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Banalidades

por M.J., em 07.10.16

Desisti do dia e fechei o mundo durante a tarde. Desmarquei compromissos e dormi na escuridão do quarto rogando pragas à vida. Não sonhei. Acordei às três e meia com uma sensação de entorpecimento e voltei a dormir. O cão do vizinho ressuscitou e latiu nos meus pesadelos. Voltei a acordar uma hora depois. Tinha chamadas e mensagens no telemóvel mas preciso incrivelmente, às vezes, de fugir de pessoas. A minha dose de contacto humano é pequena e fico altamente frustrada em contacto mais frequente, como nos últimos tempos: Doem-me os olhos de tanto revirar e sinto uma vontade absurda de me esbofetear por este incrível mau feitio.

Levantei já passava das cinco. Fervi água num fervedor velho de tempos antigos. Juntei cevada e mexi, o metal da colher no metal do fervedor. Adocei com açúcar que um dia não são dias e sentei na varanda. Cheira a passado pela casa. Pondero fazer marmelada com marmelos que não são da avó, e a qual não vou comer, só pela alquimia de ver ferver açúcar, sentir cheiros e viver memórias. Para lembrar, sobretudo, que viver não é perder tempo.

oh vai ver ali:

publicado às 17:31


2 comentários

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De Olívia a 08.10.2016 às 09:00

Se for para ajudar, podes fazer a marmelada!
(nós comemos)
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De Inês a 10.10.2016 às 11:17

Só o tempo que tem que se estar a mexer a marmelada, é uma boa terapia.
Beijinhos
Inês

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e agora dá aqui uma olhada