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recolha de opinião

por M.J., em 21.09.15

há alguma justificação que se possa considerar licita quando um dos parceiros (marido e mulher/unidos/namorados) deixa o outro por o triste estar doente?

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publicado às 08:45


25 comentários

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De Magda L Pais a 21.09.2015 às 08:55

estupidez natural?
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De M.J. a 21.09.2015 às 10:56

segundo o moço: é legítimo continuar a partilhar a vida com uma pessoa que fica completamente diferente do alguém com quem se decidiu partilha-la? e se, por exemplo, a doença a/o torna completamente insuportável?

(na minha última relação o meu suposto "namorado" deixou-me quando eu estava no mais fundo da depressão. muito dos meus amigos acharam que ele tinha razão.)
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De Magda L Pais a 21.09.2015 às 11:04

mas não é suposto amar o outro na saude e na doença?
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De M.J. a 21.09.2015 às 11:30

é.
ou pelo menos é nisso que acredito.
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De Maria Alfacinha a 21.09.2015 às 09:52

Maldade. Já me aconteceu.
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De M.J. a 21.09.2015 às 10:56

a mim também.

e os teus amigos? ficaram do teu ou do lado dele?
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De Maria Alfacinha a 21.09.2015 às 10:59

Do dele.
Mas eu nunca contei o que tinha acontecido, por isso não sei como teriam reagido.
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De M.J. a 21.09.2015 às 11:30

engraçado. os meus ficaram do dele também. os meus. que me conheciam há anos. que me viram ser feliz e ir caindo nas garras da doença. sentiram necessidade de o desculpar.
ainda hoje me pergunto se teriam razão.
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De Sarabudja a 21.09.2015 às 10:23

Xiiiii... tu és "confusenta".

Vamos a um suponhamos.
Enamoras-te por um bacano bem humorado, inteligente, bom caracter e bonito. O gajo fica careca por causa do sistema nervoso. Deixas? Não. Ora que o aspecto não é a pessoa.
Enamoras-te pelo mesmo moço, mas vai que o destino o torna um estupor por causa de um tumor no cérebro. Ficas com ele porque sim, porque és a santa casa, porque tens medo do que a sociedade possa pensar, porque descontas todos os pecados da adolescência? Sujeitas a tua qualidade de vida por uma pessoa que nem conheces.
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De M.J. a 21.09.2015 às 10:57

estamos no suponhamos de alguém que te enamoras e com quem decides partilhar a vida ou com quem decides partilhar umas quecas ocasionais (ou quêcas, depende da chiqueza).
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De Sarabudja a 21.09.2015 às 11:21

Um suponhamos de um casamento com anos, filhos e coisas assim. E um dia a seguir ao outro percebes que aquele homem por quem te enamoraste se degrada e te degrada. Que a doença faz dele má pessoa. Não o (re)conheces, portanto.
O não manter a relação não significa não cuidar dele. Não estar presente na vida daquela pessoa com quem se Viveu e construiu toda uma estrutura.

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De M.J. a 21.09.2015 às 11:28

uma opinião diferente por parte de alguém inteligente: ótimo. não suporto jogar xadrez com pombos.
então vamos lá: o casamento, a união, a decisão de partilha de vida não pressupõe o bom e o mau? o mau não é o muito mau? que tipo de amor é o que se nutre por alguém que quando, sem responsabilidade (estamos no suponhamos do tumor) fica doente e se altera? não estamos a falar de uma situação ad eternum. a pessoa ou melhora ou morre. o amor por alguém com quem decidimos partilhar o que somos desvanecesse-se assim, por uma doença? não é ser a santa casa. é estar lá quando a outra pessoa precisa.
se for um filho? já não?
é que aquela pessoa não é alguém que não conhecemos, que não nos diz nada. é família. é o outro pilar da vida que decidimos construir. é bom suficiente para ser pai/mãe dos filhos que colocamos no mundo mas não nos é nada quando fica doente?
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De Sarabudja a 21.09.2015 às 12:06

Conheço uma situação, bem perto de mim. A pessoa doente transformou-se num violento senhor que para além dos disparates, que não matam, mas moem, chegou a usar o punho.
Não é descartar quem se ama, é afastar quem já não sabe quem é. Há instituições óptimas, horas de visitas que se podem estender, há profissionais preparados para lidar com esta situação.
E se for um filho? Eu costumo dizer que gosto muito do pai dos meus filhos, tanto tanto que decidi deixa-lo entrar na minha vida, mas os meus filhos são muito mais. São muito meus, jamais deixarão de o ser, ainda que a vida lhes roube algumas caracteristicas e acrescente outras que os tornem menos boas pessoas. E sim, também admito recorrer a profissionais especializados para me ajudarem a cuidar.
No entanto não vou desvincular-me dos meus filhos afectivamente (acho eu), mesmo que mudem tanto que não pareçam os que ajudei a crescer.

