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que queira partilhar a experiência?

tendo em conta o meu historial emocional - que nunca escondi - e o quadro depressivo anterior, a médica insistiu - com bastante convicção - na necessidade de fazer já umas consultas com terapeuta, no objetivo de evitar possível quadro de depressão pós parto.

concordei.

tudo o que aí vem se mostra aterrador na minha cabeça e não quero ser um fardo em vez de um porto seguro para os dois.

além disso, as lembranças que tenho da vaga de nevoeiro que foi a minha vida nessas alturas, da angústia e do terror cinzento estão ainda demasiado tatuadas na alma, para querer passar por tudo, outra vez, sem fazer o que esteja ao meu alcance para o evitar.

 

e também por isso gostava de saber - caso alguém tenha passado por tal situação e queira compartilhar, evidentemente - quais os sinais a que devo estar atenta, o que fizeram, como ultrapassaram e tudo o mais.

alguém?

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publicado às 16:44


5 comentários

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De Há luz da pena a 14.11.2018 às 17:03

Quanto a mim já fui uma mãe aos 39 anos. Durante a minha gravidez passei por - não tinha médica de família - "aventurei-me" devido ao meu problema de infância de ser mãe - de um dia ir ao médico por causa do papel da receita médica ou de uma credencial, calhando num dia de greve (que eu não sabia) e ver uma médica com um sobretudo a esconder a cara para eu não a conhecer - Um dia ir a uma consulta e nesse dia o bebé estava espetado para a frente e ela a perguntar se eu estava grávida - fim. Com isto lhe digo que depois do parto tive ali vai não vai mas resolvi dizer a mim mesma que não. Cheguei até aqui e tinha nos meus braços o que mais queria e por isso dediquei-me a ele de alma e coração. Prendas só para ele mas que "nos" dá muito jeito. Bjs
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De blogdocaixote a 15.11.2018 às 23:46

Durante a gravidez nunca senti nenhum receio (tirando os normais, de todas as mulheres que vão ser mães pela primeira vez). Mas esses medos que sentes agora, o terror, especialmente a partir das cinco da tarde, foram a minha "companhia" no pós parto, durante uma boa parte dos primeiros dois/três meses. Sentia que trazia comigo o peso do mundo (era avassalador e pensei muitas vezes que queria morrer para deixar de o sentir), talvez por causa do peso da responsabilidade que sentia perante a miúda. O que me ajudou? Primeiro, o suporte emocional dado pelo marido e pai da criança. Para mim foi fundamental uma boa rede de apoio (família mais chegada, bons amigos...)
Depois, com a passagem dos dias, com o meu corpo habituado ao facto de não dormir, acho que fui assumindo que era capaz de ser uma mãe minimamente competente.
Mas eu não tinha um historial de depressão. O que efetivamente me ajudou foi a passagem do tempo e não algo que eu tivesse feito. Parece-me importante estares a prever o que pode vir a acontecer e procurares forma de "sobreviver". Há literatura sobre a depressão pós parto, com testemunhos que te podem ajudar. Dependendo do hospital onde a criança vai nascer, podes ter acesso a apoio psicológico no pós parto. (Os livros baby blues também podem dar uma ajudinha). Gostava muito de ajudar mais... mas não tenho mais para partilhar que possa da facto ser importante.
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De Pequeno caso sério a 16.11.2018 às 01:04

Sim. Calhou - me essa grande merda.

Foi difícil de diagnosticar dado que sempre achei que isso eram coisas de quem não tinha nada que fazer. Acho que foi castigo e bateu - me à porta.

O corpo esventrado.
O choro o persistente da miúda.
O "faz assim".
A falta de descanso.
As putas das hormonas.
A vontade de chorar numa altura que devia ser a mais feliz da minha vida.
Olhar para a miúda e achar que ela não gostava de mim.
...

A lista foi longa. E dura. Demasiadamente dura.
A cabeça não aguentou e foi difícil. Muito difícil.

Os fármacos ajudaram mas como sempre fui contra a toma seja do que for acho que acabei por recuperar mais depressa.

Os dias foram passando e o amor por aquele ser tornou - se maior que tudo o resto.
Acho que nascemos as duas naqueles dias. Ela, nasceu para o mundo. Eu, reaprendi a viver rodeada por um amor sem paralelo. Verdadeiro. Único.Nosso.


Não tenhas dúvidas .Esse bebé fará de ti muito maior do que julgas ser. E nada, absolutamente nada, será impossível de venceres. Confia. Vai tudo correr bem.
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De Fernanda Dias a 19.11.2018 às 10:19

imagina eu, deprimida compulsiva desde os 15 anos de idade, não tive depressão pós parto! Acho que foram as únicas alturas na minha vida em que não me senti com depressão! Cansada, sim. Dorida, sim. Acusando o peso da responsabilidade para com outro ser, sim.Receosa de não saber fazer bem, sim. Mas "só" isso. Descansa a tua alma, que tudo vai correr bem, muito bem! Porque tu, e ele, e o "moço", merecem ! Beijos muitos....
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De Mia a 20.11.2018 às 12:12

Foi no meu segundo parto, horas depois bateu-me como um martelo na cabeça, chorava que nem uma desalmada, não sabia porque, eu estava bem fisicamente, a miúda também, mas eu chorava. Da mesma maneira que chegou, foi-se… acho que o acompanhamento no hospital foi determinante...não me diziam que estava tudo bem, diziam para chorar, se era isso que sentia.

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