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o pessoal tem todo muito pouco que fazer para se abespinhar tanto por tão pouco.

 

qualquer dia, estou mesmo a ver, proíbem a compra de tachos, vestidos, bolas de futebol, jardineiras com suspensórios, calções vincados, berlindes, barbies e transformam o cor de rosa e o azul em branco, tudo na tentativa de mostrar, por a + b, que não há vaginas nem pilinhas mas um misto híbrido dos dois.

 

oh senhores!

compra quem quer!

a porto editora não é uma instituição pública! é privada e as suas linhas vão de encontro ao lucro! os livros faziam parte do programa escolar?

 

então e a indignação pelas mulheres que não são padres?

então e a indignação pelos homens que não têm útero?

então e a indignação pelos sutiãs só para mulheres?

então e a indignação pelos urinóis só para homens?

então e a indignação pela ausência de pelos no peito nas mamas avantajadas?

então e a indignação pela amamentação ser só feminina?

então e a indignação pela ausência de casual friday com vestidos para todos?

então e a indignação pela sic mulher?

então e a indignação de consultórios femininos?

então e a indignação da max men não ter homens despidos a fazer um movimento de ancas para termos uma girafa?

 

oh gente do catano!

 

#somostodoshermafroditasqueresver?

 

 

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oh vai ver ali:

publicado às 12:15


17 comentários

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De Olívia a 24.08.2017 às 12:23

Isto ainda é só uma amostra do que aí vem. Lá fora a "ideologia do género" está a ganhar terreno, não entendo como é que alguém pode afirmar que não deve existir feminino nem masculino, cada qual escolhe de acordo com o que achar melhor, quando achar melhor.
Para mim tanto se me dá. Todas as minhas filhas até agora tiveram a fase do cor de rosa, faz parte!
E o pior é que nas escolas está a deixar de haver casas de banho separadas, vai tudo ao molhe... ah... a liberdade...
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De Gorduchita a 24.08.2017 às 12:32

Não me choca que haja um rosa e um azul, que um diga para meninos e outro para meninas. Choca-me que tenham graus de dificuldade diferentes, se são para as mesmas idades! Isso é que está em causa, acima de tudo!
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De M.J. a 24.08.2017 às 12:35

a questão é: tinham mesmo?
não vi os livros mas segundo a editora os conteúdos variavam. o grau de dificuldade era o mesmo em exercicios diferentes. ora um aqui, ora outro ali.

e mesmo sendo diferentes a indignação que se viu era justificável se fizessem parte do programa escolar. caso contrário não me parece motivo para tanto esbracejar.

passou-se das ameaças de morte ao quadros para a porto editora :D
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De Violinista a 24.08.2017 às 13:01

Está bem, se por um lado tens razão e está-se a exagerar, por outro lado... não.

Não se fala na proibição da compra de bolinhas e tachos. Fala-se que se o menino quiser brincar às bonecas, ou se a menina quiser andar a rebolar na lama de calções azuis a chutar bolas, pode (porque os houve, porque os há).
São crianças. É ridículo andar com uma distinção tão vincada logo desde que nasce (a menina tem de ser cor-de-rosa e delicada, com princesinhas e fadinhas, e brinquinhos, e laços no cabelo, os meninos estão de azul e já podem escolher entre os padrões às riscas, estrelas, ondas, dinossauros...).
O mais gritante foi mostrar a diferença de dificuldade entre os exercícios. Aqui é complicado, porque a verdade é que também só vi o que mostraram no telejornal, e podem bem tê-los ido escolher a dedo para mostrar o ponto...

