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outono profundo

por M.J., em 28.12.19

na vida encontramos, todos os dias, um pouco de nós nos outros.

é por isso que gostamos ou não gostamos deste e daquele.

 

às vezes não encontramos nada de quem somos no outro.

e se esse nada que de nós que vimos no outro for cheio de coisas boas ficamos inspirados:

pela grandeza, por exemplo, de quem está perante nós.

pela bondade ou altruísmo.

pela genialidade ou por qualquer outro aspeto que nos desperta uma vontade de ser também, ainda que muito ou pouco, como aquele alguém.

 

nunca conheci a marta.

quer dizer, nunca conheci para além das palavras que lhe fui lendo, ao longo de muito e muito tempo.

contrariamente a tanta gente que dei de caras neste mundo online, nunca troquei meia dúzia de palavras, nunca contactei, nunca comentei.

mas segui, li, fui assídua e constante seguidora - é esse o termo, não é? - do blog. 

 

a forma realista, sem dramas, sem palavras imensas que não dizem nada com que escrevia fez-me querer ser um pouco igual. 

e às vezes pensava: e se fosse eu? quantas palavras diria, quantos mil posts escreveria para não dizer nada que servisse para o que fosse?

 

a marta inspirava-me. 

no outono profundo que foi este a marta vai continuar a inspirar-me.

mesmo que agora já só seja inverno.

 

lamento muito.

publicado às 19:55


3 comentários

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De Anónimo a 29.12.2019 às 20:48

Também eu fui assidua leitora da marta.Todos os dias a lia e a ausência de noticias inquietou me. Também eu lamento imenso

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e agora dá aqui uma olhada