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não há coincidências

por M.J., em 22.07.16

acredito na ideia de que nada acontece por acaso.

não no sentido idiota de que há um destino programado nas areias do mundo para cada um de nós, como se fossemos mais importantes do que pó, como que se houvesse a possibilidade de o nosso egocentrismo ser elevado ao expoente de um universo repleto de vida com um ser superior a decidir feitos e agruras mas no sentido de que o acaso é posto de lado com as nossas escolhas.

são as nossas escolhas, desde as mais pequenas às maiores, desde a escolha de partilhar uma vida ao momento em que vamos fazer xixi que decidem o acaso dos momentos seguintes. é a nossa decisão de optar pelas curvas ou pelas rectas, pelo mais tortuoso ou pelos atalhos que comandam cada pedaço do que somos e do que nos acontece.

ter a ingenuidade obtusa de que cada pedaço de nós está reservado em  livro, já decidido na esfera dos acontecimentos é ridículo. é ingénuo e desresponsabilizante dos actos que decidimos.

foram integralmente as nossas escolhas que nos trouxeram ao dia de hoje.

apenas não escolhemos o útero em que fomos criados.

a partir daí não há culpas ao mundo.

só a nós.

 

não há coincidências. há decisões que podem ser coincidentes. 

amém.

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publicado às 11:30


11 comentários

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De marrocoseodestino a 22.07.2016 às 12:58

Caraças, puseste-me a pensar. Então eu que há muito acreditava no destino agora dou por mim a achar que estás certa?
Raio, detesto não ter razão!
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De M.J. a 22.07.2016 às 13:01

a construção do destino faz-nos sentir confortáveis com a vida. acreditar que não havia nada que pudessemos fazer porque já estava traçado é uma defesa do ego e de desresponsabilização do que somos.
não acredito na nossa superior importância, de tal forma, que alguém decidiu por nós.
somos nós, meros mortais, que decidimos o acaso.
mesmo nem sabendo disso.
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De Gaffe a 22.07.2016 às 13:17

Devia ser possível "favoritar" este teu comentário.
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De M.J. a 22.07.2016 às 14:22

oh... há sempre um facebook ali ao lado onde é possível :)
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De Maria das Palavras a 22.07.2016 às 13:49

Aspas aspas. Tal e qual.
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De Tea a 22.07.2016 às 13:53

As nossas escolhas são preponderantes e acho que são o que mais influenciam a nossa vida. Mas inevitavelmente somos influenciados pelas escolhas dos outros. Não há como não ser permeável às escolhas dos outros. Acho que depois nos cabe decidir até que ponto queremos ser influenciados.
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De M.J. a 22.07.2016 às 14:23

sem dúvida. mas em última instância a escolha (condicionada, que fique bem claro) é sempre nossa.
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De Maria a 22.07.2016 às 14:35

Aquilo a que se chama o livre arbitrio....mas que demasiadas vezes, por necessidade de alivio ou por ausência do sentido de responsabilidade, as pessoas se esquecem!!!!
É mais fácil dizer "...tinha de ser assim....já estava destinado...."!!!
Mas, onde e onde fica a nossa quota parte de responsabilidade????
:) :) :)
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De M.J. a 22.07.2016 às 15:00

não fica.
é tão dificil assumirmos que o exato ponto de vida onde estamos foi totalmente condicionado pela nossa opção. que cada decisão nossa se enquadra num milhão delas até nos trazer até agora...
é tão mais fácil achar que não poderíamos fazer nada para evitar chegarmos onde chegamos (sobretudo se for um mau lugar. se for bom já preferimos acreditar que foi devido ao nosso esforço ;) )
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De p a 22.07.2016 às 16:04

Há livre arbítrio. Há Escolhas (determinadas pelo tempo, espaço e circunstâncias pessoais) e para cada uma delas há consequências (boas ou más também dependendo do tempo espaço e circunstâncias pessoais).
O pior é que as pessoas decidem (como querem, bem entendido) e quando não gostam das consequências culpam o destino! É a mania de arranjar sempre um culpado, nem que seja a entidade destino.
Já aceitar as consequências de uma escolha consciente tá quieto...

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