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é mais ou menos isto

por M.J., em 30.08.16

depois de anos de terapia - sim, sim #soudessas - descobri algo que se tornou essencial na permanência dos dias e na continuação da vida sem me despedaçar em trevas: a inutilidade do sentimento de culpa.

a não ser que o usemos para nos martirizar, para despedaçar a consciência tranquila, para não adormecer, para sentir montanhas de peso nos ombros, para nos impedir de ter perspectiva factual sobre as coisas... a culpa não serve para nada.

é um peso morto. um pedaço de peso a lembrar pedregulhos de granito, a encurralar-nos a visão clara das coisas e a fazer tremelicar a água do reflexo límpido dos acontecimentos.

e às vezes, meus senhores, é tão mais fácil intoxicarmo-nos dela, na impotência do baixar os braços e permanecer num canto escuro, lambendo feridas e desistindo de arregaçar as mangas que só vos posso dizer:

comei o filho de duas traças sifiliticas do chocolate sem pensar em mais nada!

 

a ponderação sentimental é antes de o comer! não depois!

 

 

comer.png

 

publicado às 09:31



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e agora dá aqui uma olhada