Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




M.J. também opina

por M.J., em 11.07.17

1 - a carolina patrocínio mostrou uma foto da filha, de um ano, bronzeada. como ilustração da coisa os jornais usaram esta foto:

img_757x498$2017_07_10_15_07_22_647066 (1).jpg

se esta criança é branca e tem um ano, eu sou o martin luther king e em vez de ter trinta, tenho o sonho de ter 15.

 

2. o pessoal abespinhou-se todo porque o ronaldo alegadamente comprou dois ou três filhos.

diz grande parte do ruído que não é lógico nem moral comprar-se crianças, mesmo que o esperma seja dele, porque à partida recusa-se a mãe a um filho. ou dois. ou vá, três.

eu cá acho que se a maioria do pessoal tivesse feito os divórcios e as regulações de responsabilidades parentais que eu fiz, não só dava graças pela ausência de um progenitor, como percebia que dois pais, duas mães ou um de cada biologicamente não são nadinha importantes ao lado da presença funcional enquanto a criançada cresce.

não vale de nada ter um pai a mais, ou uma mãe em excesso quando, na maioria, só servem para destruir em vez de instruir.

ou acham que temos tantos adultos disfuncionais porquê?

(então e mulheres que têm filhos e não dizem quem são os pais? a permissa não é a mesma?)

 

3. os truques da imprensa portuguesa assumiram quem são as pessoas por trás da página, finalmente, depois de especulação cerrada.

um portista e um lisboeta, muito bem ambos os dois, com ligações políticas e futebolistas que levaram à insinuação da alegada isensão dos dois.

para mim, saber quem são não altera nada o conteúdo da página mas a maneira como se desenrolou a coisa é de uma ironia fantástica:

os truques da imprensa fizeram uma página que releva os truques da imprensa sendo que esta, por sua vez, revelou os truques dos truques.

não é bem?

 

4. o sobral falou em peido e o mundo abespinhou-se.

que o local não era indicado e que a frase soou de uma arrogância atroz disso não há dúvida. mas meus senhores: julgar toda uma personalidade musical por um peido não dado, transformando-o numa besta quadrada é exactamente igual a igualá-lo a herói por ganhar um festival de histerias.

tudo normal, portanto, nenhuma contradição.

em boa verdade o homem foi a personificação da fama sem o proveito: 

não peidou mas levou com as consequências como se tivesse intoxicado o país com o cheiro.

 

5. por falar nisso: o milhão e tal dos heróis portugueses já chegou às vítimas ou ainda está parado na casa santa da misericórdia à espera de ver o sol por trás dos tecidos que compõem aquelas coisas úteis nas calças?

 

contai-me: qual a vossa opinião acerca disto tudo?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:53


21 comentários

Imagem de perfil

De M.J. a 11.07.2017 às 16:37

entendo a parte do amoral que referes.
só não sei se a maioria entende. se a maioria dos pais e mães que ouvi e li criticar com esse argumento da "posse" percebe que tem atitudes idênticas que revelam o mesmo sentido de posse, sem a parte do dinheiro.
o que o difere a ele de muitos pais é que homem envolveu uma grande soma de dinheiro na concepção das crianças. mas o sentimento de posse vê-se diariamente e ainda com orgulho em pessoas que não têm esse dinheiro para gastar:
o filho é meu por isso educo-o como quiser.
o filho é meu por isso se eu não quiser que ele não esteja com os avós não está.
o filho é meu e o pai dele só lhe faz mal por isso eu não quero que ele o veja (e vice-versa).
o filho é meu e deve passar as férias comigo e não com a mãe.
o filho é "MEU", e eu é que sei se publico fotos dele no facebook/blog ou não e ninguém tem nada com isso.

o filho é meu. a maioria das pessoas faz isso, sem sentir mal algum, porque assume como natural.
o ronaldo só elevou esse sentimento de posse juntando massa que a maioria do pessoal não tem ;)
(com a diferença que ele tem dinheiro para comprar cinco psiquiatras para cada puto, se for preciso :D )
Imagem de perfil

De Gaffe a 11.07.2017 às 16:46

Sim.
Mas no caso do Ronaldo, talvez não tenha sido o sentimento de "posse" que o moveu.
Será que não foi o sentimento de "poder"? Foi fácil. Comprou três criaturas. Podia ter comprado três Porches, mas queria desta vez experimentar a paternidade de outros bens transaccionáveis.
Nada disto lhe tira a capacidade de ser um óptimo pai. Nada. Mas o início foi um bocadinho amoral.
Imagem de perfil

De M.J. a 11.07.2017 às 16:52

não tinha pensado nessa forma mas agora sou obrigada a concordar contigo.

raios. :D
Imagem de perfil

De Gaffe a 11.07.2017 às 17:01

O Gui disse umas coisitas acerca deste assunto.
:)

Comentar post



foto do autor