Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




(e gostamos de bons músculos).

 

a ideia de que para atingir a felicidade temos de ultrapassar as portas do inferno é quase palpável: é preciso estar triste, insatisfeito, incompleto, carpir dores e mágoas até porque depois da tempestade vem a bonança.

esta ideia é tão flagrante, tão evidente que, não raras vezes, quando nos sentimos bem ou num momento de realização pessoal, nos questionamos intimamente se não seria melhor acalmarmos os cavalos e chorar um bocadito para afastar a má sorte.

diabo seja cego, surdo e mudo,

três toques na madeira, a ideia de que depois da chuva vem o sol e não podemos almejar mais do que merecemos.

 

é por isso que livros de auto ajuda vendem. ame-se, num vender de remédios para alma, muitas mesuras e simpatias, lugares comuns e evidências:

o gustavo santos vende-se não por dizer verdades absolutas, por ser um poço de sabedoria ou ter uma escrita divina mas porque precisamos de ler que merecemos maior e melhor, tanto no inverno como no verão, sem medos da má sorte, mau olhado e invejas,

diabo seja cego, surdo e mudo.

porque precisamos que nos digam, coitaditos de nós, tão pobrezitos, que somos fortes, capazes, merecedores e temos um lugar ao sol, mais tarde do que mais cedo, mas ainda assim à nossa espera. 

o gustavo santos vende-se porque preferimos acreditar quando o outro nos diz quem queremos ser do que quando pensamos quem somos. 

 

alguém já comprou o gustavo santos?

oh vai ver ali:

publicado às 10:30


19 comentários

Imagem de perfil

De Cecília a 27.10.2016 às 10:37

não comprei nem vou no embrulho :)
Imagem de perfil

De Genny a 27.10.2016 às 10:38

O Gustavo Santos está à venda?!?! Quanto??? Quanto????
Imagem de perfil

De M.J. a 27.10.2016 às 21:46

por quanto o adquirias?
Imagem de perfil

De Genny a 28.10.2016 às 09:56

Tenho que o experimentar primeiro, para o avaliar
Imagem de perfil

De Gaffe a 27.10.2016 às 10:56

o contrário também é "mato".
Somos felizes, jovens, saudavelmente tontos e há sempre um espectro raquítico que nos fala da Faixa de Gaza, da morte que nos espera em todas as esquinas, que nos diz que somos apenas pó e nos relata o sofrimento de tanta pomba assassinada.

O Gustavo Santos vende também por isso.
Imagem de perfil

De oBomIdiota a 27.10.2016 às 12:25

Vim só aqui dizer que melhor comentário do que este da querida Gaffe é manifestamente impossível.
Imagem de perfil

De M.J. a 27.10.2016 às 21:47

é verdade.
e estão em absoluto equilibrio.
Sem imagem de perfil

De Novembro a 27.10.2016 às 11:19

Sempre resolvi os meus problemas, tristezas, feridas, fraquezas, frustrações sozinha e nunca quis ajuda de ninguém.

O quê? Mostrar fraqueza não é para mim!! Sempre firme como uma rocha.
Até podia estar destruída por dentro, mas nunca ninguém o soube, e sempre viam uma fortaleza em mim, uma criança uma mulher bem disposta a quem a vida corre bem (mestre no disfarce).
Mas quando a vida é feita de uma luta e dor constante, como uma guerra cujas batalhas não têm fim.... o que acontece é que até uma guerreira/lutadora não aguenta e.... chegou o momento em que a guerreira suplicou e suplica descanso. A fragilidade ainda não passou...

Há cerca de 2/3 anos, não estava a conseguir lidar com a minha fragilidade e confesso comprei o 1º livro do Gustavo, após ver uma entrevista em que ele apresentava livro.
Não segui o livro realizando os questionários. Mas posso dizer que fez-me bem lê-lo, apesar de que muita da teoria só faz sentido para o Gustavo mesmo.
Ler o testemunho de alguém que também se sentiu perdido, fez-me sentir que não estava só.

Conclusão gostei de ler o livro. Depois disso sei que escreveu outros, mas não senti qualquer apelo em comprá-los.

Desiludidos?!?! Sorry!!! Mas confesso que comprei e li.





Sem imagem de perfil

De Teresa Almeida a 27.10.2016 às 12:13

Nunca comprei nada dele, vi um 'cadito de um vídeo e não vi piléria nenhuma naquilo, aqueles gestos em câmara lenta irritaram-me, a voz de quem quer falar ao ouvido, pior.
Em épocas de 'coice e patada' da vida, li alguma coisa de 'auto-ajuda', que não ajudaram nada - ou quase nada.Emprestei alguns e as pessoas diziam maravilhas daquilo, percebi que sou eu a estúpida.
Mas há dois anos, no meio de mais um furacão em que a ajuda medicamentosa teve efeito contrário, os livros 'normais' não conseguia ler (a mona não assimilava nomes, factos, locais, nada), comprei um livro de um fulano super badalado na net, parece que escreve livros em dois dias, com 400 e tal páginas...e resultou comigo: não tinha nada para memorizar, textos lamechas curtos...uma pequena 'maravilha'.Enquanto lia aquilo, até conseguia estar calma para de seguida fazer o que precisava ser feito...
Fez-me recordar os tempos em que ia ver os filmes de terror da meia-noite, que me faziam rir à gargalhada!
Imagem de perfil

De Marta Elle a 27.10.2016 às 17:04

Nem sabia que ele escrevia.
Sem imagem de perfil

De Cristina a 27.10.2016 às 17:29

esse tipo devia ter um bocadinho de vergonha nas trombas. ninguém diz aquilo a acreditar no que diz. por isso, o tipo "vende-se" sim, literalmente.
Imagem de perfil

De A rapariga do autocarro a 27.10.2016 às 19:57

Nunca li nada dele nem almejo, mas como dizia um professor meu dizia, vocês leiam, nem que que seja a lista de ingredientes do papel higiénico!!
Sem imagem de perfil

De aalmeidah a 27.10.2016 às 20:11

É sempre de desconfiar com auto-ajudas vendidas por terceiros. O Gustavo, como muitos outros, apenas procura levar a vida dele. De resto não será nem mais nem menos do que aqueles que procuram vender soluções para se ganhar o totoloto ou euromilhões. Se são assim tão boas, porque não as guardam só eles próprios, a set chaves? Nahhh.
De resto, li há uns anitos o "Caminho Menos Percorrido" de M. Scott Peck e até nem desgostei, mas às tantas tudo era tão tão óbvio que nunca cheguei a concluir a leitura. Penso pois, que os livros de auto-ajuda só ajudam mesmo quem os escreve e vende.
Sem imagem de perfil

De helena a 27.10.2016 às 20:15

Não vou falar do GS, porque não li nada dele.
Porém, há alguns livros que podem ajudar, não sei se poderemos denominá-los de auto ajuda, mas a maioria desse tipo de livros, realmente dão-nos conselhos como se fossêmos idiotas a sentirmo-nos desta ou daquela maneira ou então não estão no ponto onde nós estamos.
Porém há uma autora que gosto muito, que não sei se pode apelidar de autora deste género de livros, que gosto, e que de vez enquando leio, quando sinto necessidade. Maria Costa Félix, mas confesso que até agora só li um dos livros delas de fio a pavio. E voltava quando precisava de ouvir as suas palavras.

Comentar post


Pág. 1/2



foto do autor



e agora dá aqui uma olhada