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incompreensões

por M.J., em 01.08.16

nesta coisa dos blogs há - como é normal e até compreensível - embirrações, antipatias, falta de vontade de gostar, incompatibilidades e discordâncias.

perfeitamente natural.

a maior parte dos blogs são escritos por pessoas que não ganham absolutamente nada com isso - às vezes nem um cif cremoso - e, como tal, limitam-se a esparramar nas palavras o que lhes apetece, o que lhes vai nos dedos sem pensar grandemente em quem lê. também há quem só escreva a pensar em quem vai ler. é como aquela coisa: há gente que se preocupa pouco com o que os outros vão pensar da sua saia amarela ou gente que só veste o amarelo da saia se souber que a maioria vai gostar.

não é problemático.

nem sequer teria importância se, grande parte de nós, não passasse por aqui algum tempo e procurasse na leitura, na escrita e na interacção, um bocadito de companhia, passatempo e distracção das horas mais longas.

assumamos portanto que as birrices, as antipatias, as picardias, a troca mais ou menos acesa de palavras escritas são naturais e nada de espantar.

este é o primeiro nível facilmente acessível a qualquer compreensão. mesmo de pessoas com problemas de aprendizagem.

agora coloquemos outro cenário: é possível entender aqueles casos em que a picardia é tão grande que impede ao comum dos mortais perceber coisas tão lógicas que até um macaco amestrado consegue?

possivelmente a culpa é minha. sei que não devo muito à inteligência (diz-se que as pessoas nascem bonitas ou inteligentes: no meu caso alguém me roubou "ambas as duas" características) - e entro tantas vezes em contradição que se fosse ganhar um euro por cada uma que digo, escrevo ou pratico estava ali taco a taco com o cristiano ronaldo. mas, ainda assim, há coisas evidentes:

sendo todos nós, na grande maioria, gente que escreve sem ganhar nada em troca, usando das palavras para expressar o que queremos e perdendo tempo nisso poderemos, em consciência, defender o plágio dessas mesmas palavras? desse tempo investido?

 

cum mil raios!

isso é mais ou menos aquela coisa de ser mulher e defender a burka!

ou ser gay e defender o putin!

ou ser judeu e defender o hitler!

ou sei lá: estar com diarreia e defender as ameixas quentes!

ou ser bacalhau vivo e defender o sal!

defender certas coisas apenas porque não gostamos da pessoa que foi delas vítima, mesmo que em potencial nós próprios possamos ser vítimas também, não é só uma contradição gritante: é uma burrice tão grande que nem um cardume de burros (evidente tentativa de provar a minha parca inteligência) consegue igualar!

defender um travesti de ideias apenas porque as ideias roubadas são de alguém que não se gosta é a mesma coisa que bater palminhas ao roubo do vizinho que faz barulho às duas da manhã quando a nossa porta está com problemas na fechadura e arrisca-se a ser a próxima.

não é só contradição. ou burrice.

é mesquinhez!

frustração.

inveja.

e um "foda-se, se ao menos eu também tivesse sido alvo da coisa podia agora ter mais uma qualquer treta para escrever".

 

há pessoas desprezíveis: depois há mil fraldas com cocó, mil sacos vomitados e as ditas em baixo, aos saltinhos por estarem no seu elemento. 

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oh vai ver ali:

publicado às 11:00


21 comentários

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De Filipa a 02.08.2016 às 12:59

De graça?? Jamais!!!
Faço-me pagar e bem, ómessa!

(óptimo paralelo, não diria melhor)

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