A verdade é que, sim, a editora quer lucro, e estamos numa sociedade que ainda compra daquilo, ainda impinge daquilo, e enquanto der dinheiro, dá. Eu sei perfeitamente que faço parte de uma minoria que nunca dará dinheiro suficiente para justificar uma mudança radical.
Mas eu sei, que se fosse eu, detestaria isso logo desde os seis anos. Ou provavelmente ficava com o livro dos meninos e que se lixasse a taça. O que eu sei é que não me vejo naquilo, nem percebo porque não se pode fazer um livro para crianças, só, independentemente de menino ou menina. Porra, quem leu Os Cinco e Enid Blyton cresceu com uma personagem que desafiava isso tudo (a Zé).
E isto tudo faz-me lembrar da polémica da Bic for her. É o mesmo estilo de coisa.

E existem homens com útero.
Eu diria que, neste momento, para quase tudo há uma luta, e não há uma mais importante ou mais válida que a outra.

É complicado. Mas não deixas de ter razão. Afinal, compra quem quer, é uma grande verdade.
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De Filipa a 24.08.2017 às 13:19

A questão das cores e ilustrações até pode ser irrelevante, como dizes compra quem quer.
Mas no que toca a dificuldade dos exercícios, e pelas imagens que vi são diferentes, para mim não é admissível que se ache que alguém é mais ou menos inteligente em função do género. Sejam adultos ou crianças de 4 anos.
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De O Coiso a 24.08.2017 às 14:29

Não concordo. Parece-me haver claramente uma gaffe por parte da Editora. Tanto que os livros foram retirados por isso mesmo. Mas não vi os livros e já se sabe como o jornalismo pode ser tendencioso, por isso não ateimo.
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De M.J. a 24.08.2017 às 17:51

a editora retirou os livros tal como eu retiraria num caso destes. se o objetivo é vender é bom acalmar quem faz muito barulho e dar a entender que se ouve quem compra.
fincar o pé não ia servir de nada mas não significa que seja uma gaffe.

a questão que me interessa nem é se foi cometida ou não mas sim o estado recomendar a uma empresa de direito privado que retire os livros que vão de encontro as suas linahs e estratégias comercias. ao fazer isso tem de fazer noutras coisas também (nos termos em que referi como resposta ao comentário da alexandra).
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De Sofia Marques a 24.08.2017 às 15:12

Acho esta indignação uma perda de tempo... E por mais que tente não a compreendo...
Li o comunicado da editora a dizer que os livros em geral tinham o mesmo grau de dificuldade logo qual é o problema de um exercício ser mais fácil nas meninas e se outro tipo de exercício ser mais fácil nos meninos? Comprem os dois livros assim todos/as os/as meninos/meninas fazem todos os exercícios iguais!!!

E cá para mim crianças dos 4 aos 6 anos (eram estas as idades não eram?) não deviam mesmo era ter livro de actividades. Deviam era andar a brincar. Quando entrarem mesmo na escola têm tempo para esses livrinhos de actividades... Pois, é verdade, não têm tempo pois aí já têm a escola e não podem trazer trabalhos para casa porque têm de brincar...

Um dia vamos chegar ao ponto de irmos a uma loja e só haver roupa unissexo!!! Haja paciência!!

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De Just_Smile a 24.08.2017 às 15:18

Isto já me faz lembrar a treta do cartão de cidadão que discriminava as mulheres... Cá eu não me sinto discriminada por coisas tão parvas...
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De Alexandra a 24.08.2017 às 16:53

Não concordo.
Vi imagens comparativas e há diferenças que não deveria haver nos dias de hoje. Se as páginas interiores fossem iguais, ainda ultrapassava o facto da diferença da capa que é logo um estereótipo desnecessário, parece-me (Se um menino quiser o livro cor de rosa, tem que ignorar que o livro é para meninas?). Para além do grau de dificuldade diferente, há uma nítida tendência para que as meninas tenham atividades dedicadas ao lar e os meninos à diversão. Exemplo: os meninos devem escolher imagens para construir um robot, as meninas devem escolher imagens para ajudar a mãe (porque não o pai!?) a fazer o jantar.
Acredito que este tipo de diferenças não é educativa mas "alimentadora" da sociedade machista que ainda temos.

