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banalidades - para ti

por M.J., em 09.06.16

parei o que estava a fazer. há coisas espalhadas pela casa e prazos a cumprir. picuinhices que tenho de acabar e uma máquina de roupa para estender que, pelintra e sovina, não acredito em máquina de secar no verão.

pobretanas até nisso.

recebi o que me enviaste. parei a meio de algo importante com a campainha do carteiro, já nos conhecemos, tratamo-nos por tu, tendo em conta a quantidade de vezes que aqui passa, e abri o que me enviaste. ainda antes de perceber o que lá estava li as tuas palavras, escritas pelo punho, por uma caneta que nunca pegarei mas que veio até mim.

sou uma pirosa.

estás então desse lado e não entendo, nas porcarias que descarrego neste antro, como podes admirar-me de uma forma sem sentido. repara que escrevo unicamente para ti, aqui, agora. não assumo que seja como me vês e ainda assim há qualquer coisa de muito sentido nas cores com que rodeias o que sou.

não verti uma lágrima pela moldura ou pelas pessoas que sorriem nela. mas li, com emoção, cada palavra e imaginei cada sentimento. 

não sou como me vês mas fico sentimentalona por alguém me ver assim. sou muito menos do que dizes que sou mas fico encantada por transparecer isso. sou muito mais pequena do que decides mas há uma grandeza enorme na possibilidade de te tocar dessa forma.

obrigado.

até logo.

é sempre até logo.

 

"Escuta, ouve é contigo. É para ti que escrevo outra vez, como num regresso a casa há muito esperado. Como que se tivesses ficado sempre aí à minha espera enquanto me fui perdendo na tentativa de me perder esquecendo.

Escuta é contigo."

 

oh vai ver ali:

publicado às 12:32


1 comentário

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De (des)Esperança a 09.06.2016 às 13:30

estou sem palavras....

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e agora dá aqui uma olhada