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voltei

por M.J., em 29.09.14

a ler "aparição".

 

e é como se alguém pegasse nas palavras que eu não consigo dizer mas que me queimam a alma e as juntasse todas, na porra de um livro amarelo. 

 

"Não escrevo para ninguém, talvez, talvez: e escreverei sequer para mim? O que me arrasta ao longo destas noites, que, tal como esse outrora de que falo, se aquietam já em deserto, o que me excita a escrever é o desejo de me esclarecer na posse disto que conto, o desejo de perseguir o alarme que me violentou e ver-me através dele e vê-lo de novo em mim, revelá-lo na própria posse, que é recuperá-lo pela evidência da arte. Escrevo para ser, escrevo para segurar nas minhas mãos inábeis o que fulgurou e morreu."

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publicado às 11:18