Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




duplos padrões.

por M.J., em 22.04.16

dá-me sempre uns arrepios quando leio pessoal transcrever ipsis verbis acontecimentos passados com o público com que contacta no seu ambiente profissional.

mesmo quando não lhes dão nome.

 

aposto que se me vissem contar a história do fulano que abandonou fulana, com o filho às costas, contando pormenores que vos identificavam, mesmo sem pôr o vosso nome não iam achar piada nenhuma.

qual é a diferença de uma loja?

 

ele há coisas que sinceramente...

 

(ou um professor contar um drama gigante de um dos vossos filhos de maneiras que o reconhessem. mesmo que mais ninguém o fizesse.

ai então é que era!)

oh vai ver ali:

publicado às 11:00


4 comentários

Imagem de perfil

De ana a 22.04.2016 às 14:10

Conto imensas situações do que se passa no meu local de trabalho, no blog. Quase sempre de forma bastante generalista, mas também já falei de situações específicas. Não acho que o cliente retratado no(s) texto(s) tenho vindo ao meu blog e se tenha identificado. O que é pena! Podia ser que abrisse os olhos e visse o quão mal educado e ridículo é!
Sinceramente, não me causa grande estranheza que se fale de situações que aconteceram no local de trabalho, parece-me bastante normal. Claro que há trabalhos e trabalhos. Se o meu trabalho não fosse estar ao balcão de uma loja, onde entram centenas de pessoas por dia, com atitudes comuns e padronizadas, eu não viria para o blog escarrapachá-las. Mas, no meu caso, são coisas tão genéricas, que não me parece que vão afectar alguém!
Imagem de perfil

De M.J. a 22.04.2016 às 15:55

eu entendo essa questão como uma questão de profissionalismo.
é a maneira como eu encaro as coisas e a maneira como fui formada.
fui formada para acreditar que o sigilo profissional é um pilar em que assenta a relação profissional-cliente e gosto de acreditar que é assim em todas as profissões.
não vejo motivo nenhum - para além do gozo/humor - para transcrever conversas, situações ou outras que existam entre um profissional e outra pessoa no âmbito da sua profissão. acho que para além de ser de mau tom é uma quebra na confiança seja num consultório, num escritório, numa loja ou num restaurante.
gosto de acreditar que os meus comportamentos com profissionais, aos quais pago, atenção, e que são pagos para isso, mesmo os comportamentos mais ridículos, não são expostos na net e acredito que mereço tal, seja quando vou comprar um par de cuecas seja quando vou ao psicólogo.
ninguém é obrigado a trabalhar com o público e acredito que se não gosta pode sempre mudar para uma área onde não precise de tal. a agricultura por exemplo.

posto isto, as opiniões são só opiniões.
Imagem de perfil

De ana a 22.04.2016 às 20:53

Eu até percebo o teu ponto de vista e não o acho descabido. Apenas acho que existem situações e situações.
Existem conversas que tenho com os clientes que não me passaria pela cabeça por no blog.
Outras, acho que são tão banais que não me parece que onfendam alguém. São situações com piada, apenas.
E não acho que seja uma questão de gostar, ou não, de trabalhar com o público. Eu até gosto, mas isso não me impede de achar piada a algumas atitudes dos clientes, ou de ver quando não estão a ser correctos.
Também não me chateia que alguns clientes comentem a minha atitude como logista, gozem com algumas coisas que faço, que digo. É natural. O que acontece dentro da loja, não fica sempre dentro da loja. Tanto do lado do logista, como do lado do cliente.
Mas é o que dizes, são opiniões. Não vou dizer que a minha é mais válida do que a tua. Acho que desde que exista bom senso a minha atitude não prejudica ninguém e é por aí que me vou "guiado".
Sem imagem de perfil

De Cristina a 22.04.2016 às 21:23

muito bem.

Comentar post



foto do autor



e agora dá aqui uma olhada