Quanto aos teus "apelos a indignações várias", aprovo questão do acesso à função de padre pelas mulheres e talvez a da SIC Mulher, as outras todas estavas a brincar, não era? ;)
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De M.J. a 24.08.2017 às 17:48

estava a brincar em todas. e estava a sério em todas se quiserem assumir o assunto como sério.
porque a não ser que fosse obrigatório comprar tais livros por recomendação estatal a indignação gerada é uma piada.
não pode o estado a meter-se, num caso destes, nas políticas de venda de uma empresa porque, se assim for, o estado deve impedir a venda de roupa direcionada para géneros diferentes, a venda de brinquedos direcionada para géneros diferentes, a venda de qualquer coisa que tenha um público alvo diferenciado por géneros:
giletes de depilação femininas? nem pensar! os homens também se depilam!
toalhitas humidas para as mulheres? não! os homens também fazem cocó.
iogurtes com senhoras a apelar ao trânsito intestinal das outras senhoras? não! os homens também têm intestino.
revistas cor-de-rosa para senhoras? não! os homens também gostam de fofoquices.
e tanta mas tanta publicidade que tem claramente um público alvo especifico feminino.

se os livros são ridiculos? são! se os compraria para os meus filhos? não. qual a consequência para a editora? ninguém lhos comprar.
simples como isto.
andar aí em bandeira, oh i oh ai, é giro mas só como piada.
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De Alexandra a 24.08.2017 às 23:50

Concordo na parte da indignação exagerada, e a minha atitude também seria não comprar, mas é fácil indignar nos tempos que correm...
Eu até brinquei com situação, disse que as meninas tinham que ter exercícios mais fáceis para os fazerem rápido e terem tempo de aprender as tarefas domésticas. Não consigo ver nos exemplos que dás a mesma coisa que vejo em relação aos livros, não há discriminação nos teus exemplos. Não creio que a intenção da empresa fosse de facto discriminar, simplesmente se deixou cair em clichés do século passado e que devem, para o bem de todos, ser ultrapassados, por isso, ainda bem que foram retirados e espero que não voltem ou que voltem diferentes.
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De Quarentona a 24.08.2017 às 18:05

Sabes o que te digo, Émejota? Retirando o facto de o Estado ter aqui assumido um papel regulador na atividade comercial de uma entidade privada, porque acho que isso é o menos relevante para a questão, é o facto dos livrinhos tresandarem a Estado Novo, no tempo em que toda a rapariga casadoira recebia de presente o famoso "Manual da Boa Esposa"... é só e apenas isso.
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De Corvo a 28.08.2017 às 11:12

Por acaso não podia estar mais de acordo com a Alexandra e a Quarentona.
A primeira moderadamente, a segunda como verdadeira filha do norte deixa-se dos entretantos e vai logo para os finalmentes, como diria o saudoso Odorico Paraguaçu.
Se só metade do que se diz sobre os temas desses livros for verdade, é um retrocesso ao passado em que as meninas eram educadas para serem boas donas de casa e excelentes parideiras, e os meninos bons trabalhadores que o homem é que é o sustento da casa.

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De Sandra Wink.Wink a 25.08.2017 às 01:58

Com os erros de resolução no exercícios de Matemática já o pessoal não se importa, mas enfim.
Se tinha graus de dificuldade diferente, é mau, mesmo muito mau. Mas só compra quem quer e se os pais se preocupam em comprar livros destes, também se preocupam em abrir e ler antes de levar para casa, certo?
Concordo com a MJ, a editora só retirou para abafar o caso, até porque estamos em época de compra de livros e antes que os pais se voltem para a questão dos lóbis nos livros escolares.
O governo meter-se ao barulho acho péssimo. Então se um autor escrever um livro racista, cheio de estereótipos contra as mulheres e uma editora publicar? Vamos censurar?

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