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se amanhã fosse o último dia

por M.J., em 06.03.17

e depois não houvesse mais, nem ser nem pensar nem ver nem sentir...

...tirando o óbvio cliché de "não ver crescer os meus filhos/não voltar a sentir quem amo" do que sentiriam falta da vida que levam?

 

em tudo o que são e pensam e vêem e sentem nos dias...

... o que lamentariam por perder?

que momentinho vos daria a amargura - mais do que todos - por não viverem mais?

 

 

sempre que chego à conclusão que não sei é que percebo quão estupidificante é a minha vida.

e no quão pequenita e banalzita me tornei

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publicado às 13:00


34 comentários

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De RC a 06.03.2017 às 13:21

Mas se quem acaba sou eu como é possível sentir falta? Nop, para mim está pergunta não faz sentido, não há sentir no nada.
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De M.J. a 06.03.2017 às 13:25

claro que é.

é possível sentir saudade do que nunca vivemos e é possível sentir falta do que ainda temos mas que sabemos deixar de ter num curto prazo de tempo.

em boa verdade é possível sentir tudo.
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De Inês a 06.03.2017 às 13:35

Sem dúvida nenhuma que, quando penso nisso, sinto falta do que ainda não tenho. Por isso posso dizer que sentiria falta do que ainda quero fazer.
Beijinhos
Inês
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De M.J. a 06.03.2017 às 15:06

e o que ainda queres fazer?
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De Magda L Pais a 06.03.2017 às 15:01

Depois de ler o último livro que li, e por várias razões (que sabes), tenho pensado nisto mesmo... e até tenho um post pensado sobre isso. Do que sentiria mais falta, para além das pessoas? de rir. De ler. Dos meus livros.
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De M.J. a 06.03.2017 às 15:06

é interessante. acabas sempre por sentir falta das pessoas, em última instância, porque os livros são reflexo delas.
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De Magda L Pais a 06.03.2017 às 15:10

sim, as pessoas que riem, que leem, que escrevem.
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De M.J. a 06.03.2017 às 15:12

invejo-te. não creio que fosse das pessoas que mais falta sentiria.
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De M.J. a 06.03.2017 às 15:20

do que poderia ter feito e não fiz. e do que poderia ter sentido e não senti. do que poderia ter sido e não fui.
o que, na verdade, já sinto.

sou uma eterna insatisfeita e avalio tudo o que vou sendo e fazendo e sentindo com a amargura de que não é metade do que deveria ser.
ou isso, ou é falta de alcool ;)
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De Gaffe a 06.03.2017 às 15:01

Creio que vai oscilando em cada dia que passa.
Se fosso hoje o derradeiro dia, por exemplo, sei que sentiria a falta da cor dos áceres no Outono de me sentar no banco do jardim a olhar a água e as carpas.
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De M.J. a 06.03.2017 às 15:08

bucólico. dessa forma eu sentiria falta do chá, de pão quente e da fofura dos lençóis, com cheiro a jasmim deste amaciador.
coisas tão... pequenas, não são?
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De Gaffe a 06.03.2017 às 15:24

São as essenciais.
:)
São raríssimas as coisas que valem mais do que isto.
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De Anónimo a 06.03.2017 às 15:21

Não me parece uma pessoa pequena e muito menos banal mas só a conheço através do blog. De qualquer forma, penso cada vez com mais intensidade que a normalidade é uma qualidade e é muito subvalorizada. Ser normal é bom! A sua vida será seguramente menos estupidificante do que tantas outras e o que leio revela profundidade e um bom caráter. Banal? Não me parece... :)
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:19

obrigada anónimo.
é muito simpático da sua parte :)
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De Inês a 06.03.2017 às 15:52

Tão pequenas e tão reais. Mas mais do que isso sentiria a falta das coisas que ainda não fiz e quero muito. Algumas dependem de mim, outras dependem de terceiros e muitas dependem da vida (ou da sorte se preferires). Viajar. Dentro e fora. Voltar a alguns sítios cujas memórias me são tão queridas. Trabalhar com animais, em vez de papéis. Ter netos. E tantas outras coisas. Podem dizer que isto serão coisas mais ou menos banais. Se calhar eu própria pensava assim há uns anos atrás. No entanto, as voltas da vida, ensinam-nos que o que nos parece normal, e até banal, passa a ser uma coisa especial, quando não temos acesso a elas. E é isso que se passa comigo.
Por isso continuo a dizer, mais do que sentir falta do que tenho, sentiria falta do que não fiz, do que não senti, do que não vi.
Beijinhos
Inês
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:20

somos já bastantes a sentir assim ;)
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De Quarentona a 06.03.2017 às 16:30

Tu és tudo menos banal, capisce?
Agora, deixaste-me a pensar... (não é uma pessoa banal que me põe a pensar, estás a ver?), acho que iria sentir falta de tudo o que não tive, que não vivi, que não senti, que não experimentei, sim, acho que é isto!
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:20

pois, é como eu.
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De Fátima a 06.03.2017 às 16:49

Hoje não é um bom dia para responder a essa pergunta.

De todo.
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:20

e porquê?

hoje já é?
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De Fátima Bento a 08.03.2017 às 11:37

No dia em que escrevi aquele comentário, a minha resposta seria: de nada. Não sentiria falta de nada.

Mas, claro, deixaste-me a pensar. E a verdade é que ia sentir falta de conduzir, logo, do meu Rocinte (a relinchar desde 1993), e das minhas gatas. Máis nada, por muito que goste do meu marido e dos meus filhos, e dos meus livros, e essas coisas.

De resto, respostas tipo 'ia ter vontade de tudo o que podia/devia ter sido', não são respostas (no meu caso) e já me consumiram umas horas de psicanálise para lá chegar.

Poderia arriscar 'do que ainda não fiz', mas aí é simples (ahahahah, é lá simples!!!) vai e faz.
A minha (e não apenas a minha mas só posso contextualizar esta) vida é um campo minado. A gente até lhe vê o portão fazemos um sorriso e pensamos estamos quase lá, e logo em seguida ouvimos um click de nos gelar os ossos. O fato protetor só protege até certo ponto, A minha esperança é chegar à saída antes do fato descambar.
Aí, tenho a erteza, vou começar a construir aquilo de que sentiria falta se hoje fosse mesmo o último dia.
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De A Caracol a 06.03.2017 às 17:00

Falta do mundo, no geral. De dar a volta ao mundo, de não correr a ansiada prova que me propus (yep, sou um bocado estranha), de conhecer tão pouco de pessoas que há tão pouco tempo cruzaram caminhos com os meus, dos textos que pairam nos rascunhos, à espera do dia em que serão terminados... De gargalhadas, de abraços, de sorrisos. E lágrimas também. E de dizer palavrões. Ou escrever, neste caso. Muita coisa, agora que penso nisso...
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:20

que coisa tão feia, escrever palavrões!
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De Olívia a 07.03.2017 às 09:03

Se acredito que o amor é para sempre, que é a única coisa que fica. Então não sentirei falta de nada.
Levo tudo o que importa!
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De M.J. a 08.03.2017 às 11:21

a questão é essa: não se leva. nada se leva porque nada resta depois da morte a não ser o nada antes da vida.
pode ficar amor em que permanece mas nós nada levamos porque nada seremos.

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