Eu não digo que és confusenta?!

E sabes, eu não acredito em casamentos. Eu acredito muito no amor. Desse sem contrato ou juras a um deus que não sei onde mora, onde trabalha, se trabalha.
O pai dos meus filhos é parte da minha vida, seja em que circunstância for. Será sempre o pai dos meninos, mas não posso garantir que será para sempre o meu namorado. O para sempre fica tão longe dos meus olhos, será que também fica longe do que sinto?
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De M.J. a 21.09.2015 às 12:18

certo. entendo e concordo a primeira parte. se a pessoa se torna violenta, louca, se se torna uma desconhecida assumo recorrer a uma instituição. sobretudo se a situação for irreversível. aliás, creio até, tendo em conta os meus fundamentalismos e provincianismos, apenas se a situação for irreversível.

quanto aos filhos não posso opinar. não posso opinar o que cada um sente. ninguém pode decidir o que a outra pessoa deve ou não sentir. mas olhando para o que sou, para o que quero ser, não quero dizer (eu, no meu caso) que os filhos estão primeiro que a relação com a pessoa que escolhi para partilhar a vida. os filhos não são meus como ninguém é de ninguém. os filhos são pessoas. apenas e só com quem se tem uma ligação mais forte. mas não serão meus. e não quero (sei que vou cuspir estas palavras um dia, que as putas das hormonas não perdoam ninguém) pô-los acima da pessoa que escolhi ser o meu pilar e de quem espero ser o pilar.

quanto ao casamento: eu acredito que casamento é sinónimo de amor. se há quem se case por outros motivos? cada um sabe de si. mas no meu caso, nas minhas crenças, casamento é tão só a celebração do amor que sinto por alguém. amor que está taco a taco com o amor que sinto por mim própria. não são juras. não são promessas. são valores em que assento aquilo em que sinto.

oh tão giro, a gente a falar.
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De Cinisga a 21.09.2015 às 11:29

Pouco depois dos 40 a minha mãe ficou doente, a parte esquerda ficou paralisada e assim continua há muitos anos... quando tudo acalmou o meu pai entrou em depressão profunda... hoje, e depois de todos os problemas, resolvidos, ainda estão juntos... acho que ele nunca pôs a hipotese de a deixar em algum momento. Lembro-me, sim, de o ver chorar, por a 1ª vez, pensando que a minha mãe o podia deixar da pior forma possível, o que para bem de todos, não aconteceu! :)
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De M.J. a 21.09.2015 às 11:32

amor profundo é isso. sólido. no qual eu acho que é o único que vale a pena investir.
fico muito feliz por saber que existem pessoas que conseguem realmente amar.
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De Cinisga a 21.09.2015 às 11:36

Amor e respeito acima de tudo. Aprendi isso com eles. Devia era agora praticar ;)
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De Cinisga a 21.09.2015 às 11:30

Acho até que o amor é mesmo isto....
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De M.J. a 21.09.2015 às 11:32

eu também acho.
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De Cinisga a 21.09.2015 às 11:31

Acho até que o amor é mesmo isto... (publiquei o outro comentário sem terminar) na saúde e na doença... e eu que nem acredito mt nestas coisas do "amor", tenho até bons exemplos!
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De M.J. a 21.09.2015 às 11:33

tens excelentes exemplos.
(publiquei antes de perceber que ias publicar outro).
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De Cris a 21.09.2015 às 22:11

fraqueza de espírito? Falta de amor?
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De M.J. a 22.09.2015 às 12:38

um pouco das duas sim. sobretudo egoísmo e maldade.
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De Corvo a 22.09.2015 às 19:07

Cara MJ. Os homens amam as mulheres. Adoram-nas!... À condição de nunca estarem doentes!
Sabe porquê? Porque mulher doente normalmente é sinônimo de indisponibilidade.
E os grandes amores dos homens, mesmo aqueles considerados intemporais que espoletam guerras e liquidam nações, resume-se tudo simplesmente ao sexo.
Amo-te mas não estejas doente nem indisponível.
É isso...quase sempre.
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De M.J. a 23.09.2015 às 10:21

tenho tendência a concordar com essas palavras. não querendo generalizar, ao que vou vendo, é de facto assim.

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