terminar, antes de voltar para casa.
E eu gostava muito de poder votar sempre!
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De M.J. a 18.09.2017 às 18:18

eu entendo mas não entendo. porque proibir competições desportivas em dia de eleições não chega. também há centenas de outras organizações. há bandas filarmónicas, escuteiros, catequeses, excursões de lazer. há concursos de música, festas de aniversário e viagens marcadas. a solução não é proibir que a vida aconteça. é moldar o sistema eleitoral de modo a que possas votar em qualquer lado do país. a obrigação de votar na zona de residência, num cartãozinho, contado à mão e anotado em papeluchos no fim é que não faz, nesta altura, sentido absolutamente nenhum.
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De Happy a 20.09.2017 às 07:59

Isso sim, é a minha opinião.
O meu filho por exemplo estar em Lisboa a estudar e ter de vir ao Algarve nesse fds para votar não faz sentido nenhum em pleno século XXI.
E quanto às actividades, tens razão, mas infelizmente, nesta altura, qualquer evento que implique uma deslocalização é uma ausência forçada.

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