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e diz Mimi:

 

Mimi não casou.

Posso indicar mil motivos para não o ter feito, mas acho que não ter um que me impelisse a fazê-lo é a verdadeira razão para não ter acontecido. (talvez ainda)

Fui desistindo do Dia. Não por não ter encontrado O Amor. Não por não acreditar no Para Sempre (ainda que o Sempre fique tão longe do que vejo). Não que não me tenha comprometido para a Vida, em Vida e por toda a Vida com o Amor de alguém.

Os dias foram passando e Nós não marcámos no calendário O Dia!

Fui acompanhando preparativos de casamentos dos meus mais próximos amigos. Alegrava-me ter fugido a toda aquela organização e consequentes preocupações.

Agora, vou lendo a canseira, mas encontro escritos tão doces quanto este e sinto que há tão mais e tão sublimes sentires, que talvez se me tenham escapado na ânsia de me poupar das comezinhas coisas que gravitam em torno dos preliminares do Dia.

Esta ternurenta e nua forma de encarar o amor e a construção dele não com um dia marcado para iniciar, mas com dia marcado por o celebrar com alguns dos que fazem sentido, é uma razão muito bonita, se não mesmo, perfeita, para correr as estafetas até ao Dia, com todas as esfoladelas e cansaços que as corridas podem provocar.

Mimi e a mulher atrás das letras desejam um Dia para lá de especial e à altura de tal doçura. E que todos os dias que se seguirem ao da festa sejam pontuados de momentos de construção. Que esse seja o fio condutor do vosso motor.

Um beijo.

 

 

 

(às vezes a padrtilha serve só pelo amor da partilha. num gesto egoísta de quem espera compreensão pelo que se partilha. obrigado por leres o que eu partilho.)

publicado às 10:00



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e agora dá aqui uma olhada