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pronto, eu explico

por M.J., em 26.10.17

fui tomar café.

cheguei a casa com um quilo de maçãs e um garrafão de água. ao estacionar reparei que tinha o carro muito perto do vizinho mas, ainda assim, deixei.

subi as escadas a pensar que o homem era menino para me dar uma trouxada no carro mas encolhi os ombros: o dele ficaria mais estragado que a minha lata, se tal acontecesse.

abri a porta de entrada do apartamento e olho, ainda com ela aberta, para o porta da sala.

nesse instante vejo uma coisa que rasteja.

ou caminha, sei lá.

um misto de nojo de menina histérica sobe por mim acima e deixo cair as maçãs dando um gritinho histérico que ecoa pelo prédio.

fecho a porta arrepiada pela bicheza que vejo à frente: uma osga ou sardanisca ou o raio que parta.

detesto seres rastejantes. 

 

a osga ou sardanisca olha para mim e eu olho para ela.

move-se muito desajeitadamente e toca numa das maçãs. dou outro guincho, no nojo daquilo.

respiro fundo, vou à cozinha buscar a vassoura e a pá e penso como hei-de resolver a situação. quase que se ouvem os neurónios a funcionar enquanto a osga ou sardanisca está parada a olhar para mim.

 

nisto toca a campainha: abro a porta de pá e vassoura na mão: o vizinho: ouviu dois gritos. está tudo bem?

respondo que sim.

não tenho coragem de dizer que dei um gritinho por causa de uma osga. penso que seria boa ideia lembrá-lo que se ele ouve os meus guinchos eu ouço os gemidos que vêm do apartamento dele. contenho-me. agradeço e fecho a porta.

a osga tinha desaparecido.

oh-meu-deus!

teria ido para o quarto bisbilhotar as minhas gavetas?

teria ido ao frigorífico servir-se de um copo de água?

estaria na casa de banho a avaliar se estava tudo devidamente limpo?

 

entro na sala com a vassoura e a pá e lá está ela, não instalada no sofá mas perto do sofá.

empurro o dito e ela encosta-se à parede ao lado de uma casca de castanha por lá perdida. aproximo-me com a pá. a desgraçada não se mexe. junto a vassoura: está varrida para dentro da pá.

e agora? faço-a voar pela varanda ou desço até ao jardim?

ora, se subiu pode descer pelo mesmo sítio.

voou.

foi isto.

 

a todos os que tentaram adivinhar: em boa verdade podia ter sido qualquer uma delas. até mesmo o cão voador! já não era a primeira vez que acontecia.

 

dois episódiozinhos em dois dias seguidos parece ser demais. 

da próxima tiro fotografias para comprovar a situação.

palavra de quem foi à catequese. 

 

publicado às 10:11


7 comentários

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De Just_Smile a 26.10.2017 às 10:33

E eu que achava que era a opção menos provável :P
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De VeraPinto a 26.10.2017 às 10:45

Então imagina que uma gata minha, por achar que está a agradar e a servir aos donos passa a vida a trazer animais para dentro de casa.
Osgas são quase todos os dias. É uma tristeza, ainda no outro dia eram 6h da manhã e ia pisando uma que já devia estar há dias no escritório. Guinchei como tu acredita..
mas agora ando mais tranquila. Houve uma fase que eram ratos.. por isso, osgas, está favorável..
Beijo..
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De Magda L Pais a 26.10.2017 às 14:59

tinhas chamado o meu gaiato que ele já teve uma osga de estimação...
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De Corvo a 26.10.2017 às 18:56

Quem diria! A mais improvável de todas.
Mas pronto: Não me sinto muito mal porque a Gaffe, senhora de um raciocínio espantoso, como eu também alinhou pelo cão.
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De Quarentona a 27.10.2017 às 01:19

Que direi eu que acertei? ;)))
Por falar nisso, há prémio? :P
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De Corvo a 27.10.2017 às 12:45

Prémio nenhum. Foi sorte de principiante.
Assim ao jeito do Serginho com o FéCéPéi

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