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banalidades

por M.J., em 07.09.16

“Se te queres matar, porque não te queres matar?

Ah! Aproveita! que eu, que tanto amo a morte e

[a vida,

se ousasse matar-me, também me mataria…

Ah, se ousares, ousa!

(…)

Encara-te a frio e encara a frio o que somos…

Se queres matar-te, mata-te…

Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!…

Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera

[as seivas e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?

Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.

Não vês que não tens importância absolutamente

[nenhuma?”

 

Álvaro de Campos

publicado às 09:30



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e agora dá aqui uma olhada