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meus senhores, em idade casadoira, clientes habituais deste tasco, que ficam sentados nos banquinhos do balcão, a comer pataniscas e a beber copinhos, na espera de encontrar uma senhora que vos aqueça os pés e outras coisas nas noites longas de inverno: ouvi o que tenho para vos dizer!

há mulheres e mulheres. há senhoras que vale a pena casar e outras que mais vale correr nu num campo de urtigas primeiro e só depois, se não sentirem comichão, pensarem no assunto.

eu, como vossa conselheira, como pessoa que vos serve cachaça e vos ouve as inseguranças, preparei uma lista dos vários tipos de senhoras, com profissões fortes e aguerridas (advogadas, médicas, enfermeiras, farmacêuticas, administradoras de condomínio, senhoras do marketing, esteticistas e engenheiras) que deveis evitar.

 

preparados?

 

começamos, como não podia deixar de ser, pelas...

 

* advogadas

afastai-vos das advogadas como o diabo da cruz.

ainda mal ela tenha dito "eu sou advo..." já vocês estão a correr muito, perna a bater no rabo de tanto dobrar o joelho. advogada não serve. 

advogada não tem tempo. há sempre um prazo. o prazo, aliás.

vamos sair? hoje não, que tenho um prazo.

mando vir o jantar? hoje não que o prazo termina à meia noite.

amanhã fazemos cinquenta anos de casados. adia isso que tenho um prazo. dos perentórios e tudo.

a minha mãe morreu, vens ao funeral? ah, claro, e tu cumpres o meu prazo!

querida, as tuas águas rebentaram! sa foda, o puto que aguente que eu tenho o prazo para acabar. 

a sério. uma seca. 

 

a advogada vai ao vosso lado, no carro, a dizer-vos, em silvos agudos: acabaste de cometer uma contra-ordenação. essa porcaria era menina para te tirar a carta. não penses que vou perder meia hora da minha vida a fazer uma defesa para te salvar desse calcar do traço contínuo.

quando dão conta são um senhor de sessenta anos, a conduzir a vinte pela berma, com ar de desespero no medo de perderem os pontos todos de uma carta de condução que mal usam.

 

a advogada tem sempre na ponta do língua o argumento especial que vos leva a contradizer-se.

consegue, mesmo sem darem conta, avaliar todas as vossas palavras e usá-las, anos mais tarde, num contra-interrogatório com ar vitorioso. arranja a argumentação para o divórcio, põe-vos a culpa em cima e ainda vos fica com o dinheiro todo.

nunca!

mal por mal, ficai-vos por uma jurista.

 

(para a semana vinde ver as médicas).

publicado às 11:00


7 comentários

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De Gaffe a 22.06.2016 às 11:54

Tu na próxima semana tem cuidado, MJ. Tem muito cuidado, MJ ... ...
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De M.J. a 22.06.2016 às 11:56

por acaso ia-te pedir uma ajudazinha...
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De Gaffe a 22.06.2016 às 12:01

Como?
Só deixo escapar que elas não ligam um pirolito dos mais humilhantes que há às queixas dos moços respectivos.
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De O Coiso a 22.06.2016 às 12:43

Estou frito, feito ao bife, fu... lixado! A minha mulher é advogada. Já percebi porque é que acabo todas as nossas discussões a dizer "Sim, amor..."!
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De Quarentona a 22.06.2016 às 22:59

Agora deixa-me vestir a pele do Calimero... bem que me avisaram que a minha profissão não é reconhecida, não consta da tua lista, M.J.! :((((
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De sarabudja a 23.06.2016 às 10:26

Nem a minha, nem a minha....Mas posso adiantar que o problema não é tanto a minha profissão, é mesmo uma esta minha estranha forma de ser.
O meu rapaz vê-se negrinho para me aturar e suportar as diferentes sarabudjas que surgem ao longo do dia. Sarabudja e seus heterónimos.
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De Charneca em flor a 27.06.2016 às 21:58

Quantas semanas vou ter que esperar até chegar a vez das farmacêuticas? Sempre quero ver o que saí daqui. Espero que o meu mais que tudo não passe por aqui.

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e agora dá aqui uma olhada