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banalidades

por M.J., em 17.08.16

acordou tão cinzento que poderia ser inverno. espero que chova para fazer chá, enrolar-me numa manta e esperar o passar do dia mas está quente e uma cigarra - ou outro insecto "cantador" - enaltece a voz ao sol ausente.

estamos ainda no verão.

dormi muito e mal. acordei tão tarde que poderia já ser outono e tomei o pequeno almoço a ver a rua em frente deserta, os cedros erguidos numa folhagem verde morta e a cigarra a zunir. li as notícias de relance. no tempo de afonso da maia tomava-se o almoço a ler os jornais, eu uso o tablet.

um atleta olímpico, francês, desatou em lágrimas pelas vaias da multidão brasileira. triste. no salto à vara não há, por norma, os atritos do futebol. os atletas passam despercebidos pela turba até a mesma turba perceber que o seu país pode ganhar uma medalha de ouro e desatar a assobiar, qual espanhóis ao cristiano ronaldo, achando que até num desporto tão inócuo, em que pénis podem travar um salto (inteirem-se das notícias) vale a pena despejar frustrações.

lamentável.

receber tão mal convidados em casa, vaiando-os mesmo quando quem queriam ganhou o ouro, em pleno recebimento de medalhas é só demonstrador do que se é na essência.

e a cigarra continua a cantar.

oh vai ver ali:

publicado às 12:12



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e agora dá aqui uma olhada