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apetece-me dizer isto: sou plenamente a favor de sítios que impedem a entrada de crianças (nem sequer usei o termo criancinha, isto promete). não me macem já. é evidente que não estou a falar de serviços públicos, não sejam idiotas, essa questão não se coloca, vamos agora impedir a entrada de uma criança na pediatria? não.estou falar de estabelecimentos privados, cujos donos devem ter o poder de adequar aos serviços que prestam a clientela dos mesmos. 

ah e tal mas é descriminação, avança meio mundo, enfurecido, cuspo no canto da boca, olhos raiados de vermelho, prestes a atacar na defesa dos direitos dos filhos.

não, não é. tal como não é descriminação um barbeiro que não admite mulheres no seu estabelecimento. tratam-se de serviços especializados para um determinado público alvo. porque raio uma mulher há-de querer cortar o cabelo num barbeiro? é para ficar mais aparado dos lados? também quer ir fazer a manicure a hoteis de cães? porque raio há-de um pai querer levar um bebé para um spa? é para a relaxar, à criança, do dia stressante de cagar, comer e dormir? ou é porque não tem ninguém com quem deixar o filho? muito bem, mas nesse caso não vai ao spa, não vai ao restaurante onde a criança pode pôr em causa o descanso dos outros.

ah e tal, mas se tu tens direito eu também. e o meu filho também. 

pronto, meus senhores, acalmem-se lá com isso dos direitos que já não se pode. um maneta também tem direito de servir às mesas e ninguém o contrata para isso, não é?

juro que não entendo esse fanatismo, essa reivindicação de "igualdade", num tratamento de tudo por igual quando tudo não é igual. deus, a quantidade de exemplos parvos que me lembrava aqui de pôr, mas sei, sei que sim, que se me lançar neles vão dizer que sou uma idiota chapada e que devia calar-me. pronto, só este vá: se é tudo igual, quer dizer que quando ouço uma criança aos gritos nos meus ouvidos posso baixar-me e gritar aos ouvidos dela? não, pois não? são coisinhas diferentes, não são?

mas o o meu filho não corre, não grita, não chora, é bem educado e não anda aos guinchos pelo hotel.

bem, nesse caso, nesse caso se calhar é melhor levá-lo ao médico porque diz, não sei, que criança saudável faz isso tudo. e fazendo isso tudo meus senhores, como é direito dela e faz parte e sim, todos entendemos, fazendo isso tudo os papás deviam ser menos egoístas e parar de achar que o futuro do mundo que têm nas mãos deve, só porque sim, chatear o presente da outra parte do mundo. sobretudo quando a outra parte do mundo paga, mas paga bem por um serviço que acaba por não ter. 

 

digam-me lá: já algum dia foram jantar a um restaurante caro, daqueles bons, onde deram couro e cabelo e dinheiro que nunca mais acaba por uma refeição, acabando por passar o tempo todo com dor de cabeça porque a criança do lado gritava como se estivesse a ser esganada? não? seus sortudos! eu já. e deixem que vos diga: tenho muito respeito pela individualidade da criança mas os tratadores dela (sim, apeteceu-me este termo, não me chateiem) também deviam ter respeito pela minha. não a pari, não tenho de aguentar a birra dela. e só não me levantei e a atirei contra uma parede porque, enfim, sou parva e sei de leis e dessas coisas de crimes.

pronto, era isto, vá, com muita estupidez à mistura, mas gosto, é assim.

alguém muito contra esta coisa toda?

publicado às 17:09


22 comentários

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De Cris a 19.05.2015 às 17:59

Deixa-me dizer-te que gritar de volta ao ouvido da criança é um método infalível! Eu tinha-me levantado do restaurante e vindo embora...
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De M.J. a 19.05.2015 às 19:08

e também pagavas a conta?
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De Cris a 19.05.2015 às 19:16

Claro que não! O pai da criança que pagasse!
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De M.J. a 19.05.2015 às 20:26

não creio que o restaurante fosse nessa.

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