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não vos contei

há uns tempos recebi um e-mail, todo catita, de uma entidade que queria fazer uma parceria aqui com o tasco (agora que penso nisso, tenho de lhe mudar o apelido. taberna? pastelaria? casa de chá?)

a proposta era simples: eu tinha menos trabalho a escrever mas continuava a ter conteúdo aqui para o sítio, uma vez que eles escreviam posts (poupavam-me a esta enorme trabalheira e consumição de alimentar o meu próprio blog) com leves referências ao produto/serviço que queriam vender.

achei extraordinário.

 

então mas faz sentido que um blog que relata a vida aos pedaços de alguém, precise que essa mesma vida seja relatada por outros?

assim, movida do meu espírito curioso (e do principio do contraditório da outra parte) mandei um e-mail perguntando duas coisas:

  • se achavam o conteúdo do tasco tão medíocre que precisava que alguém escrevesse por mim para melhorar isso; e
  • se sim (visto que não haveria outra justificação) por que motivo mais obscuro queriam estar ligados a um blog que precisava de outros para o alimentar.

durante semanas esperei ansiosamente a resposta.

não veio.

 

pergunto a vós:

que leva a alguém que tem um blog por puro passatempo aceitar que outros lhes escrevam os posts?

é para elevar o ego dizendo que, caramba, até já tem parcerias?

se o o blog é a vossa voz, por que raio querem que alguém fale por vocês?

 

eu seja cão se entendo. 

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publicado às 11:31


5 comentários

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De Cecília a 07.09.2018 às 14:21

O veneno do vazio, do dinheiro, da futilidade, anda por todo o lado.

;)

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