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banalidades

por M.J., em 06.06.16

não me dou bem com alterações hormonais.

transformo-me numa espécie de vulcão emocional, numa espécie depressiva que consegue cuspir lágrimas com a mesma dimensão que um miúdo de dois anos consegue cuspir ranho. 

não é, de todo, bonito.

passei parte do sábado enrolada num cobertor, janelas fechadas, estores corridos, enrolada numa manta como quem se agarra a uma bóia a ver toda e qualquer nojice que passasse na tv. não me lembro de nadinha do que vi mas mais um bocadinho e tinha encharcado o sofá de maneiras que lá se ia mais dinheiro para comprar outro.

uma tragédia.

penso agora se não vivêssemos já juntos há três anos e o rapaz, duas ou três semanas do casamento me visse neste estado, uma verdadeira catástrofe de dor, ou se divorciava ou ia comprar tabaco.

é que sejamos sinceros, tirando isso não vejo mais o que poderia o homem fazer.

estou a abarrotar de trabalho. choveu de noite e esta manhã, enquanto tomava o pequeno almoço, enjoada da quantidade abismal de comida que consegui transformar em cocó durante o fim de semana, deixei entrar o ar fresco portas dentro.

os cedros mantêm-se erguidos numa dignidade solene de quem não perde, como as vizinhas do fundo, algodão pelos ramos. as jardineiras secaram, creio que irremediavelmente, na semana de férias, abandonadas a uma sorte inferior. e descobri ontem, que as roseiras têm piolhos.

piolhos.

nas roseiras.

sinceramente. só faltam os brincos de princesa meterem-se na droga.

 

alguém sabe deste senhor?

tenho saudades, mesmo sem admitir, dos dias em que fazia a banda sonora da minha vida. 

oh vai ver ali:

publicado às 10:00


4 comentários

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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 06.06.2016 às 10:33

As melhoras. ( gosto tanto de Manuel Cruz, fui ver foge foge bandido ao vivo e foi fantástico)
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De A Caracol a 06.06.2016 às 10:36

Gosto tanto, tanto, do Miguel Cruz. Das minhas preferidas dele.
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De Mula a 06.06.2016 às 14:23

O teu marido tem uma obrigação moral e civil, ou não tivesse ele ouvido o "na saúde e na doença" por isso, se saísse para comprar tabaco a obrigação era voltar para fumarem os dois.

Quanto ao Manuel Cruz, ele tem uma gráfica "perto de mim", mas infelizmente nunca o vi, mas pelo que dizem está bastante presente... Deve ser por isso que lhe sobra tão pouco tempo para fazer o que ele faz melhor: cantar.
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De Mula a 06.06.2016 às 14:27

Aliás correcção: Não uma gráfica, mas um gabinete de artes gráficas. Pelo que sei faz ilustrações.

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e agora dá aqui uma olhada