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questões, tantas questões?

por M.J., em 26.08.16

não sendo apologista de que os animais são pessoas, ou de que aos animais deva ser dado o mesmo tratamento que aos humanos, também não assumo que os mesmos sejam coisas.

na verdade, queira ou não, dou por mim mais sensível a certas causas da animalada do que de humanos. sou até menina para sorrir embebecida a um cão e cerrar a cara a um puto.

não vejo mal algum.

há espaço para tudo e todos (assim, sem entrar em extremismos). há espaço para quem prefere cães e quem prefere melgas. quem defende putos e quem defende linces.

há - repito - espaço para tudo, com as devidas adaptações e prioridades. 

 

posto isto surge-me uma dúvida:

por que raio de motivo mais obscuro as alminhas inspiradas levantam a voz quando alguém tenta proteger animais, usando o fabuloso argumento "se pensasses era nos humanos!"?

significa que só pode haver preocupação por um? que tentar fazer algo por um é discriminar o outro?

 

e qual o problema de alguém tratar um cão como uma pessoa?

tirando a estranheza óbvia (não entendo muito bem essa coisa de chamar a um gato "filho" - ainda que parir um gato deva ser obra mais fácil do que parir um puto de três quilos e quinhentas) não é um problema da esfera íntima de cada um?

tirando a evidente falta de higiene que possa ser comer pelo de cão, respirar pelo de gato e partilhar a cagadeira com ambos, não é, ainda assim, uma escolha pessoal que em nada prejudica o vizinho? (excepto aqueles casos de colónias de trinta e cinco gatos e um periquito num apartamento mas esqueçamos as excepções).

 

e ainda que se possam entender as manifestações de estranheza por esses comportamentos (tico filho, anda cá à mãe, deixa de lamber os tomates e dá-me um beijinho) como justificar os comentários de ódio que se lêem texto sim, texto não por essa internet fora, acerca do assunto?

qual o motivo?

será biológico? uma espécie de defesa da espécie (antes nós que os dinossauros) ou é só idiota?

ou é só burrice crónica?

(com o devido respeito aos burros). 

 

oh vai ver ali:

publicado às 09:30


10 comentários

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De Sarah a 26.08.2016 às 10:24

Entendo-te.....entendo-te tão bem. Chamar "meu amenino, meu amor pequenino, meu bebé" a uma coisa que consegue lamber os próprios tomates ou que vomita metade do casaco que acabou de lamber....não entendo. No outro dia, no mítico programa do César Milan estava uma família à beira do divórcio porque o cão (pitbull) já tinha mordido os bebé duas vezes e os cavalos (negócio da família) outras quantas. Questão: o pai queria pregar um balásio no cão. A mãe dizia que era como "matar-lhe um filho". Enquanto o César não resolvesse, o filho do casal ficava dentro de casa porque o cão estava cá fora.......tudo certo
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De M.J. a 26.08.2016 às 10:47

lá está... prioridades.
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De Mula a 26.08.2016 às 10:38

"excepto aqueles casos de colónias de trinta e cinco gatos e um periquito num apartamento mas esqueçamos as excepções"

Neste caso, nem é uma questão e liberdade de escolha ou não... é mesmo de saúde pública...

Eu sou daquelas que vê o meu gato como um filho - culpa do homem que quando lhe comecei a falar que queria ser mãe me trouxe um gato.... Eu chorei mais a morte do meu gato que a morte do meu pai, e até mesmo a morte da minha avó - que queria e amava mais que o meu pai - e isso não prejudica obviamente ninguém e por isso me irrita que as pessoas opinem sobre o que não sabem, destilem ódio só porque é diferente e porque sim...

Mas sinceramente, mesmo sinceramente, o que eu acho que incomoda a essas pessoas - e daí destilarem tanto ódio - é não terem ninguém que goste delas com a mesma intensidade que os defensores dos animais amam os animais...
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De M.J. a 26.08.2016 às 10:47

faz parte da esfera íntima de cada um. ainda temos a liberdade de amarmos da forma que quisermos o que quisermos.
e pese embora a estranheza que se possa sentir nunca entendo os comentários de ódio. quase ódio puro.
juro que não percebo.

(se bem que, se formos a ver, há comentários de ódio por tudo e um par de botas).
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De Cristina a 26.08.2016 às 14:31

olha que é mesmo isso. até me arrepio ao ler posts e comentários (só para restringir o assunto a blogs) com tanta raiva. credo.
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De M.J. a 29.08.2016 às 17:52

na ausência de batatas para semear e gastar energia, desgasta-se a mesma na internet :)
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De Susana a 26.08.2016 às 11:41

Eu falo por mim, ajudo animais e ajudo pessoas sempre que posso. Quem se sai com esse disparate do "se ajudasses pessoas em vez de animais" não ajuda nem um, nem outro, porque uma coisa nunca invalidou a outra.
Quanto aos animais serem filhos, para mim, são. Sei que pode soar estranho, mas não quero saber. Não os pari, obviamente, mas amo-os como se tivesse. E de certeza que lhes tenho mais amor do que aqueles que parem os filhos para depois os violarem e maltratarem.
E sim, gosto mais de animais do que de putos, não consigo evitar.

Não se justificam esses comentários de ódio, é pura estupidez humana, ou burrice crónica, como disse, e muito bem.
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De M.J. a 29.08.2016 às 17:55

sobretudo numa coisa que em nada prejudica o outro.

continuarei sem entender que se chame filho a um cão.
continuarei sem perceber que se trate como um humano um animal (há que tratar por diferente o que é diferente).
continuarei a gozar com isso.
continuarei a sentir um pouco de nojo por ver gente que aceita lambidelas de cães que acabaram de lamber a pila.
mas ainda que abane a cabeça sem perceber tenho mais é que meter o rabo entre as pernas e seguir:
é que não tenho absolutamente nada com isso.
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De CM a 26.08.2016 às 11:58

De forma muito objetiva. É idiota. Na minha opinião é idiota. Todas as causas merecem atenção. Cada um deve estar presente naquelas que lhe são mais proximas ao coração e deixar os outros em paz para quererem ajudar quem quiserem.
Honestamente essas conversas são de gente que não ajuda ninguém (sejam bichos de 2 sejam bichos de 4 patas), de gente que não tem nada para fazer.

É como quem diz a quem foi para um retiro para se sentir bem consigo mesmo que havia era de ir fazer voluntariado, isso é que lhe fazia bem à alma. Cada um lá sabe o que é que lhe faz falta.
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De M.J. a 29.08.2016 às 17:56

lá está: ninguém tem nada a ver com isso :)

(oh, mas eu caio tanto nessa falácia!)

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